31/07/25

Aves da Serra de Martins

 Na última ida a Martins, revi duas aves muito interessantes. Um sanhaçu-de-coqueiro e um surucuá.

O Sanhaçu foi na serra e o Surucuá foi na caatinga mesmo da serrinha.

Aves da Serra de Martins

Último dia de férias

 Ontem, quarta-feira, 30/07, foi o último dia de férias de Sassá. Acordou tarde e tomou um bom café. Depois foi desenhar. Passou o dia desenhando. À tarde, saímos para passear. Ao sair do prédio, no jardim arranquei um quebra. Sassá pegou a planta e foi brincando o tempo todo. Só no mundo da imaginação. Fui observando, sem intervenção. A certo momento pensei como cresceu e se tornou independente. Já tem objetivos. Queria ir a praça da paz e fomos. Lá foi escorregar na pista de esqueite. Tinha três garotinhas e três garotinhos. Interagiu com todos, mas a chuva chegou e tivemos que ir embora. Passamos a chuva e fomos a padaria comprar o pão dele. Fomos por outra rua e ele percebeu e disse que nunca tínhamos ido por lá. De fato! Na padaria o rapaz já sabia qual era o pão que ele gostava. Pegou, queria água, mas deixei para beber em casa alí muito perto. Chegamos em casa junto com a mamãe que tinha ido a academia.

Então foi desenhar.

30/07/25

O lagarto d'água

 Ontem, saímos para caminhar Sassá e eu. Fomos caminhando e Sassá tentava me convencer a comprar um lagarto da água para ele. Foi do início até o fim tentando me convencer. Nem pediu pão. Oras sabia o nome do lagarto ora se esquecia. Uma das justificativas era levar o lagarto para a casa da tia Li para este comer os insetos. Os argumentos eram interessantes. Na rua nem percebemos muitas coisas... Eu estava perdido nas minhas ideias.

29/07/25

A viagem, a coruja e o tatu

Estávamos em Serrinha, neste fim de semana. À noite uma corujinha começou a cantar.
Sassá nem se ligou estava brincando com Laura. Então, percebi que ela havia voado e pousado no galho da pinheira da frente da casa. Então pedi a lanterna de Teof. Com a lanterna podemos ver a corujinha do mato. Gritei - Sassá a coruja. Ele veio correndo e entusiasmado. Olhou bem muito e então disse.
Vamos desenhar...
Ontem na volta, lá nas Vertentes da Serrinha, vinha devagar no carro e o que vi foi um tatu.
Vimos um tatu lindo. Parei o carro e Sassá saltou para ver. Ficou encantado. Contemplamos o tatu que parecia nos ignorar.
Assim ele quase não dormiu durante a viagem esperando ver algum bicho.

23/07/25

Dormir

 Enfim!

A noite é longa para quem não consegue dormir.

Somos bombardeado de tantos pensamentos que ficamos atordoados.

Quando o sono chega e precisamos nos levantar.

Então o dia já não é tão pleno e completo.

Como lidar com as dificuldades criadas por nossas mentes?

Sassá e a bicicleta

No fim do ano Sassá ganhou uma bicicleta vermelha.

Na hora de montar, pensamos em nomeá-la. Qual seria o melhor nome. Argutamente um garotinho que observava falou flash. Pronto a bicicleta passou a se chamar flash.

Como estamos na época das chuvas, a mais de um mês flash estava parada.

Ontem a mamãe saiu com Sassá. Andaram muito lá na praça atrás do Aruanda nos bancários.

De capacete azul Sassá parecia uma mistura de Flash com Sonic.

Só Deus o que imaginava Sassá ao pilotar Flash.


22/07/25

Segunda feira

 Ontem, fui com Sassá a borracharia para fazer o rodízio dos pneus.

Ele me perguntou o que é rodízio.

Tentei explicar várias vezes, mas foi infrutífero.

Ele viu Nil trocando os pneus.

Vendo ele entendeu.

Depois saímos para passear (caminhar).

Foi maravilhoso. Vimos várias coisas.

O final do passeio foi na praça da paz onde escorregou com coleginhas na pista de skate.

Gostou tanto que saiu chorando.

Foi a soma de cansaço e fome.

Chegou em casa, jantou, tomou banho, escovou os dentes e dormiu.

