Que interessante!
Sassá perdeu o medo de nadar com a mamãe.
Comigo não dava certo.
Estou muito feliz por ele ter superado o medo.
Que ele avança na aprendizagem.
Excelente.
Que interessante!
Sassá perdeu o medo de nadar com a mamãe.
Comigo não dava certo.
Estou muito feliz por ele ter superado o medo.
Que ele avança na aprendizagem.
Excelente.
O meu passado vez por outro é sentido.
Alguma sensação repetida nos faz acessar nossas memórias mais pretéritas e de alguma forma reafirmamos esta memória quando expressamos.
Hoje, terça-feira de junho, mesmo recontei não sei quantas vezes, mas já o fiz várias vezes. Que tinha medo de flores de Jasmim manga pela forma da flor? Nada disso, sim pelo odor e liberado e pela cor. Na minha cidade usava flores de Jasmim para enfeitar os mortos.
Minha primeira experiência foi algo muito intenso. E não entendia aquele monte momento. Muita emoção, muito choro, muita dor. Uma exploração de sentimentos.
Tudo isso ficou gravado na flor do Jasmim. Desconstruir, mas nunca me esqueci.
Ontem, terça, a mãe de Sassá o levou a natação.
Ela falou com o professor e ele conseguiu fazer as atividades.
Fiquei feliz.
Agora acho que ele superará.
Isso me fez pensar sobre segurança.
É preciso está seguro do que se vai fazer e por trás de tudo isso tem alguém que passa essa segurança.
A mãe tem um laço muito mais intenso e cordial com o filho.
Com paciência se consegue ultrapassar e vencer certos sentimentos adquiridos.
Estou feliz.
Sassá gripou!
Garganta, pulmão...
Não perdeu a energia.
Noites mal dormidas,
Calor...
Foi ao médico duas vezes,
Na primeira nada,
Na segunda, sucesso!
Vários remédios.
Ganhou um pirulito,
Ganhou uma cochinha.
Coletou uma flor de resendá para a mamãe.
Chegou em casa feliz.
Descemos para deixar o lixo,
Aguamos as plantas e fomos dar uma caminhadinha na beira da mata.
Que bichos tem aqui.
Mosquito... sim começaram a devorar suas pernas.
Falei os que sabia.
Voltamos correndo para casa.
Tomamos banho e jantamos.
Está chovendo,
Se ouve o gotejar de pingos que se abraçam e se soltam
Se unem as folhas e se desprendem
Caindo no sobre a terra úmida e fria.
Está chovendo.
A chuva chovendo bem lentamente.
Um gavião vocaliza na mata
É um carijó.
Essa mata atlântica...
Essa semana de chuva.
Essa cidade pacata.
Me fazem sentir bem.
Sassá, passou o fim de semana comigo em casa. Nada de emoções. Estamos gripados. Só saímos para ir a missa.
Sábado nós fomos a bica e vimos nove novos gansos e uma traíra.
Foi maravilhoso.
Lá em Natal, Sassá fecha sua visita indo ao Bosque dos namorados. Esta visita significa muito para o pai de Sassá já que ir ali foi sempre um motivo de descoberta e aprendizagem. Um espaço de vegetais naturalmente estruturado. Entra boquiaberto com as plantas ali presentes, guabiroba, gameleira, copiúba, guoiti, guati, cumichá, jatobá, catolé, paubrasil, pau-ferro, ipê, peroba, jitai... A floresta, a serrapilheira. Os monumentos... Para além disto, havia uma exposição científica. Isso mesmo, um museu itinerante da UFRN. Ali vimos, as cinco das sete espécies de tartarugas marinhas, targaruga verde, olhiva, cabeçuda, pente, tartaruga de couro. Vimos crânios, modelos, cascos, ovos e o problema dos lixos nos mares. Brincamos nos vários brinquedos do parque e ainda fomos numa pequena exposição dali.
Ainda fizemos uma trilha sensorial.
Foi isso. Ficou vontade de voltar mais vezes.
No segundo dia em Natal, Sassá foi ao Aquário pela terceira vez. A senha está cara por 55 reais, entretanto vale o sacrifício. Então entramos ao grande recinto com vários peixes. Vimos baiacus uns três, inclusive tem um amazônico de água doce. Vimos várias variedades de peixe palhaço. O faca de palhaço, os ciclídeos africanos, o poraquê ou peixe elétrico ou Eletrophorus eletrans, as tartarugas orelha vermelha e muçuá. No grande aquário estava o pirarara, pirarucu e tanbaqui. Havia uns quatro exemplares de acará disco. Um aruanã. Um aquário de neons. Um aquário com peixe oscar amarelo. Um aquário com cavalos marinhos. U aquário com paru jovem. Um aquário com tucunaré, cari. Un aquário com cirurgião patela.
Noutra ala vimos jacaré de papo amarelo, jacaré de coroa.
As aves vistas foram Arara vermelha, arara canindé, papagaio, gavião pé de serra, avestruz, fragata, pinguins.
Mamíferos foram lobo guará, cachorro do mato, macaco prego, macaco bugio, macaco aranha.
