Memórias que marcaram uma parte de minha vida. A estranha descoberta que a vida tem um fim. E o fim da vida é a morte. No velório de um primo Edson deu uma definição de morte como o limite da vida. Pois, foi em Serrinha que vi os primeiros corpos sem vida.
A gente quando descobre uma coisa que não aceitamos ficamos com um dissabor estomacal. Indo a Serrinha para meus primeiros dias de escola, no alvorecer da liberdade descobri a morte. Hoje conheci uma definição menos dolorida... A morte é vida vivida.
Mas a difusora da igreja de nossa senhora da Salete quando tocava essa composição era o anúncio de morte. Uma música que é capaz de em si nos arrancar emoção... Associei a morte. E nunca posso ouvir essa música sem transpor o espaço e o tempo... Pelo menos é a emoção que sinto quando acesso essas memórias.
Será se alguém compartilha a mesma sensação que eu?