faz curvas, cai nos poços e segue
sempre em direção ao lugar mais baixo,
as vezes o riacho se cansa e as águas
nem chegam a chegar,
simplesmente evaporam,
mas a intenção é correr
sempre para baixo der
onde for dar, segue o riacho,
água abaixo.
Quando sinto a brisa na minha pele,
Sopra suave pela janela,
Eu lembro da brisa do poente.
Lá onde eu morava, sempre que a brisa
Soprava do poente era certeza
Que a tarde choveria.
E as vezes quando estava sentado
Passando o tempo no terreiro
Da cozinha e sentia a brisa,
Já sabia que a tarde, podia tardar,
Mas sempre chovia.
Percebia sempre que era de manhã,
Sempre que era inverno,
Então quando sinto
A brisa soprar através da janela
Minha memória
Como uma flor desabrocha
E revive o momento,
Neste instante sou pleno
E feliz.
O céu da manhã está tão azul.
Cirros brancos tornam o azul mais claro.
Suave e leve uma borboleta passou voando,
Vinha de algum lugar,
Nem posso imaginar de onde,
Sei que passou leve voando e planando,
Como golfinho nadando saltando e mergulhando
No fundo do oceano, a bela borboleta,
Mergulhava e saltava pra fora da terra,
Mergulhava no céu pleno azul,
Um voo horas errante,
Não sei que sentido seguia,
Talvez nada seguisse,
Voava sem compromisso,
Voava por voar, talvez para
Exercitar suas asas,
Ou estava a espreitar alguma flor.
Aproveitava o céu azul
E cheio de cirros.
Aproveitava sua breve jornada,
A linda borboleta.
Enche o peito do ar frio da madrugada. Traz em si um cheiro particular, Cheiro das chuvas de abril, Cheiro da mata molhada. O silêncio é su...