O silêncio da madrugada me desperta.
A luz tênue da manhã começa a surgir.
Fora canta um sanhaçu,
Um som forte e próximo,
Vou até a sacada.
Voa e o silêncio reina.
Volto a cama sinto o calor da coberta,
Cheiro os cabelos e meu filho.
O tempo, esse pensamento que me perturba,
Vem a minha mente,
Então o espanto...
Vou a rede armada na sala.
Olho através da janela,
Olho meus quadros de uma casinha, mandacarus e macambiras,
Olho para ele e vejo meu sertão.
Um sertanejo no litoral tem que ter sementes de sua terra natal espalhadas na casa...
O tempo avança.
Um carcará pousa na antena do prédio a frente.
Majestoso, vocaliza e arqueia o pescoço.
Repete poucas vezes,
Depois voa...
Onde estou... Perdido no mar de ideias.
Então, vou preparar o café.
E tudo se conclui aqui.
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