Ontem de madrugada ouvi o galo cantar.
Viagem neste e amei ouvir seu canto cantado.
Estava muito escuro e frio.
Quem merece acordar para trabalhar tão cedo.
Lembrei de um tempo distante em 2007,
Lá na capital paulista...
Tantos operários de pé nas paradas dos ônibus.
E os ônibus passavam tão lotados.
Dos boeiros o calor saia fumaçando,
E logo resfriando nas ruas frias.
A felicidade quando o ônibus parava,
Imprensa daqui, imprensa dali...
E o ônibus lotado ia levando mão de obra para o centro.
Eu vi, senti, estava lá.
Sentia saudades de casa...
Do galo cantar,
De mamãe ressonar,
Mas fui em bora.
E ainda hoje... tem gente que continua lá.
Desperto para rezar.
O galo me levou tão longe...