Manhã prima,
Sol sobre a nuvens,
O bafo da chuva ainda se desprende da terra molhada.
A sensação de calor é do tempo
Ou do chá que tomo?
Os quero-quero voam cantando,
Como quem dança,
Como quem agradece a chuva.
Venho testemunhando essa cena em tantos lugares...
Soa como um reflexo no tempo.
Quando percebi pela primeira vez não sei,
Mas onde sim. Posso afirmar que foi na minha terra mãe.
Meu berço materno.
Um dia, creio quando criança percebi...
Deveras foi no primeiro trimestre do ano.
As ervas germinadas no campo.
O carvão enxuto dormindo no chão molhado.
A semente de mucunã germinando lentamente,
Se hidratando na cama de folha da mata,
Mirada pelos caules cinzentos ou marrons...
As vezes, ninadas pelos sapos a dançar e namorar nos tanques sobre xistos.
Uma chave... uma breve memória que renasce enquanto há vida neste corpo, neste ser.
Enquanto existir...
E veja a existência faz sentido em sua história,
Em sua imanência... para além de tudo isso a transcendência.
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