31/01/11

A noite

A noite escura,
caia a chuva,
quebrando o silêncio,
com o som das
Dos pingos se atirando,
Por todo lugar,
gotas nas folhas,
no teto, na bica,
apesar da chuva,
era forte o calor.
A rua escura
e vazia.
A noite vazia e escura.

Cotidiano

É o fim de mais um mês,
último dia do primeiro mês
do ano, foi um dia quente,
foi um dia qualquer,
mas não foi.
Fiz coisas interessantes,
fui ao outro lado da cidade,
vi gente, senti muito calor,
percebi o tumulto da cidade,
aprendi onde fica a rua
da praça Carlos Gomes,
Conversei com pessoas
que nem conhecia,
foi um dia diferente.
Mas no fim da tarde
choveu, tomei tereré,
vim para casa e tudo
foi como sempre.

30/01/11

Durmo

A noite caio no sono,
embalo em sonho,
nada vejo,
nada desejo,
sou e não sou,
a noite quando durmo,
viajo, me apago.
Que faço?
Durmo e nos sonhos?
são escassas
as lembranças,
as nuanças,
nos sonhos que sou?
Nem acordado sei,
nunca imaginei,
no sonho quem sabe
como Decarte
alguma ideia
me iluminar,
sonhos,
noite,
vida.
As noites de verão,
são todas tão quentes
que falta paciência para tudo,
as vezes fico mudo,
cisudo, mas é por causa
do calor,
que horror,
Que se vá o verão,
quero mais calor não.

Vida!?

A muito me questiono sobre a vida e por mais que eu procure, nunca encontro uma resposta. Apesar de tudo vivendo estou aprendendo como viver, viajando entre os altos e baixos.
Estou procurando sempre uma maneira de viver melhor, então me apego a ideias, uma das quais me apeguei, me apaixonei foi a de buscar o saber e saber, mas sabe nunca sabemos do quanto sabemos e se o que sabemos nos vai ser utilizado. Ultimamente tenho me perdido muito em minhas ideias, meus conceitos, minhas crenças. Acho que estou perdendo meu norte, poderei até ficar louco. Como agora no fim de domingo a noite, tento manter uma certa ordem, passar minhas roupas e começar bem a semana. Na verdade parece que estou sempre buscando andar pelos trilhos certos, mas parece que isso só funciona comigo, talvez maltrate as demais pessoas. Isso me entristece muito, nunca quis desagradar ninguém, mas parece que estou com uma certa facilidade de destratar as pessoas, isso me faz sentir péssimo. Nessa busca pela ideia do saber, acho que estou me perdendo, não sei o que fazer. Por isso ouço Mozart nesse começo de noite. E a vida segue, segue...

Manhã de verão

A manhã caiu umida e clara,
aves cantando, uma leve brisa
soprava suavemente
trazendo o cheiro do
mas árvores molhadas,
onde das folhas gotas
da chuva passada escoriam,
sai a passear de bicicleta,
brisa na face, o cheiro da vida,
seguindo pelas ruas,
vendo as plantas na fazenda,
parei para andar sobre
a grama molhada,
tirei a sandália
pra sentir a textura molhada,
sentir o chão,
senti a vida molhada,
e quando cheguei a um chão
com seixos de areia,
caminhei descalço,
sentia a textura
do contato dos meus pés
com os seixos,
respirei fundo e vivi o momento,
senti a vida umida,
a manhã perfeita,
uma linda manhã de domingo,
nua manhã de verão.

29/01/11

Flores vivas e frescas

Flores vermelhas pelo chão,
Pela ciclovia, pelos jardins,
Flores vermelhas de espatódea.
Moles, macias e grandes,
Vivas, frescas no chão.

Flores vermelhas nas praças,
Flores vermelhas frescas pelo chão,
Flores vermelhas de espatódea
Espalhadas pelo chão,

É janeiro e é verão,
Com chuvas intensas,
Chuvas torrenciais,
Intensas fazem cair
As flores viçosas pelo chão

Flores vermelhas viçosas
Pelo chão, 
Logo dia passará,
E as flores vão secar
E tudo que restará
Serão seus frutos, folículos.

