A tanto tempo,
Tão distante do agora,
Numa estação de preservação,
Eu ouvia o canto do carão,
Ouvia aquele belo canto,
Que vinha de uma fazenda vizinha,
E não sabia que ave era aquela,
Percebia, ouvia, mas não distinguia,
Mais de vinte anos depois,
Que era o canto do carão...
As coisas as vezes se demoram a serem conhecidas.