A tarde vai caindo,
O sol saindo do prumo,
O calor arde na paisagem.
No alto do cajueiro,
Canta a construtora casaca de couro.
Construindo o seu ninho,
Usando galhos com espinhos.
Canta emparelhado,
Feito contadores de viola,
Com o penacho armado.
Se olhinho amarelado,
Com olhar mal encarado,
Canta e dança..
Voa e traz os gravetos e tece com o bico
Um ninho.
Papai escuta e admira.
Papai diz que canto lindo.
Concordo com a palavra e o coração.
E a tarde se enverga bela...
E me sinto feliz...
A seca, a tarde quente e o canto da ave vaqueira.