Na tarde de verão,
O céu azul, o sol quente,
A mata cinza vai se refrescando,
O calor não incomoda quem está saldável e se sente pleno.
Assim me sentia novinho no meio da caatinga,
Com dog nosso cão saia para o mato,
Para andar, desparecer, e quem sabe pegar um preá.
Gostava de ver as formas das plantas,
Sentir o cheiro do marmeleiro,
Ouvir o chiado da folha seca,
De sentir o cheiro das melosas com suas flores vermelhas,
De ver o beija-flor verde de bico vermelho
Como quem namora ou paquera
Rodeando as melosas...
E assim o tempo se passava mais agradável.
A tarde caia,
Voltava calmo e contente.
Tinha tudo que precisava,
Comida, casa e um banho,
Mamãe e papai e meus irmãos...
Pra ser feliz não precisa muita coisa,
As comparações que nos aleijam.
Com quem se comparar?
A gente era produto do meio.
E aquilo estava bom demais.