Alumiava o mundo...
Percebi no chão escuro
Uma área pálida e iluminada...
Era o brilho da lua.
Não resisti e fui ver a lua
No cimo do céu vagava...
Uma soma de memória despertou...
Papai, mamãe, meus irmãos e a noite.
Senti-me feliz.
Uma felicidade pálida como a lua na madrugada.
À noite, parece ser mais eterna que o dia.
O silêncio da natureza,
O brilho das estrelas em suas galáxias
Que os bichos não a nomeiam.
Longe ouvi um cão latindo.
O que o perturba?
Um mundo para além do meu.
Muitos mundos num só mundo.
A lua sabe disso.
Plenilúnea tudo clareia.
Eu... descubro o além de mim.
Num cão que não sei quem é,
Só sei que é cão.
E a lua que é lua.
E eu que sou um todo em expansão.