21/07/25

Visita

 No fim de semana recebemos uma maravilhosa visita de meu amigo Rogério, Dalila, Geane e Odilia. Foi maravilhoso, pois Sassá aprendeu mais a socializar. Eles brincaram muito. Não é fácil Sassá dividir seus brinquedos, mas ele precisa aprender isso. Então a realidade dá uma maozinha. Ele dividiu os brinquedos e acabou com o ciúme dos mesmos. Quando eles foram embora restou a saudade. Ele sozinho arrumou a bagunça dos brinquedos. 

18/07/25

Um pão

 A correria!

Ontem, saímos para caminhar!

Sassá está com muita energia!

A felicidade dele é ganhar algo.

No meio do caminho o que voce vai comprar para mim.

Bom prometi um pão.

Na primeira padaria não deu certo.

Na segunda deu certo!

Ficou muito feliz.

As férias de Sassá é aproveitada para passearmos.


16/07/25

O aquário

 Sassá está de férias e assim, os dias são longos conosco e ele. É cansativo, mas maravilhoso. A gente percebe mais no nosso entorno quando não tem opção de sair.

Cheguei em casa, estava ativo,  indo e voltando feito leão na jaula.

Então, almoçamos e fomos ao shop, abasteci o carro, calibrei os pneus, ele sorrindo e me olhando.

É bom.

Depois chegamos em casa. E ao chegar ele ganhou um presente de uma amiga de sua mãe.

Uma coleção de lápis de cores. Desenhou...

Ai fomos passear, coletamos flores de jasmim, de hibisco.

Ele viu um número e falou em inglês 118.

Depois, ele perguntou porque uma moto na esquina estava para vender. Não entendi como tomou ciência daquela informação.

Ai, fomos indo.

Vimos um fusca preto com detalhes beje.

Ai, fomos disse que ia comprar algo para ele.

Ficou curioso e quis, pegar um atalho na rua.

Andamos, passamos na casa do jasmim,

E quase chegando em casa, comprei um aquário para Apuleu.

Esse menino ficou radiante!

Muito bom.

Três marias

 Acordei de madrugada, fui a varanda e contemplei as três Marias o cinturão de oreon.

Vi naquele momento a eternidade.

Igualzinho a primeira vez que o vi, não sei quando, mas sei onde. Na casa de meus pais. Olhar para o céu é olhar através do tempo. 

Um dia de tanto observá-lo percebi ordem, beleza e uma conexão que transcende o pensamento, a realidade e o tempo.

Julho 2025

 O vento frio de julho

Chuvas torrenciais.

Pensar a vida,

Memórias,

Meu Filho ainda criancinha,

Os anos caindo da partida de meus pais.

Vigoski, Borges, Spinosa.

Essa certeza da humanidade em nós.

Me apavora,

Me assusta.

Fetonte.

A internet, Instagram...

A certeza que amanhã será outro dia...

O tempo passou e não para de passar.


A fé em Deus pai, filho e espírito santo.


E a vontade da eternidade.

11/07/25

Feira de orgânicos

 Fui à feira de orgânicos na UFPB. Acontece sempre as sextas da semana.

Ir a feira é sempre algo muito rico.

Lá encontramos mercadorias, comidas, músicas e histórias.

O cheiro da tapioca e o som do pífano se faz sempre presente e o balfafar de tantas conversas ocorrendo ao mesmo tempo. 

A feira é semelhante a uma panela de feijão cozendo onde o calor do fogo engrossa o caldo e amolece o grão. Essa mistura de feijão e água e fogo dá comida para o corpo e para a alma.

Temos conversas com os feirantes que cultivam os alimentos e nos trazem fresquinhos.

Temos como comida de derivados vegetais tapioca, frutas, hortaliças, carne de bode.

Temos as histórias da semana,

As histórias locais e universais.

O olhar, o jeito de pensar...

Ir a feira...

Cada um encontra o que busca e muito mais.



Leitura um bom hábito

 Ontem, choveu o dia inteiro.

Sassá nem pode sair de casa.

Só no fim do dia fomos ao mercado.

Pegamos coisas favoritas dele como bolo, chocolate, iogurte e morango.

A mamãe comprou tintas então, após a janta fomos pintar.

Ele pintou um tatu.

Depois fomos para a cama ele me puxou para lá.

Não sei o que aconteceu, pois adormeci.

Sei que a mamãe teve muito trabalho, pois quando acordei

a chama estava cheio de livros.

O mundo abstrato está tomando conta da cabeça de Sassá.

