O amor tudo vence,
O tempo,
O espaço,
A vida.
Que delícia ver os livros ordenados na estante.
Cada um melhor que o outro.
Como num banquete delicioso,
Os livros nos convidam a devorá-los.
Deixemos os livros de lado,
Melhor ir ver fotos,
Melhor admirar as flores
Admirar os pixels.
Paisagens coloridas,
Paisagens sopradas,
Paisagens cantadas...
A última vez a contemplar um inverno.
Como foi generoso o ano.
Que grande safra.
Um dia seremos ceifados.
Meu pai dormiu na eternidade.
Faz tanta falta.
Os livros estão na estante.
A natureza viva.
A saudade intensa.
Que duro que é uma partida.
Melhor ir ouvir Galeano.
É isso.
Dia de vento frouxo,
Ensolarado,
Dia saudoso.
Dia de tempos atrás.
O tempo subjetivo,
O tempo em minha mente,
Memórias, memórias.
Divertimento 136 Mozart
Tempo tempo.
Saudoso Neruda cantando o amor
Tudo é tão lindo e pleno.
Sinto a vida em plenitude,
Livre...
Tudo que me emociona...
Então o que é a vida?
Que saudades de ti papai.
Desde que partiu não ti vi mais,
Não te ouvi.
Que saudades de ti papai.
Por que disse adeus?
O mundo ficou tão vazio e frio sem ti.
Que saudades de tuas histórias.
Que saudades de tua fala.
Fala que é a substância da palavra.
Agora perdi...
Que saudades de seu jeito humilde e simples.
Os dias são muito difíceis sem ti.
Dias de tristeza,
Saudades de sua alegria.
Tu se foi tão cedo,
Já me alertava que iria.
Não conheceu meu bebê.
Ele está como o senhor achava lindo,
Bem gordinho.
Tá pedalando.
Sinto muito sua falta.
Te amo.
O mundo,
Uma sinfonia,
Mozart, Marx,
Gogh, Borges, Kafka,
Parahamsar, Jesus...
Palavras que me influenciaram,
E me influenciam.
Assim como Gandhi, Tolstói...
É tudo uma construção mental?
Tudo produto do meu querer?
Somando as coisas, imagino que sim,
Creio que sim,
Pode ser que não.
Não sei.
É preciso alicerce,
Uma base.
Ou nada.
Avesso ao mundo,
Aqui estou.
Não estou só.
Tem a mamãe,
Os irmãos,
Dayane e Vinícius.
Papai se foi.
Que saudades.
Tudo está igual.
Tudo está acontecendo.
Se vai.
O mundo que aí está.
Não é um mundo novo.
O mundo é mundo a muito tempo.
Até o tempo se perdeu no mundo
E o mundo perdido no tempo.
Algo inconcluso.
Algo indefinível.
Tudo tão rápido.
Algo assim.
O tempo tem mudado rapidamente.
As coisas tem acontecido rapidamente.
Não tenho conseguido pensar.
Não sei se é o tempo ou se sou eu.
Sinto-me desorientado.
As coisas perderam a lógica
De uns tempos para cá.
Um aperto no peito me toma.
Nada pode mudar o ocorrido.
A dor que me tomou me atordou.
Coisas acontecem.
E continuo perdido enquanto sofro.
A vida ganhou um outro sentido.
A manhã nasceu e passou,
Os pássaros cantaram e a enfeitaram.
Quantas manhãs nasceram e nem percebi.
Hoje a manhã desperta com um grande amor,
Desperta com o meu bebê.
E o mundo fica mais lindo.
Que venham mais manhãs,
Que cante o sabiá.
Enquanto dia é.
A matinha, nossa matinha de árvores tortas e finas. Matinha de troncos cinzentos, de folhas caducas, quando a chuva para dourado fica o chão e nu sua copa.
Matinha de folhas finas cartáceas. De um passado amado de um presente poente.
O tempo se calou.
A realidade aí está.
Minha memória...
