25/08/26

Como literatura

 Ontem, em frente ao HU, da UFPB, vi um lindo chevrolet D60, branco, potente e cara de mal. Fiquei muito contente. D60 me arremete a Martins, cidade natal. Onde na minha infância eu via o D60 gerimum coletando lixo pelas ruas. Quem dirigia era Babu. O barulho do motor inconfundível, o sol ardente, sob o frio da serra fez aqueles momentos se eternizarem e em minha vida. Certamente, estava com a mamãe. Nunca tinha visto um D60 Branco... Lindo demais. Os mais comuns que conheci eram cor de goiabada como o de Ivin, um comerciante que comprava pinha e ceriguela lá no nosso sítio. Os D60 eram comuns na década de 80 e 90 só perdiam para os tromba de porca da Mercedes. Tempos bons... Somos produtos de nosso tempo e lugar. Com o tempo estas memórias não serão compartilhadas, apenas aparecerão como invenção, como literatura.

Canto com canto

 Os pássaros ou cantam só ou cantam em grupo. Cantam para encantar  Ou cantam para desencantar. De algum canto vem um canto, Daqui, dali, da...

Gogh

Gogh