08/03/26

A alteridade

 Quando algo me agrada o que está acontecendo em meu ser.

Estou compreendendo, concordando. Estou abstraindo?

Tantas coisas me agradaram na vida.

Depois descubro que foi uma paixão, acho que foi uma ilusão.

Agradam-me principalmente coisas trazidas pelos sentidos,

Sabor, odor, forma, combinação de cores...

Porque não tudo isso junto e uma pitada de biologia.

O que acontece com meu espírito ao se deparar com uma fatia de pudim.

Ou quando no alto da juventude um olhar se cruza ao meu e a parte me leva a ver o todo

E algo me é revelado, o belo.

E algo me é revelado, o feio.

Que é o belo e o feio, senão uma condição a qual sou exposto o tempo todo e sou levado a categorizar.

Há biologia por trás destes conceitos?

E os elementos intelectuais, contemplação das ideias?

A fé na razão, na ciência, na manada.

O que é tudo isso, senão uma centrífuga que nos confunde,

Que nos faz confrontar o tempo todo a autoconsciência... o eu e a alteridade.

Essa forma de pensar é natural?

Talvez pareça se não pararmos para ver o todo e não as partes.

Lua

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Gogh

Gogh