Meu amor por papai.
Nosso amor em comum pela natureza.
Nossa terra está viva, mas papai dormiu,
Dorme na eternidade.
Meu peito dói a sua partida.
Nosso amor é nosso vínculo supremo.
Matinha aí que saudades de papai.
Livros na estante, tão maravilhosos.
Organizandos por áreas.
Cada um mais apetitoso,
Cada um mais maravilhoso.
Mas devorar livros não é tomar sorvete.
Quando chega a hora de se alimentar
De um bom texto falta coragem,
Disposição. A sensação é de cansaço.
Faz cinco meses que papai se foi e quase
Esse tempo que Vinícius chegou.
E não consigo me organizar.
Fico como um adolescente,
Namorando os meus livros.
Saudades de tudo isso.
Agora é outro momento.
Então, paz e calma.
Espero voltar a palavra.
Ouvi as aves amanhecerem,
Ouvi a manhã nascer,
Estava escuro,
Mas vi,
Ouvi.
Coisas acontecem o tempo todo.
Até na manhã.
Não ouvi as aves.
Não ouvi Mozart.
Não ouvi...
Ouvi músicas de bebê,
Dancei e cantei músicas de bebê.
Pouco contemplei o mundo,
Contemplei Vinícius,
Minha alegria,
Minha poesia,
Minha vida.
Nunca amei tanto.
Vinícius é muito dinâmico,
Toma o tempo dos suspiros
A vida fica mais colorida.
A manhã,
À tarde,
Todo o dia ensolarado,
Após as chuvas como é extraordinário.
A gente se sente bem.
A gente se sente feliz,
Com a vida e suas cores
Com cada coisinha da vida.
Assim a gente vai aprendendo a viver.
E a construir uma vida.
Tarde maravilhosa,
Através da qual vivi...
Dourada luz áurea,
Que foi se horizontalizando no poente,
Vi a areia solta no chão, alvinha,
Vi o verde viçoso das árvores, viridescente,
Vi um cordão de formigas carregando pão.
Sossegadamente se passou,
Tarde de domingo,
Passeamos aqui ali nas ruas das três ruas,
Tudo em paz,
Pessoas sorrindo,
Pessoas cantando,
Vivendo,
Sobrevivendo a pandemia.
Aurea luz que encerra meu dia,
Que sossegou o ser,
Parte em paz este domingo,
Amanhã virá outro.
Com a graça de Deus.
Sanhaçus vocalizam lá fora.
Aqui dentro esta quase claro,
Deitado fico atento ao mundo lá fora.
Vejo com os ouvidos.
Um galo cantou,
Um gavião,
Um sanhaçu,
É manhã.
É manhã.
A vida é tão vasta e maravilhosa.
A vida é a certeza da existência é ação.
Na vida temos impressões, percepções e entendimento ou consciência.
Cada um ao modo de sua percepção.
E é pela percepção que traçamos nossas linhas lógicas, nossos discursos, nossas intenções.
É pelo nosso entendimento que nos posicionamos como ser.
Porém nunca temos uma definição de ser.
Somos o desenvolver de nós mesmos.
Somos nosso entendimento que provém em parte de nossas impressões e percepções, portanto grande ou toda parte subjetiva.
Não sei se atingi o alvo com esta mensagem,
Porém continuarei tentando.
As ideias podem se materializar através do trabalho.
As ideias podem serem transmitidas pela escrita.
Existem boas e más ideias.
O que é uma ideia?
Algo que podemos repassar.
Coisa do tipo.
As coisas mudam.
Somos resistentes a mudança,
Mas esta é necessária.
Mudei tantas vezes.
Lembro da tarde que deixei Natal.
Lembro da noite escura que deixei Campinas.
Lembro da manhã que deixei Brasília.
A noite que deixei minha casa.
Todas as mudanças foram muito doloridas.
Que coisa difícil deixar algo para trás.
Mas algo novo sempre acontece.
É assim a vida.
