Quando a tarde caia no inverno,
Saia a caminhar,
Ouvia no fundo da mata,
Entre caminhos,
O joão-de~barro cantar.
Era tão bonito.
A mata verde,
Barro enxarcado,
O cheiro da flor branca do marmeleiro.
Algo além de mim cantava,
Se expressava,
Não como as plantas,
Mas algo vivo,
Marrom, a caminhar.
Eu tomava consciência da alteridade,
Era tão belo aquele canto,
A caminhar, forragear,
Pleno e eterno...
As vezes que me lembro,
Fico pleno.
Volto no tempo...
Se isso fosse possível!
Meu Deus!
Eu desperto uma memória...
Sabia onde estava,
Sabia qual era o tempo.
Só resta memória.