Sempre hei de lembrar,
Das flores vermelhas molhadas
Espalhadas peloo chão, 
Sem cheiro ou simetria,
Parecem os rastros de fogo no chão.
Nas ruas e praças de Barão

28/01/11

Odores

Os odores

As coisas que tem odores,
guardamos na memória,
e revivemos quando sentimos.
Quando sentimos os odores,
das flores, das almas,
de comidas, das bebidas,
das roupas lavadas,
das cobertas,
quão fortes são as memórias,
cheiros de vitórias,
de amor,
de dor,
lembro do cheiro
do posto médico de quando era pequeno,
do cheiro da anestesia bucal,
lembro do cheiro da roupa
passada a ferro a brasa,
do cheiro branco da farda,
do cheiro amarelo do cajú,
do cheiro ácido amarelo do cajá,
da castanha do cajú em ruma,
do cheiro do barro molhado seco sendo molhado pela chuva,
da garapa de cana fervendo nas caldeiras,
das flores de laranjeira, cafezais,
do doce cheiro da dioclea, mimosa, cardeiro,
lembro do cheiro das vezes secas de gado,
da água com caparosa,
dos mufumbais,
Recentemente passei a amar o cheiro do jasmim,
mas nem sempre foi assim,
jasmim em minha terra era usado para enfeitar defuntos, não tinha boas lembranças
me dava medo os jasmins,
na casa de Eliza tinha um enorme pé de jasmim,
na casa de minha avó tinha um pé também, mas
apaguei aquelas memórias,
Jasmim hoje cheira para mim.
Gosto do cheiro da magnolia.

A vida é mais bela
quando fico assim,
quando sinto cheiro de jasmim,
de Sestrum,
cheiros da noite,
noites frias,
porque as quentes, nos tiram o sono e os sonhos.

Dúvidas

Olho para o mundo inteiro pra buscar algo de mim.
Olho para as plantas, vejo as formas deduzo nomes.
Olho para o céu vejo o azul, através das nuvens
percebo sua profundidade dele, é infinito, às
vezes é preciso olhar a noite para perceber
seu tamanho, é meio estranho, pois se precisamos
da luz para ver melhor as coisas, como assim é
preciso a noite, até mesmo as verdades
são provadas de maneiras opostas.
Olho para uma rua, sei onde ela vai dar,
mas não sei quais são as possibilidades
que me permitirão se seguir sempre em
frente, talvez volte ao mesmo ponto,
mas até sei que não serei o mesmo,
o tempo, a distâncias e as coisas que viverei,
me transformarão.
Olho para uma pessoa, acho que sei algo,
acho que posso deduzir adjetivos ou conceitos
sobre tal, mas que ledo engano,
não conhecemos nem a nós mesmos,
quem dirá o outro.
Olho então para mim.
E indago quem sou? o que sou?
Qual a minha origem, confesso
que desconheço meus humores,
meu ser, me acostumei demais comigo mesmo,
com meus conceitos, com minha vida,
não pus em prática, minhas personas
que poderia ter. As vezes me acho mediocre,
acho que estou ficando quadrado.
Acho que nem eu estou me aguentando.
As pessoas também não. Acham que sou grosso,
Que fazer!
Acho que vou voltar,
Não devo mais confiar em ninguém?
Talvez sinto que como um marisco
estou me fechando cada vez mais do mundo.

27/01/11

Ilusão

Queria poder seguir
as minhas ideias,
ir além do impossível,
queria poder ao ler
tudo aprender,
tudo conhecer,
mas já sei que uma vida
é muito pouco,
posso dar prioridade,
queria tantas coisas
fazer, viver,
todavia algumas
me são distantes,
outras nem tanto,
quem sabe não poderia
em minha imaginação
poder realizar,
quem sabe,
mas tem que ser do meu jeito,
será apenas ilusão,
mas talvez seja mais confortável
que o real,
não faz mal,
afinal, parece que a vida é só uma ilusão,
a gente pensa bem forte,
e as coisas acontecem
ou podemos fazer de conta,
tem que acreditar,
senão tudo não vai passar de ilusão,
agora penso que sou feliz,
tenho tudo que quero.
Pronto.

Calor

É tarde da noite,
O vento não apareceu,
faz um calor danado,
não tem quem consiga
ficar sem um ventilador,
que fazer pra fugir de tanto calor.

Uma folha sequer se mexe,
essa casa apesar de branca
arde de calor, parece está
em febre.

O corpo prega, sua,
há uma impaciência,
um sono desassossegado.