Tinha até uma sereia.
Bom terminado o passeio passamos na lojinha e trouxemos o terceiro animal.
Na primeira viagem trouxemos manuel a arara vermelha.
Na segunda viagem trouxema caré o jacaré
E nesta trouxemos lentinho o jabuti.
Foi isso.
Sassá viajou para Natal e foram inúmeras as novidades vou falar de cada uma.
Primeiro, fomos ao museu Câmara Cascudo. Chegamos lá e entramos, para nossa surpresa era grátis. Vimos várias exposições. A primeira foi sobre aves, onde havia cartazes, animais taxidermizados e vídeos.
Na segunda era uma experiência cinestésica onde numa sala havia a simulação do interior de um lago.
A terceira foi uma coleção de fósseis.
A quarta ao subirmos a escada tinha um espaço de anatomia comparada onde havia esqueletos de diversos mamíferos. Amamos.
A quarta era uma sala de pegadas e cenas.
A sexta a coleção da artista Luzia Medeiros que esculpia em madeira de Commiphora leptophloes imburana de cambão, cenas do cotidiano nordestino.
E por último a sala com várias coleções indíginas.
Saímos lá morrendo de fome e fomos almoçar na UFRN.
Sassá amou.
Se só temos o aqui e o agora. Espaço e tempo. Todo instante pode ser o último, seja manhã, tarde ou noite. Que certeza temos do instante seguinte? Ver o mundo, sentir o mundo, cheirar o mundo, tocar o mundo! São ações que nos permite percebê-lo e conhecê-lo de alguma forma.
Conhecimento é consciência?
A consciência apresenta três figuras que são certeza sensível, percepção e entendimento.
Na certeza sensível o ser já é objeto?
Não seria apenas um ente?
Em seguida surge a percepção no reconhecimento das partes.
Por último o entendimento...
Na certeza sensível o ser é o ser.
Na percepção o ser é o ser incompleto. Aqui temos um universal condicionado pelos sentidos. As partes são convertidas em signos. Então surge o universal incondicionado na chegada da razão.
Tudo isso no espaço e tempo.
Ser assim - essência
Ser aí - existência
Sassá continua com medo de nadar.
Não sei como poderei ajudá-lo.
Hoje, quinta-feira, fomos para a piscina caminhando.
Foi levando ele nos braços até a praça do trilho.
Depois desenrolou. Chegamos lá e brincamos bastante.
Usamos os legos para fazer piratas de uma perna só. Senhorita Andorinha participou de nossa brincadeira.
Ela viu um universo todo de pirata então sabiamente falou.
Que tal adicionarmos um mocinho para salvar o dia!
Depois perguntou se não poderíamos adicionar uma arca...
Foi bem interessante. Falei ainda do mostro de muitos olhos.
Acho que o mostro foi um angrybird que destruiu os nossos piratas.
Tudo bem.
Acabou o horário da brincadeira e fomos para a piscina. Digo ele.
O pensamento passa a existir por meio da palavra. Vigoski
Pensamento é a ideia em movimento.
Ideia dizia Hegel é a soma do real com seu universal.
Em si e para si.
Em si - essência.
Então, o universal é um conceito, uma representação
Ontem, Sassá e eu estávamos desenhando. Desenhamos sobre a mesa ou sobre chão, mas era na mesmo.
Então Sassá viu que minha barba não estava feita e ele percebeu cabelos brancos na barba e na cabeça. Eram poucos, mas ele viu. Sabe que quem tem cabelos brancos são os idosos. Então ele perguntou por que tinha cabelos brancos. Respondi que era porque tinha aparecido. Parou e pensou, nem imagino o que. Todavia, pensei no tempo... no tempo que temos. Pensei em gastar o meu tempo fazendo coisas boas com ele e para ele. Tirar o foco de mim. Desenhávamos pássaros.
Hoje, fui para a natação com Sassá. Ele não superou o medo de afundar, mas a vontade de nadar é muito grande. Sim seu esforço é enorme, dentre os meninos ao seu lado foi o que mais praticou exercício de respiração, praticou sozinho na prancha. Diversas vezes. Seu esforço será recompensado. Basta ter calma e paciência. Também na leitura, vai indo muito bem. Inventamos um exercício de ditado. Ele dita a palavra e eu escrevo. Ontem, pegamos um livro sobre animais do fundo do mar e praticamos muito. Hoje praticamos com o livro de fazenda. Sassá é muito aplicado. Ah. já ia me esquecendo. Quando sai da natação, perguntei se ele queria ir comigo ao posto de saúde, eu precisava tomar duas vacinas. Ele disse que sim. Fomos. Então, ele estava temeroso, mas foi. Dai entramos no posto. Pedimos uma informação e fomos atendido. Depois passamos pela triagem. E ficamos aguardando a nossa vez. Até lá identificamos as formas num pôster de homem aranha, quatro formas: triangulo, circulo, losango e quadrado. Num outro pôster as princesas da disney. E ai nos chamaram. Ele estava com dor de mim. Então tentei disfarçar, e não consegui, estava com muito medo. Dai ele ficou firme. Dai, a mulher disse para ele segurar minha mão. Ele segurou. Tomei as duas vacinas e ficamos bem... Ao irmos ao banheiro falei para ele que era bom encarar nossos medos. Foi maravilhoso sua companhia.