Dia plúmbeo chuvoso,
A chuva choveu o dia todo.
Só quando a noite anoiteceu
A chuva cessou,
O silêncio da manhã era ensurdecedor,
Só se ouvia a chuva
Nenhuma literatura me acompanhou,
Nenhuma música.
Só Vinícius meu bebê.
Aqui estou cansado
E ele dorme feito um anjo.
Manhã tu que nascestes silenciosa,
Tu que nascestes molhada e úmida,
Nascestes silenciosa.
Pardais vocalizam no silêncio.
O escuro ainda faz sombra no quarto,
O céu esta chumboso,
Que delícia este momento.
Esta manhã silenciosa de quinta-feira.
Vivendo no automático,
As coisas não nos espantam.
Que coisa sem graça.
O tempo passa e parece que nada ocorre,
Nada de graça.
Coisas boas e ruins acontecem.
Tudo passa.
Ficam memórias,
Ficam as saudades.
Como dizia um hino
Nos cultos "tudo aqui é passageiro, tudo aqui é ilusão".
É só uma questão de tempo.
A eternidade ela existe?
Acordo e durmo antes e após Vinícius.
Ser pai é um ato de doação
Por isso que é o maior ato de amor.
A gente faz tudo de dia e fica feliz com
Coisas simples como um riso,
Um afago.
Hoje Vinícius me chamou.
Foi tão gostoso.
Amo tanto meu bebê e sua mãe.
Uma manhã ensolarada,
Fria da noite passada,
Cantada pela passarada,
Alegremente celebrada,
Amanhece em nossa vida,
Alegre feito poesia,
Contente despertamos,
E ficamos felizes,
Pelo instante em que somos.
A saudade bate
E entra e age e dói.
Lembranças vivas em nós.
Uma fotografia,
Uma poesia.
Um estado de ser,
Tudo a seu tempo,
Tempo de viver,
Tempo de descansar,
Tempo de amar.
Tempo.
Silêncio.
Do oco da caixa da mente
Algo há de sair.
Memórias vivas
Se vão
Como bola de sabão.
A noite,
O céu estrelado,
Estrelas brilhando,
O silêncio.
Pensamento,
Sentimento,
Saudade.
Saudade pela ausência de meu pai.
Dor de sua perda.
Onde estará sua alma?
Parte dele está comigo.
Está comigo aqui e agora.
Saudade que ecoa no meu peito,
Que inflama minha alma.
Saudade...
Nossas lágrimas que compartilhamos a cada partida.
Amor sublime.
Deus me dê aconchego,
Porque meu peito ainda está ferido,
Meu peito ainda dói.
Falta tempo para os pássaros.
Falta tempo para Mozart.
Falta tempo para a leitura.
Um ser apaixonado nem pensa.
O desejo pelo que não se tem.
O tempo se esmigalha.
Se esfarela feito pão seco.
Vejo as columbinas.
Bem ti vis ou gaviões.
Cadê as saíras?
Na ancia de acabar algo
Se descobre a falta de mais em espiral
Passamos a viver.
As folhas amarelas
Caíram no chão.
Me fez lembrar solidão.
Mudança.
Enfrentamento.
Falas amarelas que se desprenderam do ramo.
E tudo mudou.
Anoiteceu.
A noite está silenciosa e escura.
Mas a reflexão veio do silêncio.
Esse silêncio que se fez quando partiu.
Sua voz costumava quebrar o silêncio.
Alguma informação, uma piada pronta que conhecíamos a muito.
Quando não dormias e ficava te observando
E te admirando e vendo o que o tempo fez a nós.
Nossa conversa era por telepatia.
A presença já era suficiente.
Depois nos recolhiamos na noite e mais uma manhã vinha.
Acordava e ouvia suas atividades,
Varria o terreiro ou colocava lixo ou atendia um vendedor.
Que saudade de ti papai.
Que saudade de tu.
Onde estiver sua alma.
Que sinta o quanto te amo.