Mas é noite,
mais uma noite,
o corpo cansado,
logo adormecerá
um novo dia virá.

Prova

Como é cansativo passar todo o dia ser ver o sol brilhar, o dia passar, uma árvore a balançar. Ficar sentado em movimento repetitivo, vendo a mesma questão uma, duas... vezes. Avaliando... O dia custa a passar, cansa o braço, a mente. Vendo uma certo, errado...
Mas como diria Pessoa "Tudo vele a pena"

26/01/11

Questão

Em minha frente
uma resposta
sem nexo,
escrita em pobre português.
Tenho que julgar
se está certo ou errada.
Quanto poder de decisão.
Certo ou errado?
Está sem nexo,
acho que errado.
Errado, porque não tem nexo?
Foi incoerente, mas nem por isso é uma pessoa burra,
não cada um sabe mais sobre algo.
Vamos respeitar, afinal
nem todo mundo
sabe o que é hercogamia.
É só um conceito.
É importante?
Pra que ou pra quem?
Sei lá, pra selecionar as pessoas nesta prova sim...
Puxa isso vai decidir uma escolha.
Quanta responsabilidade.
Errado,
precisa rever os conceitos,
ser responsável e estudar mais um pouco.

Pensar

Quase nunca paramos para pensar. Não temos esse hábito, deixamos que as coisas aconteçam por si. As coisas vão simplesmente acontecendo e nós decidimos o que queremos seguir. São difíceis as escolhas, pois se não fizer uma boa escolha pode se arrepender por muito tempo, podes mudar o rumo de sua vida. Fazer a escolha certa é uma incógnita uma aposta que terá de fazer, mas que sentido temos que tomar? Muitas vezes escolhemos o mais fácil, mas nem sempre corresponde as nossas expectativas, temos muitas expectativas e algumas vezes investimos todas nossas energias em uma única, as vezes essa não é uma boa escolha, mas cremos que sim. Não percebemos a quantidade de oportunidades que tem em nossas vidas. As vezes não paramos para avaliar se vale a pena ou não. É importante crer que vale a pena, pois se não for o que cremos que é, iremos amargar as decepções. Portanto parar para pensar vale a pena, criemos esse hábito, talvez assim possamos ver a vida com mais luz.

Verbo

Quanta busca por saber,
quanto desejo viver?
Mato meu tempo no trabalho,
na lida da vida
viajo nos meu dias,
com minhas breves alegrias,
essa busca pelo ter,
constitui um pouco o meu ser.

Vida, vida quanto mais polida,
mas sofrida,
todavia o que se deve fazer,
não se pode evitar envelhecer,
sabemos que iremos morrer,
essa busca por saber,
é uma maneira de tentar
driblar o ser.

25/01/11

Dança do tempo

O tempo
passa como a luz do sol,
nem percebemos que passa,

sopra o vento nossos rostos,

esculpi em nossa pele
as marcas do tempo,

Nossa alma se perde,

na longa caminhada
da vida,

as marcas de ferida,

são cicatrizes,

que dão ao tempo,
as notas da sinfonia
que é a vida,
essa poesia,
com fim

pra todos e pra mim.

Dacair

Não temos como evitar o envelhecimento se vivermos, se continuarmos vivos, nossos corpos como são ingratos. Como são cúmplices com a gravidade, com a ausência de água, como acumulam gordura. Ontem mesmo era um menino ingênuo que entrava na faculdade, ia dormir tarde conversando com os colegas. E os meus colegas como eram novos. Como éramos novos. Quantos apetite tínhamos. Vontade de crescer, de ser gente importante. Queríamos curtir, mas nossos sonhos sempre batiam a porta cobrando responsabilidade. Hoje passados dez anos, que somos seres calvos, com a barriga surgindo, os músculos se adiposando. Com muito mais incertezas,
mas responsabilidades, com muitas crenças. Então penso no que evoluímos? Pode ser que em muitas coisas que eu não percebo. Acho que minha alma ainda é de criança. Não aprendi ainda a lidar com problemas de gente grande. É tudo tão complicado. Mas o tempo não volta, nem os corpos rejuvenecem. Não ficamos mais condicionados a vida. E vivemos acreditando fazer o certo.
Mas o que é o certo?

