A mata cinza e fechada,
Agora está tão calada.
Então, desfaz-se o silêncio.
É o vento soprando baixinho.
Paro de observar,
E começo a escutar
O silêncio aqui dentro,
A lua florescente,
A ordem desordenada.
Som de piano...
Som de piano, penso,
É perfeito a essa hora...
Foi feito para o silêncio...
Parece fumaça de incenso,
Buscando veios no ar,
Como água que cai da chuva
Intensa, busca uma direção,
Um pondo mais baixo,
Em desordem segue um fluxo...
Ah... piano.
E o violino!
O que é tudo isso que hipnotiza minha alma?
O belo, o ordenado,
Som sem luz,
No fundo da alma.
Até o fim.