Tem livros e gibis espalhados pela casa toda.

10/07/25

Alguém perguntou por mim?

 Passei o dia inteiro fora!

A tarde quando cheguei Sassá estava dormindo.

Nem fomos ao mercado.

Em função das muitas atividades do dia ele dormiu profundamente.

Dai ele acordou perguntando por mim.

- Papai já chegou?

Perguntou até eu responder.

Dai levantou, foi para o sofá e ficou mirando pelas pontas dos olhos com a cabeça nas almofadas.

Senti amor... um profundo sentimento de gratidão.

Dai, aos poucos foi se chegando.

Veio, me abraçou e me beijou e eu repeti tudo.

Dai ele e eu ficamos deitados na rede.

Ser é amar.

09/07/25

Eliseu e Borges

 Borges soube ouvir e não era cantor.

Ventania não soube ouvir, sendo cantor.

A semelhança entre os dois é que ambos compunham.

Um poeta e um cantor.

Ambos compositores...

Um de versos e um de canções.

Jorge Luiz Borges o leitor, aprendeu a ler criancinha na grande Buenos Aires.

Eliseu Ventania o compositor, certamente demorou a ler, nasceu na rua das canto em Martins, RN.

Ambos não fizeram faculdade.

Ambos viveram da arte!

Um mundialmente conhecido,

Outro regionalmente conhecido...

Em ambos suas obras continuam vivas universais e eternas.

Ambos ficaram cegos.

Borges encarou a cegueira sem desânimo.

Eliseu ficou profundamente angustiado.

Um tinha o carinho e o conforto da grande fama.

O outro o carinho e conforto de sua fama.

O que tem mais em comum?

A capacidade de síntese na viola e nos textos...

Um leu Schopenhauer e todos os tratados de psicologia.

O outro leu o senso comum, o povo...

Não dar para saber qual eu gosto mais.

Mas uso o grande para dar luz o pequeno que de pequeno não tem nada.

Conheça!

Passar na padaria

 Sassá e eu saímos para caminhar. 

Andamos devagar.

Prestando atenção em tudo, nos números das casas, nas plantas dos jardins,

nas rochas, nos fios, nos pássaros.

Ontem, vimos uma coisa que nunca vi.

Um casal de patativa dançando.

Eles se encontraram no fio de alta tenção.

E dançaram e dançaram e depois foram embora.

Foi uma surpresa para mim.

Mas a frente vimos um bando de jandaias.

Eram 10 bichos. Ora voando, ora pousada nos postes, ora gritando.

A coisa mais linda verdes, com o pescoço e a cabeça amarela.

Os machos com parte das asas vermelhas.

Ai, falei que ia comprar um pão doce para ele.

Ficou muito feliz. Da mesma forma que ficava quando papai comprava confeito para mim.

Fomos numa padaria mas só tinha pão doce com creme e goiaba.

Ele não quis, disse que não gostava de goiaba. 

Dai fomos para a padaria perto de casa onde o povo até conhece ele.

Compramos e fomos caminhando e ele comendo.

O céu estava pálido e cheio de carneirinhos e nele a lua aparecia.

Então voltamos para casa.

08/07/25

Na pediadra

 Ontem Sassá foi a pediatra após um ano.

Graças a Deus tudo está bem. 

Seguindo a média de crescimento.

Cognitivamente bem. Estamos muito felizes. Graças a Deus.

Ao final da consulta a doutora Gilka Carvalho deu um certificado da coragem.

Ele ficou encantado com o certificado.

Quis levar até em casa.

Agora fazer uns exames para ver como anda internamente.

Ser pai é tão bom.

07/07/25

Tio Beg

 Sassá recebeu em casa seu tio Beg e sua tia Suzi.

Pense num fim de semana que ficou feliz.

O tio deu para ele sorvete e picolé.

Foram a vários lugares bonitos.

Tiraram inúmeras fotografias.

Ontem na missa, após uma manhã na praia, dormiu o tempo todo.

Estava feliz.

Até se comprometeu em ir para o interior, com a mamãe.

Enfim. Foi maravilhoso.

04/07/25

Apuleu blue

 Sassá não cabe em si de tanta felicidade.

Ontem ele ganhou um peixe.

Sim um peixe vivo que não é para comer.

É para contemplar.

É um berta azul.

Parece um bailarino dançando com um lençol azul.

A gente deu o nome de Apuleu blue.

