A cigarra começou a cantar,
Veio o verão anunciar.
Nem sabe como me afetou.
Ouvir seu canto,
Despertou doces memórias.
Papai e mamãe, minhas irmãs,
Nossa casinha,
A areia branca,
As folhas dos cajueiro amarelando,
Caindo e dos ramos
Folhas novas cor de vinho,
E as flores e o cheiro...
A vida que seguia cada dia mais terna.
Os dias e noites claros,
Céu azul,
Noite estrelada...
Ai que saudade!
Agora!
Só memórias...
A cigarra cantava
Eu e papai limpávamos os cajueiros,
Nosso cachorro alvinho dogue
Que nos acompanhava,
Também as galinhas a comer os grilos dos balseiros.
Papai dizia, espia,
Bicho gosta de gente...
Gosta de está onde tem gente.
Aquela vida simples,
Era tão boa...
Temperou minha existência,
Cozinhou de amor...
Desperto! Agora.
Entendo... A vida é boa...
A vida é boa.
E como é boa.
É tão boa que passa depressa...
E os sentimentos que experienciamos,
Que cultivamos nos fazem
Ser quem somos,
Felizes ou tristes...
A felicidade é cotidiana,
Aceitar a vida como é...
Amanhã, vai ser outro dia...
Canta cigarra, canta, canta...
Chegue verão,
Chegue calor...
É uma passagem...
A vida é cheia de passagens
E é uma pena que não estamos despertos
Ou é uma felicidade.
É assim mesmo.
Essas coisas como diz meu menino.