Quando cheguei lá,
Tomei um susto
Um susto de realidade.
Casas trepadas nas barreiras,
Casas de tábua,
Casas de lonas...
Casas...
A minha casa pareceu um palácio.
E ninguém ali, imaginava,
O que em minha mente passava.
A gente anestesiada,
A quela gente acostumada,
A chuva e ao sol,
As casas onde morava,
As casas que ali estavam.
Eram casas.
Eram pessoas como eu,
Vivendo sua vida,
Vivendo sua realidade,
A mim uma triste realidade.
Irreal a minha realidade...
Tudo bem, ali era ali.
Bem distante daqui.
Quem se preocupava
Com aquela pobre gente,
Com nome, com voto...
Seu valor,
Nitidamente marginalizada.
Recife...
Grande Recife.
A capital da cultura,
A capital do Pernambuco...
É real,
Em sua entrada não mostra maquiagem
´
É tudo gente e verdade...
Fiquei afetado,
Fiquei impactado...
Mas descobri naquela gente,
Amizade, bondade.
Gente real...