17/03/21

34. O morto

Ando pensando torto, Um corpo sem vida, Um ser o morto, Um corpo é e não é, Foi e deixou de ser. Algo se perdeu, Foi o corpo? Foi a vida? A morfologia e a anatomia é a mesma, A vida é o espirito? A vida é a alma? A vida é a respiração? Simplesmente um corpo, Que pulsa, Que repulsa, Com vida, Sem vida, Morto, Perdeu num átino O princípio de ordem, O calor o respirar, Um corpo é um corpo, Com vida é Sem vida não é. Deixou de ser Sem vir a ser. O trabalho é a categoria fundante já dizia Marx. O prazer também é a categoria fundante Até surgir a inseminação artificial. O agora é eterno. Cremos ser imortais, O tempo é relativo já dizia Eisntein. Tenho estado doente da vista segundo pessoa, Pois tenho pensado demais. Agora que a tarde cai. Que importa mais. O coletivo passa na rua, O bem-ti-vi anuncia o fim de tarde, Poderia ser o sanhaçu-de-coqueiro. Ou qualquer coisa. Porque se não estamos presentes, Fomos ultrapassados, Não viemos a ser mais. E onde está o sentido de tudo isso? Em Eclesiastes, já anunciava que nada fazia sentido. Jás um morto, Jás noite.

Noite enluarada

 Antes podia desfrutar às noites de lua cheia em família. Papai, mamãe e meus cinco irmãos. Eu olhava para o céu com um olhar ingênuo. Era t...

Gogh

Gogh