Como um grande rio
Que não revela sua força,
Corre sem parar,
Em meio ao leito
Flui sem sessar,
Aparenta calma,
Mas no fundo,
É movimento...
O grande rio Manuel de Barros,
Esconde seus movimentos,
E os revela em sentimentos,
Plasma-os em palavras,
É necessário saber ler para ouvir com os olhos,
É necessário ouvir para entender com a mente...
Que genial, usar imagens para ouvir...
As vezes o que vemos é superficial demais,
É preciso entrar no rio para sentir sua energia,
É preciso saber nadar para não se afogar...
É preciso contemplar a natureza,
É preciso contemplar a palavra,
As estrofes e os versos...
As aves o fazem muito bem,
E foi observando as aves que Manuel
Transpôs a transcendência da existência,
Que existe na beleza natural...
Do rio...
O que é um rio as vezes me perguntava,
Não conhecia os rios,
Só riachos...
Entendia de vento...
Criava cata-vento.
Talvez Mario Quintana, conhecendo o Guaíba,
Devoraria a poesia de Manuel,
Manuel Bandeira sim, conheceria muito bem o rio... já que tinha o Capibaribe...
O rio um acidente geográfico com tantas aves...
Que só conhecia de açude...
Ah. Me apaixonei por Manuel de Barros via palavra...
Terá conhecido nosso nordeste?
Aqui tem formigas interessantes,
E um rio com nome de Chico...
Esse hoje conheço.
E sou feliz por tudo isso.