Antiontem, prometi que ia dar para ele um peixe quando fossemos a Recife pegar o tio Begue e tia Suzi.

Ele ficou radiante. Ansioso.

Foi dormir tarde.

Ligou para o tio que cria peixe para dar a notícia.

Então, nem almoçou direito.

Então, na viagem já estava muito ancioso.

Chovia quando chegamos lá e no local onde sabíamos que tinha estava fechado.

Que balde de água fria...

Mas a esperança é a última que morre.

A mamãe achou um lugar.

Fomos na Varsea, no bairro, e encontramos um lindo peixe.

Está todo feliz.

03/07/25

Spinosa uma paixão ou razão

 Spinosa pensava enquanto polia lentes.

Spinosa lia o talmude.

Spinosa lia Descartes.

Embora no século XVII

As idéias o escolherem para virem a luz...

Será que lia Platão?

Esse farol do ocidente!

Ah Platão.

Leria Aristóteles?

Alicerce do realismo.

Sou cego em matéria de deveio spinosiano.

Por isso me encanta.

02/07/25

Adeus Junho

 Junho deu adeus...

Alegre, colorido, vivo e quente.

Muita alegria!

Coisas simples enchendo o coração.

Uma fogueira de São João,

Chuva de fim de inverno.

Junho parte,

Deixa saudade...

Ano 2025...


Definir

 Pensar é negar a realidade.

Esta realidade que muda...

Realidade estado,

Realidade devir,

Realidade deveio.

Segundo rio

 Estive em terras distantes,

Andei onde nunca pensei,

Vi coisas que nunca a ver voltarei,

Aprendi e esqueci.

Aqui estou,

Aqui estou,

Mais velho, mais cansado,

Tentando entender o que aconteceu.

jul. 2024

Férias

 Sassá de férias, os dias são todos nossos ou parte deles.

Ontem levei um guia do México para ele.

Adorou viu todas as páginas.

Depois vimos vídeos de aves.

Desenhamos algumas aves.

Foi ótimo.

Momento do café

 Chove!

Venta,

As árvores parecem dançar.

Frio,

Sombra,

Som de piano.

A distância torna-se ainda maior.

Vamos tomar um café.

Spinosa, Patativa e Borges

 Spinosa polia lentes e pensava,

Papativa do Assaré campinava e pensava.

Borges lia e pensava.

Quem era mais leve e suave?

Spinosa filosofava,

Patativa criava versos,

Borges queria entender o absoluto.

Spinosa viveu no século XVII,

Borges foi contemporâneo de Patativa.

Spinosa era judeu.

Patativa Cearense,

Borges Argentino...

Cadê o sentido deste texto.

Patativa viveu na miséria, perdeu uma filha para a fome.

Spinosa foi excomungado.

Borges ficou cego...

Pensar é o elo,

A ideia que reúne tudo isso.

01/07/25

A chuva

 A chuva chegou,

Nem parecia que ia chover.

Mas ela chegou 

E cantou com a mata.

Tão sonoro ouvir

Frases escritas por Pessoa...

A chuva chovendo!

É tão bonito isso.

A chuva chovendo agora.

A chuva eternamente choverá.

Eu, em algum momento desço da estação.

Alguém poderá achar belo como achei.

A chuva chovendo.

Caminhada

 Ontem, fomos caminhar Sassá e Eu.

Fizemos o mesmo percurso ou quase. 

Sassá já tem muitas curiosidades a respeito da natureza,

Principalmente dos bichos.

Adora saber sobre bichos...

Quais os bichos vamos encontrar?

Vimos jandaia, maracanã, bemtivizinho, gavião...

Nas ruas não colhemos tantas flores, apenas algumas.

Nós contamos os números das casas em inglês...

Na frente da escolha contemplamos o dinossauro enrrugado.

Na escola dele, leu a placa K A R L R O G E R S.

Confundiu a esquina da sorveteria.

Viemos pela praça do Rapaz, na esperança de encontrar um coleginha.

Acabamos pegando uma nebilina.

Assim foi.

30/06/25

Fim de semana de junho

 Esse fim de semana foi atípico para Sassá.

Sem Bica, sem praia...

Como precisamos ficar em casa para o concerto do ar. 

Então, tivemos que improvisar, desenhar, ficar em casa. 

Apesar disso, fomos a loja de Material de construção, ao restaurante pegar almoço e sábado a noite,

Fomos ao Mercado Mateus para compensar a falta de passeio.