Ser

Que me constitui senão água,
pensamentos e desejos.
Precisamos comer,
beber e renascer.
São nossos pensamentos,
nossos desejos
que nos animam
a alma, a vida.
Que calor lá fora.
Hoje está muito quente,
já é tarde e nossa sorte
é que tem um ar aqui,
senão fritariamos.

24/01/11

Ideias

Como a chuva que se derrama
faz de toda a terra macia lama,
Agrada o viço da planta, da flor,
Seus pintos, gotas destiladas,
que a tudo lava, em tudo penetra.

Assim são as ideias, são as palavras
que se espalham como o vento,
como frutos ou sementes aladas,
são levadas além da imaginação,

se caem em bom chão,
são germinadas,
e crescem independentes,

Sim assim são as ideias
que muitas vezes simplesmente se concebem,
criam vida própria,
e por si só tornam o mundo muito melhor,
ou não.

Alma lavada

Os pingos que caem da chuva,
tocam as folhas das árvores,
dos arbustos, das ervas; tocam
as flores, deslizam nos frutos.

Os pingos da chuva encharcam
o chão, lavam as ruas, as calçadas
as sacadas.

Os pingos da chuva são como
lágrimas que lavam as meninas
dos olhos, desafogam a alma,

No fim da tarde chove,
no fim da tarde meu coração arde,
cheio de lembranças passadas,
sonhos passados que são
derramados e se escorrem
com água da chuva,
sob os pingos da chuva,

minha alma se acalma,
e sobrevivo mais um dia,
imerso em fantasia.

De alma calma e lavada.

Inpaciência

A chuva achou de cair bem na hora que estava me preparando para ir embora. Logo neste horário, podia chover todo o dia e no fim da tarde para, mas não. Estou ilhado agora. Andando de bicicleta já sei que os peneus irão molhar minha blusa, além disso irei olhar os tênis. Isso que acho inconveniente. Terei de ir ao mercado ainda hoje. Como fazer exercícios físico? Ainda troveja é sinal que a chuva vai demorar. Chove pode chover hoje é uma tarde de segunda feira. O dia mais enroscado da semana. Fazer o que? Não tem nada pra fazer senão esperar.

23/01/11

Domingo

Dia de paz

Domingo dormi mais um pouco,
larguei a vida de louco.
O sol brilhou o dia todo,
Fomos ao shope, vimos as
aventuras de Gulliver,
depois voltamos para casa,
onde vi um documentário de Galileu,
e a noite caiu uma chuva breve
caiu um pouco de leve,
Enfim esse dia passou,
agora sinto mais novo
a semana que logo começará.

Aqui em campinas
os dias são calmos.

22/01/11

Via

As ruas vazias,
escuras e frias,
a lua parte no poente.
um ônibus passa devagar,
um homem de bicilceta,
um outro caminha para
o ponto de ônibos,
pedalando sigo
para a universidade,
desço a rua do barro alto,
pego a santa isabel,
sigo pela rua que faz
esquina com o sapore,
e saio em frente ao tile center,
as ruas vazias,
escuras clareadas pela
luz da eletricidade,
cruzo o sinal
e pego a ciclovia, onde subo até
o cce,
e em seguida chego a
uma decida
que vai dar na unicamp
ainda escuro,
chego na taxo
e começa o meu dia.

Sábado

O sol arde lá fora,
é meio dia
e parece que o mundo
nunca esteve tão claro,
as plantas nunca estiveram
tão verdes,
o céu nunca esteve tão azul,
bordado de nuvens,
feito um véu.
O vento quase não sopra,
esse mundo está estático,
esperando a manhã se
entregar para a tarde,
e em um segundo
pronto, já não é manhã
e sim é tarde,
Sinto o calor da tarde,
o perfume da tarde,
o silêncio da tarde,
estou estático,
só pensamentos
se movem em mim.
Nem todos os dias são assim,
nem todas as tardes
são gostosas,
sedosos...
Os sábados são sempre
silenciosos,
mas bons de serem vividos.

21/01/11

Banho

Escorre água sobre o corpo,
como uma chuva rouba
o calor da terra,
água rouba o calor da alma,
tensos os músculos,
a carne esgotada,
quer calma,
limpando a pele,
limpando o corpo,
retira da alma,
toda tensão
e limpo o corpo,
enxuta a alma,
surge a calma,
o sono. E o corpo
se entrega totalmente ao eu.
Refrigera a alma.
Dar a noite toda a paz.

