Pela janela do quarto olhei o céu,
Estava azul, intensamente azul.
Vi que urubus voam livres,
Achei tão maravilhosa aquela liberdade,
Voar sem precisar de nenhum acessório.
Depois fechei a janela
E a ausência de luz me fez olhar para o interior,
É assim que sinto quando fecho os olhos,
No escuro,
É assim que imagino a morte escura...
Tanta coisa imagino...
Tanta coisa real que nem percebo.
As vezes só penso, só faço uma ideia...
Será assim a vida inteira, uma ideia?