Quando chego a universidade
O sol ainda está deitado,
A mata fala nas aves.
Quando saio da universidade
O sol quase se deitando,
A mata fala nos grilos.
A mata é minha amiga,
A mata é minha companheira,
Nossa relação começou quando cheguei aqui.
Retomando,
Sabe!
Não conheço o canto de cada grilos,
Mas conheço o canto de cada ave que aqui canta.
Grilos são desconhecidos,
Aves são mais conhecidas.
A minha relação com a mata é de silêncio,
É de administração,
É de carinho,
É de amizade.
Admiro cada árvore, cada liana, cada arbusto...
Eles sempre estiveram aqui.
E continuarão aqui
Com suas aves e seus grilos...
Com suas flores,
Com suas resistências...
Eu estou aqui só de passagem.
Muita coisa é nova
E muita coisa é eterna...
O que sobra da mata.
Respeito a mata!
Não quem mata a mata.
Aqui do fragmento da biblioteca.
Da curva da sucupira...
Lugar de encontros e desencontros.
Respiro profundamente sinto o corpo,
Sinto a mata, os sons, os cheiros e as formas.
É aqui onde o dia inicia,
É aqui onde onde o dia se finda.
Quando começa é intenso sol e luz e movimento e gente e ação.
Quanto termina se foi o sol é sombra, é estática, é vazio.
E se vai...