28/08/26

Memórias evocadas

 A garrincha canta sem parar.

Tão singela,

Tão bela,

Canta rixinó...

Canta...

Canta e me traz doces memórias,

Daquele tempo passado,

Na soleira da casa velha,

Quando chegava o inverno,

Vinhas ali construir seu ninho.

Era considerada sagrada,

Papai e mamãe

Diziam que era bom presságio,

Deveras eras...

Ensinou-me a observar e amar a vida...

Seu comportamento,

Sua parceria no casamento,

O trabalho de alimentar 

E de criar a filharada nova...

A vida tem muito a ensinar...

Basta observar...

Basta ouvir,

Basta viver.

Algum dia em minha infância

 Eu amanhecia, Queria ver o novo dia, O chão molhado da chuva, O cheiro da terra encharcada, O canto da passarada. Ali tudo mudava num insta...

Gogh

Gogh