Cabelos alvos, coroa dada pelo tempo,
A experiência de quem viveu,
A experiência de quem sentiu.
Sentiu que tinha que deixar suas ideias em palavras, em versos.
Pega o óculos e coloca na face em frente ao texto impresso não mais escrito, ela lê com a alegria de uma criança que ganhou um embalado de confeito.
Como quem sente a balinha doce derretendo na boca, aquele doce que faz a alma sorrir.
Lê o seu texto e a gente pensa ao ouvir que coisa mais linda.
Como pode?
Sair do seio da caatinga uma coisa tão maravilhosa.
Ao redor tudo é cinza, mas se cultiva um jardim com três-marias e jasmim.
Com os anos a gente aprende a valorizar o que temos, a lutar e transformar a realidade.
A escrita é um alento a quem está começando,
Porque a vida vai seguindo e que escreve acredita e não queria ver sua terra abandonada seria negar sua origem e sua história...
É o que sinto no meio desse universo que estou me encontrando.