Sassá foi a Bica desta vez, observamos as aves de rapina. O curucuturi estava mais perto deu para ver o quanto é grande. Chamou atenção uma menina fazendo anotações para provavelmente um trabalho da escola. Sassá preferiu olhar o carijó todo molhado, depois os gaviões pés de serra. Depois vimos a cutia pelo de fogo. Os patos reais, cinco patos quak quak, duas delas de rabo pro alto e cabeça no fundo do laguinho, forrageando. Vimos a marrequinha marinez, muito bem lembrado por Sassá e foi correndo queria ver de perto novamente ligeirinho o cágado de barbicha esfomeado, comeu uma banana que colocamos quase todo. Vi de relance o cágado CRIPTUS, só anda no fundo do lago, a mamãe e Sassá quiseram ver, mas nada. Ai fomos ver as araras que estavam numa barulheira só, por causa de seu Eduardo o zookeeper que estava limpando o recinto. Fomos as serpentes, aos emus, aos jacarés que nem tchum para nós. Depois gastamos um tempo vendo os tratadores capturarem os bugios que vão para a quarentena. Ah, no lago dos peixes na ilha dos macacos são seis macacos pregos curiosos e isolados ali. Depois vimos a leoa Doroti com seus cílios lindos repetiam as mulheres que ali chegavam. E foi assim nosso dia na bica.
A memória eterniza o tempo.
Acordei desejando, só se deseja o que se imagina ou se vive, comer aquela tapioca que mamãe fazia só com nata. O amor que ela colocava em não resistir e fazê-la com carinho. Aquela tapioca branca e amarelada com a gordura da nata. Aquele café quente com leite morno da vaca careta. Aquela voz terna, aquela casa amarela. Papai tirando mamãe de tempo nos fazendo rir e irritando-a.
O sol esquentando a areia quente a burra amarrada na Pinheira e tio Aldo bradando suas conversas bonitas. O fogão de lenha com o fogo dançando, as galinhas no terreiro passando. Nós assanhados, ouvindo atentos a conversa gostosa. Mastigando e salivando a tapioca deliciosa, com nata salgada, salgadinha, ouvindo tio Aldo contar histórias que não lembro mais. Um gole de café com leite nos despertando. Alma feliz e cheia de esperança de que tudo ia melhorar. Outro dia, era tio João, outro dia tio Itamar, outro dia no fusquinha tio Dedé e até Zé Vieira aparecia.
Assim foi! E não é mais. Tudo só acontece uma vez e por isso é raro e por isso é valioso. Cada um com sua história.
Ah uma tapioca com nata e café com leite da vaca careta.
O tempo é eternizado numa memória, numa fotografia. Ao vivermos compartilhamos nossas vidas, os momentos. Fechei os olhos para ouvir uma canção antiga e encontrar alguma memória boa ou ruim.
Voltar no tempo.
O tempo, o espaço e meus afetos.
A cada instante menos tempo. Tudo que se desvela e se imprime em fatos por via da percepção, da linguagem, do pensamento e da memória deixa algo em mim. Coisas que me impressionam como a cor azul, amarelo e vermelho, o dia e a noite, o sabor doce e salgado, o canto das aves, arranjos musicais de piano, arranjo de flores, um poema.
Borges, Platão, Kant... Como não ser infiel ao dar preferência a alguma categoria.
Sábado é um dia sagrado. Desenvolvi novos hábitos. Acordo, faço um café, e leio ou ouço alguma palestra de Borges. Palestras ministradas entre os anos 70 e 85 quando concebeu sua última palestra.
Uma das que mais ouvi foi sobre as mil e uma noite. Onde discorre sobre as muitas histórias daquela obra. Tenho uma empatia e entendo ou creio entender que não me canso de ouvir uma, duas, três ou inúmeras vezes.
Não sei quando ou se vou parar. Sei que minha alma fica plena de felicidade. Por que nem imagino.
O amanhã sempre chega e por isso envelhecemos.
Florzinha chegou aqui apenas um ramo. A mamãe plantou-a num vaso duma rosa do deserto. Ela enraizou e cresceu. Tinha muitas folhas, com o tempo floresceu. Então um certo dia veio o primeiro beija-flor, depois o segundo e nunca mais parou de ganhar visitas e beijos do beija-flor.
Hoje arranjei um nome.
Florzinha
Nota. Florzinha é uma Euphorbia popularmente conhecida como sapatinho de judeu.
Tecnicamente não é uma flor que ela produz, mas várias flores.
