10/06/26

Na intimidade com o divino.

 A tarde caia deixando a barra acesa por um bom tempo.

Depois o céu limpo, ficava quarado de estrelas.

Mas vênus era a primeira a aparecer,

Selando a união do dia com a noite.

Eu, sem entender do mundo, 

Eu, sem entender de mim

Via tudo com  tanta ternura...

Contemplava a imensidão do mundo,

Pois diante do firmamento me sentia uma formiga.

O céu pleno, escuro peneirado de estrela.

O céu pleno tingido de estrelas

Vivas estrelas pulsantes.

Tamanha beleza me abraçava,

Sentia a transcendência da minha existência.

Mamãe, Papai e minhas irmãs estavam em casa

Preparando o jantar, tomando banho...

Enquanto a noite dissolvia a luz.

As vacas no pequeno curral cominam

Restos de palha,

Só se ouvia o tilinitar do chocalho.


Só de bermuda, pés empoeirado, 

Sandálias velhas...

Sentia a intimidade do mundo.

Mudas as árvores me faziam companhia.

A terra esfriando da luz do dia.

Eu, pleno eu.

Estava seguro.

Me sentia seguro...

Nem pensava em nada.

Só contemplava o anoitecer,

O céu estrelado.

E você?


Trabalhar no herbário

 Um herbário é uma coleção de exsicatas. Uma exsicata é uma parte de uma planta herborizada. Herborização é o processo de prensar e secar pa...

Gogh

Gogh