Sexta feira.

Quando a tarde caiu
desfizeram-se as formas,
as ilusões.
Quando a tarde caiu
o vento não soprou,
mas o sol brilhou tão forte.
Sexta feira, ruas vazias,
pessoas cansadas.
As ruas cansadas
precisavam dormir,
mas as plantas continuavam
viçosas, mesmo com tanto calor,
vá entende-las.
Guardei na minha mente
que sexta feira é um dia
de preguiça,
de fazer o que se gosta.
Que a sexta feira
é um dia para se viver,
um dia que se despede
dos demais.
Parei,
de manhã reparei na lua,
a tarde no sol,
nas árvores. Suei,
A tarde de sexta é sempre boa,
espero morrer num domingo,
pra não
atrapalhar o feriado de ninguém,
ser enterrado na segunda
deve ser bacana,
dormir semanas inteiras,
deve fazer um calor
debaixo da terra,
mas vai é assim mesmo.
Hoje tudo vale,
é sexta feira.

Belo dia

Hoje não foi como ontem,
a manhã nasceu limpa,
agraciada com a beleza da lua,
que acordou sorrindo,
com sua luz branca e fria.
Lá estava ela no poente,
brilhando, sorrindo,
em pleno céu nu,
logo o dia nasceu
e o azul do céu
foi mais intenso.
A luz do sol se derramou
por toda campinas.
Fez as folhas vicosas
brilharem,
o chão mais enxuto,
enfim um dia lindo se fez,
em pleno verão,
sem chuva, sem nuvens pesadas.
Mergulho minhas visão para minha alma, mas nada encontro, o que vejo são dúvidas.

20/01/11

Loucura

O cheiro do mundo
atravessa minha janela,
um cheiro de fumaça.
O barulho do mundo
atravessa minha janela,
barulho de carro,
de tv, de um morcego.

O mundo lá fora
vive, pulsa.
O mundo aqui dentro
é estático.
Vejo e leio
pensamentos,
pintados no papel,

doce como o mel.
me lambuzei.

A chuva densa cai,

Canta no telhado,

Calhas a chorar,

Folhas a sorrir

E o vento agitado,

Entre as ondas do mar,

No vai lá e vem cá

Escorre a chuva,

Como uma luva

Em busca do mar,

Seu eterno lar.

20:53

Mar vasto mar

O que tu esconde

Por trás do horizonte,

Esconde o sol?

Esconde a lua?

Que há no teu interior?

Tu que quebras na praia,

Teus mistérios tão profundos

Quem o decifrará?

Netuno algo dirá?

No azul de suas entranhas,

Ao raso da plataforma,

O que haverá,

Tu que encantas,

Mar vasto mar.

20:51

O dia se entrega a noite,

Calma e fria,

Ao som das ondas

Quebrando na praia,

Das folhas dos coqueiros,

Do som do vento,

O sol se escondeu no poente,

Além do horizonte,

A tarde toda azul,

Escureceu atrás do mar.

20:44

Lua linda a lua,

No meio do mar,

Apareces tu nua,

Em seu claro iluminar,

Sob o ondular,

As se quebrar

Na praia,

A lua toda sensual,

Passa durante a noite,

E o vento sempre de açoite.

18:21

Os coqueiros da bahia

Estão por todo lado,

Mas parecem seres alados,

A planar no balanço

Intenso do vento,

Sempre a soprar.

Ah! Quanta calma nesse luar,

São cinco horas e o sol já desapareceu.

18:07

O céu azul,

Mais parece um campo coalhado

De brancos carneirinhos,

Milhares voando pelos ares,

Carneirinhos e carneirões,

Carneiros se fazem até no mar,

E o vento sopra,

Do nascente para o poente,

Como eu vou e volto na minha rede.

16:57

Hoje saímos, fomos passear,

Ver dunas e mar, praias,

Almoçamos no anana,

Frutos do mar,

Andamos nas dunas,

Vimos muitas coisas diferente,

Muita gente,

Cheias de cores.

Fomos a lagoa de Jacumã,

Ver o aerobunda,

E a tarde já ta finda.

16:41

O sol brilha intensamente,

Aos poucos desce para o pente,

E o vento não para de soprar,

Ora pra dentro ora pra fora do mar,

Como é bom viajar,

Aqui na terra do sol,

De água fresca, brisa e mar,

Nada melhor que viajar.

