A manhã ouca
A manhã cresce com o sol,
E vai se aquecendo,
O verão vai acenando.
O silêncio!
Algo silencia em meu ser.
Ouço sons solitários.
Agora canta uma rolinha,
Canta uma rolinha caldo de feijão.
Uma pombinha tão frágil e bela.
De repente!
Silêncio...
É possível esse silêncio?
A cadeira ringe,
O teclado dedilhado soa.
Mas vem o silêncio...
O silêncio, sentido interno,
O silêncio no tempo,
Não o silêncio no espaço.
Espaço e tempo...
Externo e interno.