Comemos, observamos os peixes e eu comprei camarão para Sassá.

Ele adorou!

Domingo mamãe não podia sair então ficamos em casa novamente. 

A mamãe tinha que fazer uma prova, então bom, fomos deixar ela na escola.

Na volta, passamos no atacado Brasil, onde compramos coisas muito legais.

A tarde, nos deitamos, ficamos de boas. 

Ai fomos a missa só nós. Não deu trabalho.

Na missa até explicou porque a mãe não pode ir.

Dormiu a cerimonia toda.

Depois fomos comer um dogão.

Como ele ama.

Comeu e fomos para casa...

Nem sei que horas foi dormir.


27/06/25

O são joão de Sassá

 No São Sassá viajou para a terra natal da família de seu pai em Serrinha dos Pinos, RN. Foi uma viagem excelente. Nesta viagem, o pai dele e ele fizeram várias coisas boas juntos. Andaram no mato, viram raposas, alma de gato, anum preto, anum coroca, anum branco, martim-pescador, socó-boi, carneiros, jumento, porco, bois...

Fizeram a fogueira juntos, soltaram bombinhas, comeram pamonha...

Sentimentos

 Uma frase me afeta e me faz pensar.

Uma sensação me afeta menos, mas também me faz pensar.

Tudo depende da intensidade, da entonação e da forma como foi percebida.

Ler Pessoa, o poeta, pode ser profundamente afetado,

Mas necessita saber ler,

Sensibilidade.

Ver uma tela de Gogh pode ser muito mais impactante.

Todavia acho que o que mais nos afeta são nossos sentimentos

Que se alinhado com uma realidade

Pode ser sentido como verdade.

26/06/25

Consciência

 A tarde caiu na fria noite,

Caiu encarnada,

Tal qual a luz da lenha na parede de barro cru.

Expressando o belo segundo crepúsculo.

A chuva ora caia, ora sumia.

As paredes úmidas, 

O piso gelado

Faz a gente pensar nessa existência bruta.

Faz a gente pensar nos eventos recentes,

Nos eventos distantes...

O tempo ora contraindo, ora dilatando em nossa mente,

Os nossos sentimentos ora aquecendo, ora esfriando...

Tentando entender a fragilidade da existência...

O vigor infantil, a sabedoria senil,

Tempo por vir,

Tempo ido...

Tanta coisa tramando nossa consciência...

Constituindo quem somos,

Quem queremos ser,

Quem fomos...


E o que mais

 errinha dos Pintos, 24.6.25.

Ontem, trabalhamos na contratação da fogueira, Vinícius e eu.  Selecionamos as madeiras de cajaraneira, coco catolé, feijão bravo, Pinheira, timbaúva, angico. Fizemos uma bela fogueira. Depois passamos o dia todo em casa. A noite acendemos a fogueira, soltamos bombinhas e fogos. Comemos bolo e pamonha.

Fogueira

 Hoje é noite de São João. O ano é 2025. O lugar é Serrinha dos Pintos. Meu nome é Rubens Queiroz.

Aqui, tantas vezes, ajudei meu pai a fazer a fogueira para a noite de São João. A gente saia pelo sítio para procurar madeira. Achavamos madeira de cajueiro, cajarana, e fazíamos aquela fogueira. Era bom trabalharmos juntos.

Sentimento

 Sinto amor por tudo aqui na minha terra natal. 

Do nascer ao pôr do sol meu peito se enche de alegria tão fàcil e rapidamente.

Aqui sou eterno.

Aqui sei quem sou num instante.

A natureza fez morada no meu peito.

Eu entendo a vida rapidamente aqui.

Aqui dormem Queiroz e Teixeira...

Aqui durmo plenamente.

Aqui sinto que sou mais forte.

Ontem mesmo fui com meu filho num lugar que há décadas não pisava o chão,

Mesmo assim tudo me é familiar,

Porque tudo habita em meu peito.

As matas de marmeleiro e juremas.


Sim! Aqui nem preciso pensar.

Tudo é sentimento.

Amo tudo e tudo se faz eterno.

As vacas serão sempre caretas, os cães dogues...


Fui a casa de vovó Chico me senti bem.


Os poucos que me restam e os que existem me apego ligeiro....

Porque sei que somos só um, apesar de sermos muitos.

O que?