16:38

Casas brancas, todas brancas,

Coqueiros, marngueiras e cajueiros,

Hisbiscos vermelhos pintam a paisagem

Daqui, nunca vi tanto pardal,

No mar escuma branca

Se faz das ondas vindas de longe,

Canta a rolinha,

Esse canto é peculiar,

Da terra potiguar,

Manga espada e caju,

Doces ácidos,

Saborosos, mas travosos.

Um coqueiro velho

Cresce moldado pelo vento,

O vento quem segura,

Quem o balança

Quem canta ninar

Que vida besta essa daqui,

Parada.

8:53

Brancas paredes,

Ricas paisagens

Posso rabiscar,

Atravessa a janela

O imenso mar,

De distante horizonte,

Sem sequer um monte,

Na praia deitam as ondas,

Vindas do oceano,

Beijando areia,

Lavando, se estravasando na praia,

Canta o galo distante,

Cantam os pardais,

E o vento e o mar sempre a soprar e a cantar,

Os ares de tão distante,

O azul intenso desponta no poente ou no norte?

Brancas paisagens,

Branca barriga,

É fome.

8:13

A chuva passou!

Que coisa engraçada,

Chuva torrencial pela manhã!

E o céu ta abrindo,

Como quem pinta com areia,

Lima o céu num átino,

As palmeiras soam suaves,

Passa um barco movido a diesel,

Passa quebrando as ondas,

Num tá tá tá,

Quebrando ondas,

No meio do mar, o horizonte

Está azul...

Como pode!!!

8:06

na cama

Como sopra intenso o vento,

E seu sopro vem do mar,

Que parece todo respingar,

Gostas de um mar bento,

Pela deusa Yemanjar,

E agora chove,

Quanta beleza nos mostra a natureza,

Ouço o som da chuva,

Onde o vento faz a curva,

Em terras potiguares,

Vejo da janela os mares,

E a chuva pura destilada,

Das nuvens, quanta beleza.

7:39

Praia

16 de dezembro de 2010

O mar

Ontem quando acordei e a abri a janela,

Tinha de paisagem minha acacia bela,

Hoje, vejo outra paisagem

Vindo de longa viagem,

Vejo o mar,

Vento intenso a soprar,

Ouço o mar a cantar,

a palmeira a balançar,

o calor intenso da manhã,

Sem sol, sem céu azul,

Mas sol nublado,

Mar enfesado,

Assim nasceu a manhã,

Bela, quente e ardente,

Com cheiro de mar.

7:27

Antese

Quão efêmera é a beleza da rosa,

que desabrocha em plena manhã,

toda bela, fresca e vigorosa,

e no fim do dia, perde o vigor e afã,

Efêmera é a beleza humana,

Cuidado, o que é hoje não é amanhã,

Se hoje sorri um riso branco,

Se hoje negras madeixas brilham,

Amanhã tudo te deixa,

A beleza o vigor,

Cuidado com o pudor,

Pois nem sempre tens beleza,

A rosa se desfaz em fruto

E tu em que em filhos?

Cuidado rosa,

Cuidado o que expressas,

Porque aqui tu pagas,

Tu muchas rosa,

Senão se valorizar,

Quem de ti cuidará,

Tudo passa,

Tudo morre,

A vida corre,

E a beleza efêmera

A que te sobra.

Cuidado com o que te espetas.

Cuidado com o que tu cativas.

Vida é efêmera.

Chegando a Salvador!!! 23:32.

Plana no ar o desengonçado urubu.

Chegando em Natal 0:40h

Sonho

O tempo é traiçoeiro e está sempre nos seguindo onde quer que vá. Arranca de nós a beleza,

A força e o vigor, mas nos trás de presente a experiência. Nos prepara cada surpresa, nem sempre boa, nem sempre ruim. Na verdade sentimos intenso medo da morte, que nos aguarda e o tempo nos oculta. A morte está presente entre nós, nos apavora, nos leva as pessoas mais queridas, o tempo não perdoa pois conta nossos dias desde o nascimento, vai nos consumindo e nos entrega a morte ao nada.

Daqui do ar, agora lembro das aventuras do pequeno príncipe. Imagina voar pelos ares, conhecendo planetas, explorando o universo. Onde e quanto podemos explorar?

Sinto um sono, também já é quase meia noite.