Hojé é sexta-feira, Sassá acordou mais cedo que ontem. Então decidi levar ele na feira da UFPB. Ele se arrumou e eu me arrumei. Descemos, entramos no carro e fomos. No carro ouvíamos a nossa trilha sonora de música infantil em inglês. Chegamos no estacionamento da Etidora ufpb e ao estacionar o carro vi que tinha um urubu-de-cabeça vermelha numa antena. Paramos para observar. Sassá perguntou qual era a cor do bico, respondi que era vermelho. Depois fomos para a feirinha que agora fica no centro de vivências. Antes de chegar lá vi uma embauba, então paramos para observar e vimos uma preguiça lá. Sassá percebeu ela se coçando. Dai seguimos, pedi uma tapica com um suco de acerola. Ele comeu ouvindo minha conversa com um psicólogo. Conversa ótima, mas para ele muito aborrecida. Então compramos limões e bananas. Fomos ao Departamento de Sistemática e Ecologia onde trabalho. Vimos uma lagarta onde paramos o carro. Fomos tomar um café com os amigos e conversar. Dai de lá vimos o crânio de uma baleia, as plântulas de jucá, de pera, a coluna da baleia. Viemos embora. Em casa desenhamos o urubu, a preguiça e assistimos Ice age 4.
Foi ótimo.
Levei Sassá a natação hoje. Ele desenvolveu uma grande fobia a piscina. Medo de afogar o tempo todo. Como contornar isso? Estou de férias e os dois dias ele acordou muito cedo. E haja energia. Vamos ver como resolver esse medo. Com paciência.
O tempo passa e engole tudo.
Que seria do tempo sem memórias?
Que seria do tempo sem momentos?
Tempo é tudo e nada.
Sassá está na natação!
Ontem estava tão feliz os olhos até chegavam a brilhar, pois o papai foi com ele.
Está com muito medo de afogar.
Mal fez as atividades.
Está fazendo tudo certinho.
Na natação e na escola.
Logo estará nadando e lendo.
O tempo é vento
O tempo é onda
Que não para de passar.
Alimentando-nos com experiências
Hoje minha irmã caçula faz 44 anos.
Está plena de felicidade, mas sente tanto a falta de papai e de mamãe.
Estiveram presentes quando fez 11 anos.
Estiveram presentes quando fez 22 anos.
Estiveram presentes quando fez 33 anos.
Agora não mais!
Segue a vida rodeada da gente, mesmo longe, mas presente.
Continua na casa que foi criada.
Vive rodada de memórias.
É o tempo vai passando.
A consciência abarcando o mundo.
E a gente crendo na vida.
A primeira vez que ouvi uma definição de morte foi em um velório. Como se era de esperar muita atenção neste momento. Nos velórios, estamos mais reflexivos e voltados para dentro.
O expositor cristão definiu a morte como o limite da vida.
A morte é o limite da vida.
...
Passado tempo, anos depois, noutro velório, outro expositor também cristão na sua fala definiu a morte novamente como o limite da vida.
Recentemente, numa das palestras que ouço sempre de Borges, J.L. este autor definiu morte assim:
A morte é vida vivida.
Pois bem! Anteontem um amigo nosso enfartou. Foi operado, passa bem, mas a morte bateu a porta.
Então hoje, li e fiquei atento ao poema 50 de Tao te ching, livro de Rhoden.
A morte é o regresso do existir para o ser.
Profundo!
Definições para morte são deveras muito profundas.
Sendo a morte um acidente da vida.
Sendo a morte o limite, o ponto final da vida.
Faz oposição ao nascimento.
A vida é o tempo vivido desde o nascimento até a morte.
A morte é o polo oposto?
Entrada e saída.
Inconsciência e consciência.
Dia e noite.
Início e fim ou fim início.
Par.
Estou de férias!
Agora Sassá pode ficar comigo todas as manhãs pelo menos até nove de junho.
Ontem, ele acordou e foi fazer xixi!
Ficou surpreso ao me ver e feliz, seus olhos até brilharam. Ele me agradeceu pelas minhas férias.
Trouxe um desenho que fez do jacaré e da paca, trouxe também o livro que comprei no sábado passado.
Trenzinho azul. Até sabia o desfecho do livro.
Propus que desenhássemos o trenzinho.
Ai li o poema trem de ferro Manuel Bandeira e ouvimos a música trenzinho paulista de Vila Lobos.
Ai foi só brincadeira.
Pela primeira vez ele ouvi o poema e a música.
A linguagem é produto do pensamento.
Todo pensamento é um ato de consciência.
A razão é a possibilidade de pensamento.
Razão é a capacidade de pensamento.
Se tudo muda o tempo todo.
Tudo está fadado ao fim.
E de que me serve essa consciência?
Então, quando sinto isto? Porque só sentindo a gente entende algo. Parece.
Creio que viver é essencial.
A experiência nos viabiliza entender esta afirmação, esta certeza.
Chegamos a essa conclusão ao que parece pela razão e não pela causalidade.
A soma de muitos fatos nos faz entender. Agora, as vezes esses fatos são isolados no tempo.
Ao que parece a consciência é a essência de tudo.
Consciência como apreensão de algo.
A mudança é essencial para que a consciência se eternize na espécie.
Consciência é razão?
