A mata verde e brilhosa
Não mexe uma folha,
O sol radiante e intenso,
O sanhaçu-de-coqueiro canta intermitentemente,
Ontem mesmo na rua vi saíras cantando,
Hoje no estacionamento cantava um sabiá.
Vejo a casa de cupim no pé de pau-branco,
Estará quente lá como está cá?
O ferreiro-relógio acerta a hora,
Nesta hora de primeira da manhã,
Bem-ti-vi pia,
Uma moto ronca na avenida...
Em meio ao trabalho,
Percebo as nuanças da realidade...
E fujo dos meus pensamentos
Que perturbam minha alva.