Brincar de Avião.

15-12-10 23:00

Brincar de Avião.

Quando era pequeno e ainda morava com meus pais. Eu achava o avião a coisa mais interessante que existia, pois não entendia como uma asa de lata voava. Alí naquele sertão só tinha um avião. O avião do pastor Pedro que era um americano e era celebrava cultos na igreja batista. Vez por outra tirava o avião da garagem e voava, não sei pra onde. Naquele monomotor ele subia aos ares. Quando ouvia um barulho no ar, saia correndo para ver a asa de lata passar. Diziam que quem tivesse dinheiro pra pagar ele dava uma volta, nunca tive vontade ou coragem, mas que aquilo me encantava. Ah! Isso sim. Então no fim do inverno quando a palha de milho estava seco eu e meus amigos passavam as manhãs confeccionando cataventos e aviões voando pelos ares da imaginação tal qual urubu, besouro ou beijaflor. Íamos onde a imaginação nos levava. Brincávamos sobre os galhos dos cajueiros ou cirigueleiras de piloto. Era muito divertido ser piloto de avião. Hoje cá estou eu voando, mais pareço um boi na gaiola, mas pelo menos assim encurto o tempo até meu destino e ainda ouço Bach. A vida mudou muito de lá pra cá.

voar

Voar

Em pleno ar,

Estamos a voar,

Muito além das nuvens,

Além da litosfera,

Sobre serras e planícies

Daqui tudo é tão pequeno lá em baixo,

Vemos luzes distantes a piscar,

E um céu tão escuro, nublado,

Só o pisca da asa de lata

Alumia lá fora,

Em pleno céu,

Voa a asa de lata.

15-12-10 23:00

Viagem

15 dezembro de 2010-12-15 22:39

Estamos em pleno ar,

Na ave de lata,

Que não para de pular,

Parece que estamos indo por uma estrada cheia de seixos,

As pessoas até estão caladas,

As luzes estão apagadas,

Estamos indo do Rio para Salvador e depois para Natal.

Aqui dentro fazia calor agora faz frio

E o grande asa de lata não para de saculejar,

Aqui não tem muito o que fazer senão ler, ouvir música.

Estou com vários livros, de prosa e peosia.

Camões, Baudler e Maiakoveski,

Deste o que melhor compreendo é o de Camões

Já o Flores do Mal, nada e o de Maiakovski

Dar para entender o contexto social.

Da Rússia naquele tempo.

Passou um lanchinho.

Ana ta impaciente ora ler, ora tenta dormir,

Agora come.

A luz de dentro da lata impede que veja lá fora.

Sinto um incomodo no nariz agora, uma sensação de falta de ar.

Vou ouvir cantatas de Bach.

Tédio

Perdido no túnel,
na concha do tempo,
perdido em vã pensamento.
Vejo o mundo vazio,
vejo o mundo frio,
coisas, sentimentos,
paisagens. Vivo estou,
vivo sou, ago, faço,
posso dar ar a matéria,
gerar a vida,
mas de que adianta,
o que me adianta,
se o meu mundo é só meu,
como distribuir o meu mundo?
Se nem tudo me agrada,
se parece que a vida para,
se atravesso o tempo,
rompendo o tédio da existência,
se nem todo mundo tem
o brilho de criar,
canaliza sua vida
aos desejos.
E o brilho do criar!
Vejo o céu azul,
bordado de nuvens,
claro pelo sol.
Vejo o céu pintado de estrelas,
vejo a noite recolher
toda a luz e derramar
seu escuro lado
ao todo...
E o tédio me domina,
por só querer o que me agrada,
maldita alma,
fugir da física
é muito difícil,
renegar a natureza
é um sacrifício,
por isso passa o tempo,
derrama-se o tédio
em minha mente,
em minha frente,
resta apenas contemplar
a dor, a existência,
pois sem ação,
sou matéria inerte,
cozinho os pensamentos,
as ideias,
chacoalho a mente,
planto novas ideias,
desejo novos mundos,
e só os encontro dentro de mim,
é hora de mudar,
metamorfosear,
pois o tempo passa,
a matéria é a mesma
senão a moldarmos.

Amanhece

 Enche o peito do ar frio da madrugada. Traz em si um cheiro particular, Cheiro das chuvas de abril, Cheiro da mata molhada. O silêncio é su...

Gogh

Gogh