Sábado, fomos a Bica, Sassá e eu. Não seguimos um roteiro. Seguimos as pessoas. As pessoas em grupo são como aroma fora do recipiente não seguem uma ordem, ao menos percebida. Então não seguimos aquela vontade de ver tudo, indo primeiro aos recintos das aves de rapina. Não foi Sassá quem nos guiou. Fomos em direção ao recinto dos patos, mas ao lado da fonte tambiá havia uma cutia pelo de fogo. Observamos ela e até fiz um pequeno relato de uma história de uma cutia. A manhã estava muito úmida e as paredes dos recintos estavam molhadas. Contemplamos os patos reais todos se coçando. Ali, conhecemos um senhor de Areia Branca no RN. Foi tão rápido que nem soube muita coisa. Só que foi vereador lá por 12 anos. Essa foi sua vaidade de contar. Ficamos ali olhando os patos, cinco patos reais, uma marrequinha e dois patos selvagens. Sassá viu a ninhada de ovos e alí perto um rolado, mais distante. Sassá quis conferir os ovos que estavam na outra semana sob as heliconias, mas já haviam sumidos. Fomos olhar os peixes, mas a água estava barrenta. Fomos então em direção as serpentes. As serpentes estavam todas bem a amostra, estava frio. Acho que estas, as serpentes gostam do frio. A sucuri juma estava na água, a giboia gigi estava fora da folhagem, as jararacas Dessa e Anda estavam curiosas olhando para fora do vidro, a cobra real até abriu a boca para Sassá. Sassá ficou com medo. A salmanta da amazonia hélia está exposta, a malha de sapo Bobo estava bem amostra, dormindo. E virgulina a cascavel caolha isolada, coitada. As pitons... Ka e kaela... apáticas. Bom depois interagimos com o jacu que mostrou a crista e o papo encarnado, mutum bertinho... Os emus eli, mindinho e ulisis...
Sassá viu uma jabutizada... denominou estes por estarem três jabutis de parea. Um grande importunando um pequeno, fazia moldes que queria morder a cabeça do bichinho..., mas este encontrou algo comível e dividiu com o maior. Jabutizada, parecia três fuscas 79 estacionados.
Então, não demos bola para os jacarés e fomos ver os macacos. Os bugios estavam se divertindo, os capucinhos também.
O macaco da savana jucié, coitado brincava com sua calda. O cachorro do mato evaldo estava de boa. E os furões sempre a correr pra lá e pra cá a gente chamou eles de sonic e flash... foi Sassá quem os nomeou.
Ah... Vimos pela primeira faz a Paca albina por ser galega. A coisa mais linda, maior que uma cotia, mais bonita, com uma cabeça maior e anda melhor ficando mais na horizontal seu corpo.
Amamos.
Ai ouvimos um barulho foi a queda do gato mourisco...
Fomos comprar água e comprei uma pipoca para sassá.
Pegamos e fomos ao recinto das aves de rapina. Sassá comeu sem pressa. Bebeu água.
E fomos fechar nosso passeio.
Assim foi.
A chuva chegou em João Pessoa! Dias mais frios e muito úmidos. Pensando nisso. Pedimos para Sassá usar um casaco na escola, mas como não tinha um da escola demos um outro. Falei antes de sair que a coordenadora talvez não deixasse entrar. Então ficou combinado que a decisão seria tomada lá na escola. No carro fomos conversando e ouvindo músicas. Chegando lá, Sassá falou que não era necessário, tirou a blusa e deixou no carro, mas ao chegar na escola vi que um coleguinha estava vestido numa blusa. Então perguntei a coordenadora se podia e ela respondeu que sim. Consultei se Sassá queria a blusa e ele com um mega riso no rosto assentiu que sim. Voltei no carro, peguei e coloquei aberto. À tarde quando foi pegá-lo na escola estava bem abotoado. A mamãe foi quem percebeu e perguntou quem tinha abotoado, respondeu que foi uma coleguinha. Ah. A porção mágica (perfume) que dá coragem está acabando e as chinelas. Vida de papai de filhotes que não param de crescer.
Sassá ontem, expressou carinho. Estava deitado na cama, então estávamos brincando. Então ele sem eu pedir, veio e beijou minha cabeça. Nem sei quando alguém me beijou a cabeça com amor. Senti o amor de Sassá.
Sempre digo que o amo.
Te amo Sassá.
Obrigado por tudo. Sua existência me completa.
O dia amanheceu! Após chover a noite toda e a chuva continuar caindo. Chego a minha sala no trabalho.
Tenho muitas ideias, muitas histórias para contar. Todavia sempre me falta o essencial a organização. A ação de iniciar, desenvolver e finalmente concluir.
Por crer em algo ideal, não consigo dar continuidade aquilo que comecei ou concluir com um bom parágrafo final.
Há dois elementos que creio me impede de concluir minhas etapas que são o ideal de perfeição e a impressão de aprovação. Todavia a filosofia e todo o corpo de sistemas e filósofos vem me ajudando. Destaco aqui Hegel e Schopenhauer. Ambos tendo como alicerce o grande Kant. Cada um com sua abordagem um sistémico outro mais moral... Não consigo beber nessas fontes, vou tentando comer um pouco de cada vez.
Enfim, não são eles, mas as questões que venho tentando entender desde sempre.