 Em algum lugar de Serrinha dos Pintos, um jovem passa a tarde quente e ensolarada. Após uma manhã perfeita, pois cumpriu todo o seu dever com sucesso. Almoçou e a tarde caiu curta, pois são muitos os propósitos de sua mente, aprender inglês, matemática, literatura, português, química, física e Biologia. O jovem rapaz ver um pouco de tudo com pressa. Sua pressa tem um motivo que é passar no vestibular. Certo dia ele se depara com um livro de Gandhi. Podia ter se encantado com a bíblia ou simplesmente dormido a tarde inteira.

Ele queria tudo, mas tudo é demais.

Assim tarde após tarde, ano após ano, conseguiu passar no vestibular. E um dia foi embora.

Novos mundos foram descobertos... E ele percebeu a impossibilidade de se conquistar o mundo.

Existência

 A gente está sempre mudando a medida que estamos aprendendo. 


Fui na lada do biscoito terei um ficou 18.


Andando no sítio de papai estou num lugar onde vivi tantas coisas maravilhosas,

Tantos desesperos existenciais.

Concha

 Andando no mato com meu filho, encontrei uma concha de caracol.

Estava parcialmente enterrada, tinha a cor de leite. Na concha um desenho de uma espiral. Então voei na imaginação. Em que parte desta espiral me encontro?

Não tão ignorante nem tão iluminado.

Onde estou e o que é a suficiência?

Tempo

 É no tempo que ocorrem os fatos. Ontem, hoje e amanhã.

E é em sua espiral que vão se imbricando e se desenovelando.

Se imbricando no passado se desenovelando no futuro.

O espaço é eterno.

Nos seres casuais tecemos nossa existência no tempo e no espaço.

E isso é apenas um pensamento.

Junho/2025

 19 de junho de 2025

Estou em Serrinha na casa que pertenceu aos meus pais. Neste momento sento uma cadeira de plástico que mamãe comprou.  Estou sentado na frente da casa. À tarde é o melhor lugar para ficar por fazer oposição ao sol e assim é o lugar mais fresco. Além disso, a frente fica voltada para a estrada. Aqui sentamos tantas vezes neste horário. Aqui pensei tanto na vida. Antes havia apenas sítio, mas agora tem casa e ponto comercial. Agora tem um pé antigo de mais de 40 anos de açucena, uma soca de coqueiro, um pé de araçá, um pé de Jasmim, uma espada de são Jorge, um cumarú. 

Aqui vivi tanta coisa. A vovó sinhá morou conosco depois que vovó se foi. Festejamos o casamento de Begue 😌, e nossos aniversários meu, de Rosângela, Meire, Li, e Roberto. E de papai Chico e mamãe Didi.

Estudei para o vestibular, comemorei a aprovação. Plantamos no inverno, colhemos no verão. Vários anos passamos aqui. Dormi tantas vezes nesses quartos.

Eu me fiz aqui.

Andei perdido aqui.

Somos apenas consciência...

Tudo deveio e não restou nada. 

Agora tento me resignificar.

Minha mulher e meus filhos estão me ajudando.

É isso

Memórias

 O meu passado vez por outro é sentido.

Alguma sensação repetida faz acessar minhas memórias mais pretéritas e de alguma forma reafirmamos esta memória quando expressamos.

Hoje mesmo recontei não sei quantas vezes, mas já o fiz várias vezes. Que tinha medo de flores de Jasmim pela forma da flor? Pelo odor liberado. Na minha cidade usava flores de Jasmim para enfeitar os mortos.

Minha primeira experiência foi algo muito intenso. E não entendia aquele monte momento. Muita emoção, muito choro, muita dor. Uma  exploração de sentimentos.

Tudo isso ficou gravado na flor do Jasmim. Desconstruir, mas nunca me esqueci.

17/06/25

Explosão de Felicidade

 Sassá convidou Pedro seu amiguinho para vir lá em casa. Pedro é irmão de Júlia que quis vir também. A mamãe foi buscar eles, como o papai se atrasou, seu Zé avó de Ravi deu carona. Quando chegaram lá em casa. Ravi quis ficar também e ficou. Foi a maior festa. Nunca vi tanto menino junto. Pula pra cá. Pula pra lá. Foi a maior alegria que durou tão pouco. Logo as mamães vieram buscar os meninos. Logo Sassá foi dormir. Jantou, mamou e dormiu. Tava numa reunião e nem brincamos. Assim foi.

