Serrinha minha terrinha,
De onde de hoje e sempre.
Ontem podia ouvir,
O eco das bombas e foguetões,
Ecoando nos grotões,
No pé da chapada,
Sons avisando viva...
Viva ao santo do dia.
Eram meus parentes,
Felizes e contentes,
Com uma promessa atendida,
Coisas lindas da vida.
Eu menino ouvia na mata
Esse ribumbar e ficava maravilhado,
O que era aquilo...
Era a fé sendo externada.
Naquele universo tentava entender o mundo,
Tentava saber quem sou...
Eu tinha tudo,
Eu tinha quem me amava,
Tinha quem cuidava de mim...
Ontem...
Hoje, já não ouço mais bombas,
Nem ecos...
O mundo perdeu a magia de infante.
Os mistérios a ciência revelou,
A vida revelou o resto.
Restou apenas a fé.
E é o suficiente.