O que é o conhecimento?
Cheguei em casa e Sassá tinha desenhado um escorpião marinho. Não existe, mas ele encasquetou que tem. Então pergunta até a pessoa perder a paciência e afirmar. Risos. Fomos desenhar o escorpião até ele ir para a escola. Ele estava desenhando animais marinhos na folha. Assim, a gente desenhou até ir para a escola.
Escorpiões marinhos.
Sassá está lendo? A mamãe Biá me disse que ontem Sassá passou a manhã olhando gibis da Turma da Mônica. Estará lendo? Com certeza sim. Agora sua leitura é dos desenhos. Está vendo não só os desenhos, mas os movimentos dos personagens. Estes personagens já foram a muito abstraídos com suas personalidades peculiares. São muitas horas, vendo e ouvindo as historinhas lidas pela mamãe Biá. Agora nós estamos tentando, por uma necessidade que ele criou desenhar coisas, não são coisas aleatórias. São na verdade objetos que nos relacionamos em um passeio ou uma visita. Estamos construindo o que ele chamou de livro. E assim. Vamos criando os cenários, os personagens diversos do nosso cotidiano. Fui pegar ele na escola a pé. E me dei conta que podia usar este espaço riquíssimo que a rua para ensinar. Tornar abstrato o que é concreto. Ensinar o nome das plantas... Foi maravilhoso.
A gente nem ver a vida passar.
Condicionados pelos nossos desejos, filtramos a totalidade do mundo.
Não vemos, cheiramos, ouvimos ou sentimos senão aquilo referentes a nossa paixão.
Despertos a cada momento nos amgustiamos.
Essa certeza do fim que se aproxima.
O medo do desconhecido não tem porque.
Tenho certeza que morrer é como dormir.
Tudo é consciência.
A morte é o limite da vida disse um amigo meu num velório.
A morte é vida vivida disse Borges numa entrevista.
Fico com a segunda...
Fico com a segunda.
Talvez seja a que me machuque menos.
Ou que a vida ache melhor.
Tanto faz no final.
Sábado à tarde! uma linda tarde de maio. Estávamos na praia de Cabo Branco. Bem ali na altura do restaurante olho de lula. Estávamos contemplando o horizonte, brincando sentindo o cheiro do mar, ouvindo o som das ondas. A maré estava alta. O banco de areia da praia parece está alto, a borda da praia sinuosa pelo movimento das ondas e do vento. Pessoas passando, pessoas tomando banho, pessoas como nós com seus filhos. Muito sargaço na praia. Vinícius praticava e aperfeiçoava o fazer estrelinha. A luz estava bem dourada. O horizonte muito azul, quase atropupúreo.
Então foi quando percebi um homem alto, ancião. Ele usava uma bengala e uma camisa preta. Não lembro dos detalhes. Acho que na imagem tinha 1943. USA. Caminhou seguindo um formato de arco. Foi chegando! Chegando! Começou a interagir com a gente. Perguntei de onde vens! Ele falou que era da França da região dos Alpes. Me explicou, mas não consegui entender, pois estava tentando lembrar de um amigo que vive lá. Então falou que estava aqui a 40 anos, professor de língua francesa e germânica. E foi delineando sua conversa. Deveras muito interessantes. Falou que estava cursando italiano e que falava sete línguas entre estas destacou o grego e latim. Então como falar com uma sumidade. Restou-me ouvir. Conversamos sobre algumas teorias de nossas limitações realmente existem, no falar por exemplo. Temos apenas a boca para falar, então a combinação de fonemas varia de cultura para cultura, mas que algumas vezes a dificuldade é geral. Falou por exemplo que o Cebolinha da turma da mônica troca o R pelo L. E disse que os japoneses não conseguem pronunciar.
O mais interessante foi quando falou sobre a lei do menor esforço. E discorreu sobre isso, dizendo que nós do nordeste gastamos mais energia para falar "Bom dia" que outras pessoas do nordeste. Mas que apesar do esforço a gente pronunciava... Gostei.
E minha mente pensou na lei do menor esforço.
Viajei ai.
Vinicius não nos deixou mais conversar. Trocamos números e fomos embora.
Sassá teve uma crise de garganta de garganta no domingo de madrugada.
Sábado fomos ao jardim botânico. Agora ele quem está cuidando de mim.
Muito cuidadoso. Nós vimos muitas coisas no jardim botânico. Ele amou.
Observamos as plantas, as abelhas, as formigas, os frutos, as sementes.
Sábado a tarde fomos desenhar as coisas que vimos no jardim.
Desenhamos uma folha com imagens do que vimos lá.
Formigas, abelhas, o rio jaguaribe, a trilha, os poços, o teteu, o lago...
Sábado a noite fomos ao mangabeira shop para comprar o presente da mamãe.
Foi demais, ir a praia e depois ao shop, acho que a variação de temperatura provocou a crise de garganta.
Bem, domingo bem cedo, estava ancioso para ver o presente que compramos.
Logo que acordou, pegou a sacola e deu para mãe. Compramos um colarzinho.
Pra ele um livro de dinossauros.
