28/10/26

E sou feliz por tudo isso

 Como um grande rio

Que não revela sua força,

Corre sem parar,

Em meio ao leito

Flui sem sessar,

Aparenta calma,

Mas no fundo,

É movimento...

O grande rio Manuel de Barros,

Esconde seus movimentos,

E os revela em sentimentos,

Plasma-os em palavras,

É necessário saber ler para ouvir com os olhos,

É necessário ouvir para entender com a mente...

Que genial, usar imagens para ouvir...

As vezes o que vemos é superficial demais,

É preciso entrar no rio para sentir sua energia,

É preciso saber nadar para não se afogar...

É preciso contemplar a natureza,

É preciso contemplar a palavra,

As estrofes e os versos...

As aves o fazem muito bem,

E foi observando as aves que Manuel

Transpôs a transcendência da existência,

Que existe na beleza natural...

Do rio...

O que é um rio as vezes me perguntava,

Não conhecia os rios,

Só riachos...

Entendia de vento...

Criava cata-vento.

Talvez Mario Quintana, conhecendo o Guaíba,

Devoraria a poesia de Manuel,

Manuel Bandeira sim, conheceria muito bem o rio... já que tinha o Capibaribe...

O rio um acidente geográfico com tantas aves...

Que só conhecia de açude...

Ah. Me apaixonei por Manuel de Barros via palavra...

Terá conhecido nosso nordeste?

Aqui tem formigas interessantes,

E um rio com nome de Chico...

Esse hoje conheço.

E sou feliz por tudo isso.

Dormir na eternidade

 Certo dia comentei com um primo meu a despeito de grandes árvores que ocorre em nossa cidade natal Martins. Meu primo tem uma memória muito...

Gogh

Gogh