27/08/26

Uma cigarra me despertou

 A cigarra começou a cantar,

Veio o verão anunciar.

Nem sabe como me afetou.

Ouvir seu canto,

Despertou doces memórias.

Papai e mamãe, minhas irmãs,

Nossa casinha,

A areia branca,

As folhas dos cajueiro amarelando,

Caindo e dos ramos 

Folhas novas cor de vinho,

E as flores e o cheiro...

A vida que seguia cada dia mais terna.

Os dias e noites claros,

Céu azul, 

Noite estrelada...

Ai que saudade!

Agora! 

Só memórias...

A cigarra cantava

Eu e papai limpávamos os cajueiros,

Nosso cachorro alvinho dogue

Que nos acompanhava,

Também as galinhas a comer os grilos dos balseiros.

Papai dizia, espia,

Bicho gosta de gente...

Gosta de está onde tem gente.

Aquela vida simples,

Era tão boa...

Temperou minha existência,

Cozinhou de amor...

Desperto! Agora.

Entendo... A vida é boa...

A vida é boa.

E como é boa.

É tão boa que passa depressa...

E os sentimentos que experienciamos,

Que cultivamos nos fazem

Ser quem somos,

Felizes ou tristes...

A felicidade é cotidiana,

Aceitar a vida como é...

Amanhã, vai ser outro dia...

Canta cigarra, canta, canta...

Chegue verão,

Chegue calor...

É uma passagem...

A vida é cheia de passagens

E é uma pena que não estamos despertos 

Ou é uma felicidade.

É assim mesmo.

Essas coisas como diz meu menino.

Perceber a tempo

 Esperamos por mudança, Ansiamos por mudanças, Sem levar em conta Que a mudança Para ocorrer Consome nossa principal moeda O tempo. Na minha...

Gogh

Gogh