A garrincha canta sem parar.
Tão singela,
Tão bela,
Canta rixinó...
Canta...
Canta e me traz doces memórias,
Daquele tempo passado,
Na soleira da casa velha,
Quando chegava o inverno,
Vinhas ali construir seu ninho.
Era considerada sagrada,
Papai e mamãe
Diziam que era bom presságio,
Deveras eras...
Ensinou-me a observar e amar a vida...
Seu comportamento,
Sua parceria no casamento,
O trabalho de alimentar
E de criar a filharada nova...
A vida tem muito a ensinar...
Basta observar...
Basta ouvir,
Basta viver.