Ele amou.
Fomos desenhar dinossauros.
E assim passamos a manhã, desenhando dinos.
Ontem, quinta-feira, Sassá estava maravilhado com a espada elétrica que ganhou. Uma espada que veio da China e a julgar pelo tempo que demorou a chegar, achamos que veio de bicicleta. Estava numa felicidade só. Então tive que lutar com ele, apesar do meu cansaço. Ele também estava muito cansado, pois acordou muito cedo. Abriu a porta para eu ir trabalhar. Imagina! Foi para a natação e para a escola então foi um dia muito puxado. Lutamos, desenhamos a mariposa que ele viu no caminho da natação.
Então, exausto ele se pediu arrego. Foi a cozinha e disse que queria dormir. Mameco, mamar. Mamou ouvindo a mãe lendo as histórias da turma da Mônica e capotou.
O medo da morte.
O que é isso?
Chega dar um arrepio frio na espinha.
Processo biológico de auto preservação.
A morte é vida vivida.
A morte é um fim de um processo breve ou longo.
O término orgânico de uma consciência.
Viver é querer,
Intuitiva ou racionalmente não ter um fim.
Ontem, à noite, fomos a uma festa maravilhosa.
Uma das bebidas servidas na festa me fez conduzir a conversa num sentido oposto ao da festa.
Suco de caju.
Entre todas as bebidas, o amarelo caju abacaxi me levou a deduzir que era suco de caju.
Tomei-o como quem tem sede. Não era o mesmo suco de caju que tomo à tarde, zero açúcar, nem era um suco de caju de sertanejo, mel. Era um suco de caju feito sob medida, como se tivesse sido supervisado por um nutricionista. Tomei vários copos, a esposa do meu colega de mesa também tomou bastante. O garçom muito gentil, nos serviu inúmeras vezes. Acho que fomos os consumidores principais daquela bebida na festa.
Minha mente trouxe a tona conversas dolorosas.
Sim, inconscientemente fui ao passado e trouxe a tona esse passado.
Como explicar isso!
Deixe-me tentar.
Das vezes que provei um suco com medida exata de açúcar e foram exatamente nos hospitais. Dos dissabores da vida, necessários o cuidar dos nossos pais quando mais precisam de nós. Com mamãe foi mais corriqueiro, com papai não.
Meus pais hospitalizados. Mamãe na HU em 2015, cirurgiada de rins, na refeição tinha suco de caju, para ela, mas ela amorosamente pediu para que eu tomasse. Memória potente.
Papai na Liga de Mossoró 2020, após cirurgia de estomago, o acompanhei, naquele dia serviram suco de caju na refeição. Não sabia que seria a última vez que compartilharíamos a companhia um do outro.
Agora olhando depois de horas. E refletindo o que conversei na festa com meu colega... o tema foi a Liga, Mossoró, a doença de papai, a importância do suco de caju em nossas vidas. O ranço de minha irmã por derivados de caju. Terá ela sido afetada pelo suco de caju?
Falamos essas coisas que dói. Por vezes, até pensei porque estou conversando sobre isso.
Lembrando que todo pensamento é um ato de consciência.
E as vezes a gente pensa sem querer. Dá pra parar de pensar?
Continuei e tomei vários copos de suco.
Empurrei o pé na jaca como se diz, comi doces a vontade e salgados.
Isso acontece pela disponibilidade dos recursos como dizia papai e na festa!!! Tinha demais.
Sobrou. Comentei... Doce sobrando.
Voltando ao suco de caju... Bebo diariamente, pois ao ler um livro sobre fruticultura Brasileira soube do teor alto de vitamina C e pelo custo do suco eu tomo. Mas zero memórias, porque não tinha a combinação feita por nutricionista. É só o suco espremido do caju e água.
Tudo precisa ter a combinação perfeita para gerar memória. As memórias estão ai, mas é preciso uma chave que é exatamente uma situação perfeita.
Pense numa loucura.
Primers primers.
Hoje, senti muito a falta de mamãe.
Ao me arrumar vi sua rede e suas chinelas.
Vi o pé de acerola.
Saudades de mamãe.
Lembrei de sua luta. Suas idas a clínica de hemodiálise.
Sua luta pela saúde.
Oh. Mãezinha entrou o mês de maio, mês das mães.
Como é ruim não ter mais você para compartilhar minha vida.
Você que me deu a vida e me criou e me educou.
Mamãe por se pai só assim descobri o que é o amor.
Agora sei o quanto me amou.
Aí. Indo buscar meu filho na escola, vi uma avó com o netinho. Olhei e falei. -É muito amor né. Quando percebeu. Repetiu três vezes. Muito amor, muito amor, muito amor.
Mamãe, mãe é sinônimo de doação, de sacrifício é o amor encarnado.
Mãe o deveio de tudo expresso aqui.
Ontem Sassá e eu tivemos lutas homéricas.
Ele usou a almofada de amamentação como machado.
Eu usei várias técnicas como técnica cabeça de carneiro para me defender.
Técnica do macaco engraçado para encontrar os pontos fracos e desestabilizar o oponente.
