Desesperada grita a sabiá,
Ouço com empatia,
Conheço e amo sabiás.
Que será?
Sabiá quando aflito grita sem parar.
Que será sabiá que tanto sabe cantar.
Grita no galho do cajueiro,
Levantei-me e fui olhar.
Que danado era que estava aperreando o sabiá.
Ah! Já sei,
Agora vi,
É o zé lelé do seu caboré.
Caburé não brinca,
É um rapinante,
Dê sopa que ele ataca, mata e come.
Mas o sabiá bota pra danar,
Grita apelando,
Catei uma pedra e espantei o zé lelé,
Vai pra lá caboré.
A sabiá sossegou...
De agrado logo cantou.