Silêncio

 O silêncio preencheu a minha mente

Não era ausência de som,

Mas ausência de pensamentos 

Não era presença de memória.

Era o aqui e a gora

O ser e existir em mim.

16/06/25

Pantufas

Fim de semana passei todo com Sassá!

Ficamos em casa e nos divertimos muito brincando com duas pantufas monstrengas.

Desenhamos e brincamos muito.


13/06/25

Hoje

 Hoje acordei,

Vi o sol nascer,
Senti a brisa,
Vi as cores no grande firmamento e nas pequenas flores.

Vi crianças brincar e homens a trabalhar.

Almocei com minha mulher e meu filho,
Ganhei um presente, daquele que dei ontem.
Pensei, conversar e aprendi.
Agora posso sorrir novamente.
Perceber o dia a passar,
Esperando a noite chegar.

Hoje tive oportunidade de ler por prazer e pra me informar.

Hoje vivi.

Com amor

 Sassá vai para a escola e adora ir perfumado.

Ele aprendeu na escola a ser abraçado pela professora, pela coordenadora e pelos amigos.

Ele aprendeu e gostou de ouvir que está cheiroso. Então comprei uma porção azul da coragem.

Ele usa todos os dias antes de ir para a escola. Gosto de pentear o cabelo dele. Acho que ele aprendeu também, mas ele gosta de cabelo grande e dá trabalho.

Ontem comprei uma porção amarela da amizade. Ele amou.

Na verdade, fui comprar uma lembrança para a mamãe dele, mas adivinhe.

Ele acabou ganhando também.

Pai e mãe é bicho besta.

Nem lembro mais quando comprei algo para mim.

Coisa de vaidade já era.

Agora é Sassá.

Ah. precisa comprar uma chinela.

Fazemos com amor.

Maracanã e o jambo

 Ontem, quinta a manhã estava linda fresca e de céu azul.

Preparando o café ouvia as ararinhas maracanãs vocalizando.

Elas veem sempre aos pés de jambo que tem tem na rua da frente e da frente do lado.

Ao sair para o trabalho, vi duas lindas. Lá no olho do pé de jambo.

Elas gritavam. Ai olhei no pé de jambo e só consegui ver o casal por causa da máscara branca que elas tem.

Suponho que fosse um casal. Quase imperceptível entre as folhas do jambeiro.

Pensei, nessa parceria, nessa relação da maracanã legitimamente brasileira com o jambo legitimamente indiano.

Quando chegou aqui e por onde chegou?

Com certeza pelo mar.

No sudeste ou no nordeste?

Hoje é uma planta tão comum. Aqui era abundante nas casas, mas aos poucos as casas estão virando prédio e os jambeiros estão com os dias contados nas ruas. Principalmente aqui nos bancários...

Essa bela relação unilateral do jambo com a maracanã.

Será se irá durar?

Um dia um casal conheceu um pé de jambo que estava repleto de frutos. Pousou e comeu até ficar de papo cheio. Foi embora, mas aprendeu onde ficava aquele pé. Então na outra estação teve filhotes e trouxe os filhotes e esses ficaram adultos e tiveram filhotes... E essa relação se estenderá até quando?

Enquanto não cortarem o pé de jambo...

12/06/25

Na natação

 Que interessante!

Sassá perdeu o medo de nadar com a mamãe.

Comigo não dava certo.

Estou muito feliz por ele ter superado o medo.

Que ele avança na aprendizagem.

Excelente.

11/06/25

Memória afetiva

 O meu passado vez por outro é sentido.

Alguma sensação repetida nos faz acessar nossas memórias mais pretéritas e de alguma forma reafirmamos esta memória quando expressamos.

Hoje, terça-feira de junho, mesmo recontei não sei quantas vezes, mas já o fiz várias vezes. Que tinha medo de flores de Jasmim manga pela forma da flor? Nada disso, sim pelo odor e liberado e pela cor. Na minha cidade usava flores de Jasmim para enfeitar os mortos.

Minha primeira experiência foi algo muito intenso. E não entendia aquele monte momento. Muita emoção, muito choro, muita dor. Uma  exploração de sentimentos.

Tudo isso ficou gravado na flor do Jasmim. Desconstruir, mas nunca me esqueci.

Escondido

 Sassá está muito esperto. Começando a fazer coisas as escondidas. Ontem estava usando o apontador para apontar um pincel. Eu reclamei. A dú...

Gogh

Gogh