A luta foi grande no tatame da cama.
Tiveram ainda como técnicas como a técnica da jiboia para imobilizar o oponente.
Técnica do macaco aranha.
Depois de um bom banho. Sassá foi fazer a lição de casa sob protestos e risos.
Cansado fui dormir e ele ficou desenhando os bichos da bica.
Não sei ao certo quando soube disso que agora sei.
Vamos lá.
Em Campinas onde morei tinha muitos indivíduos de uma planta.
Essa planta já conhecia. Sim lá de serrinha da casa de Tica de Zezinho.
Bem na frente da janela do quarto da frente havia um indivíduo.
Descobri que era da família Rutaceae.
Em Campinas, mais especificamente em Barão Geraldo, as ruas eram cheias das plantas dessa mesma espécie. Fato que me chamou atenção. Sim na época das chuvas as ruas se incensavam com o cheiro de suas cores. Imagino que é o cheiro do branco já que suas flores são brancas. Isso me fez pensar sobre o seu nome. Cheguei ao nome de Murta. Mas na época era um materialista redondo e o que achava universal era o nome científico que cheguei usando a internet. O nome científico é Murraya paniculata.
Escrevi até aqui no blog.
Muito tempo depois, recentemente, após Campinas, mamãe ganhou uma muda de Murta de Ritinha que vendia roupas, casada com o primo de mamãe. Essa mudinha foi cuidada por meu pai.
Me ocorre agora que na casa de Vicente Paulo também havia uns pés.
A mudinha cresceu e estava florida no dia que a mamãe se foi.
No mesmo ano, no meu aniversário, Minha Amanda professora Janildes e seu esposo Antônio foram lá em casa. Conversa vai e conversa vem chego ao nome como esta planta se chama em Martins. Lá chamam de Jasmim de laranjeira.
E assim volto às origens e chamo como nos chamamos na minha terra.
Jasmim de laranjeira.
Jasmim imagino que significa odor adocicado proveniente de flores alvas.
Jasmim ou Iasmim é um nome próprio feminino.
Tanta coincidência nisso tudo.
Agora minha sala está perfumada.
Vinícius é menino de quatro anos e desenha lá no quarto.
Ouço um sino, cães latindo.
E esse cheiro que se eternizou emim.
Quando era criança achava que tudo era eterno.
Aos domingos via os vizinhos passando para a igreja subindo a depois descendo.
Subiam e desciam com a bíblia debaixo do braço.
As tardes douradas ficavam cinzentas e escureciam.
A gente se confirmava com a globo e o SBT.
Os anos passaram e poucos vizinhos continuam vivos.
Todos se mudaram.
O que restou de tudo?
Só essa memória.
Animais da bica
Virgulino cascavel,
Marrequinha Marinez
O ganso Clodovil
A garça Mobdick
A leoa Tereza
A leoa Dori
A Maracanã Geralda
A arara BLUE
A anta amora
O cagado ligeirinho
O gorila pongo
O macaco fujão Janjão
Os emu Eli, mindinho e Ulisses
O tamanduá Zé
As águias Ricardo e Ana
A sucuri Juma
Meu amigo,
Você iria gostar de conhecer João Pessoa.
Aqui tem praias de areia branca ora fria ora quente, um mar de canto intermitente, as águas sempre a cantar, ora baixa ora alta. Um céu azul ornado com o vôo e o canto das aves.
Tem Jandaia, Maracanã, tem carcará e urubu, tem bem-ti-vi e sanhaçu,
Tem sabiá e siriri,
Tem patativa e canarinho,
Tem japu e tiesangue
Tem murucututu e bacurau,
Tem saracura e soco
Tem garça e sabacu.
E lugar pra ir de montão a mata do buraquinho,
A Bica, a penha, o castelo branco,
O Miramar...
Fica para a sua vinda tudo te mostrar
Há dois anos atrás deixava este plano meu amigo de infância e primo Mazildo.
Nós falávamos todos os dias.
Sempre que podia mandava fotos dos lugares onde estava.
Mazildo era deficiente de uma perna.
Sem muita saúde sua vida era sempre dentro da própria casa. Só saia para ir cortar o cabelo ou ir ao médico.
Passou a infância numa comunidade chamada de Vertentes e na adolescência veio para a Serrinha do Canto, tudo em Serrinha dos Pintos RN.
Nunca saiu do estado, o lugar mais longe que ia era Pau dos Ferros.
Viveu uma vida muito simples. Amava os animais e gostava de cuidar deles. A obrigação dele era cuidar dos pássaros e do Periquito.
Amava forró único estilo de música que ouvia.
Sorria de tudo. Foi um homem simples e modesto em tudo.
Seu lazer era ouvir rádio, ver televisão e mexer no celular.
Difícil saber o que pensava, pois falava muito pouco. Sua mãe era sua voz, com ela, o mesmo conversava mais.
Não escrevia ou se expressava para si.
Assim se passam dois anos de eternidade.
Enche o peito do ar frio da madrugada. Traz em si um cheiro particular, Cheiro das chuvas de abril, Cheiro da mata molhada. O silêncio é su...