Às vezes, percebemos.
Só às vezes.
Perceber não está muito sob nosso domínio.
O mover lento das nuvens,
Do vôo do urubu, de pombos ou pardais.
Talvez, vejamos tudo inerte.
Enche o peito do ar frio da madrugada. Traz em si um cheiro particular, Cheiro das chuvas de abril, Cheiro da mata molhada. O silêncio é su...