Por hora divido seu amor com meu filho Vinícius.
Estava pensando como dividia bem seu amor conosco seus filhos.
Saudades.
Como dói o silêncio.
Mas se assim Deus o quis.
Que Deus te abençoe.
Te amo papai por enquanto só posso beijar a cabeça de Vinícius e como beijo.
Lembro o quanto beijei a sua. Saiba que foi com todo amor de todo o meu ser.
Meu eterno pai, mestre e amado.
O dia passou tão rápido. Missa pela manhã na internet. Vinícius no colo. Café e brincar. Um pouco de trabalho. Vinícius e colo. Banho de Vinícius. Dança com Vinícius. Almoço, lavar a louça. Trabalho. Vinícius e seu passeio, suas fraudas trocadas. Segunda e terceiro banho. Forró do sono. Primeiro sono. Segundo e finalmente último sono.
Ufaa.
Maio é o mês das mães. Um belo mês com capa azul. Mês de nossa senhora. Maio é sinal de esperança, festa e alegria. Pré São João a mata toda verde e florida o vento venta. Parece que o mundo se modifica. As flores alvas dos Calumbis. Os borrachudos aparecem. Mas é tanta coisa boa. O amarelo das sennas e catingueiras, o alvo das juremas, rosa e azul das Jitiranas. Coisas assim me deixam feliz.
Quando há barulho, prestamos atenção no silêncio. Quando há bagunça, buscamos restabelecer a ordem. Após uma avalanche de coisas sempre se tem uma experiência. Como é bom ouvir o compositor favorito e prestar atenção aos detalhes das coisas e se sentir bem. Porque a vida é uma benção que descobrimos quando é tarde. Senti falta quando Ruben Alves se foi era tão maravilhosa e inteligente sua fala. Ainda vejo suas palestras. Lembrei por acaso dele no meio dos meus pensamentos. Tenho pensado tanto e nada ao mesmo tempo. Não se pensa em nada quando se pensa muito. Pensar é linear. Acho que pensar é organizar a casa e ou as ideias. Quando a gente organiza as ideias a noite, ruminando os acontecidos. Não consegui assimilar que papai se foi. Ai fico perdido nos pensamentos ou melhor no inacreditável. Assim é.
Tudo está acontecendo tão rápido.
Que nem vejo acontecer.
Tenho pensamentos bons, porém efêmeros.
Quando vejo a música acabou.
Vinícius está quieto, mas não dormiu.
Lembro de ver duas rolinhas se assanhando
Numa antena de tv onde tinha um bem-te-vi.
Pensei no fato de conhecemos o que se mostra e o que se dá. A natureza dos animais.
As plantas, partes das casas e o resto fica oculto.
Não foi bem isso.
Culpa já sabe de quem né.
A estante repleta de livros com suas capas, suas texturas e seus autores. Está ordenada por seções: filosofia, literatura, arte, religião, botânica, biografia, fotografia, Borges... Saudades de ler, de ter um tempo para a leitura. Essa semana fomos caminhar com o Vinícius três dias seguidos. Foi maravilhoso. Já viu né. O tempo é só do Vinícius, trabalho e redes. Redes sociais quem dera fosse uma rede. Cada coisa a seu tempo. Vontade tenho muito de ler, só que as prioridades são outras por hora.
A caatinga tomou cor,
De ramos brotou o verde foliar,
Do chão seco fez o úmido,
Nesta terra amada,
Por nós cuidada,
Vivemos maravilhosos dias,
Algo tão sublime,
Aqui fomos,
Somos passageiros por tudo aqui.
Atemporal é o amor.
A tarde caindo.
Tarde de domingo,
Luz dourada difusa,
Um gato dorme na biqueira,
A máquina de roupa sacoleja barulhenta.
Amanhã será segunda.
Em outros tempos teria aula,
Em outros tempos laboratório.
Mas tudo mudou.
Estamos no segundo ano de Pandemia.
Quando vai passar?
Deus dará.
Dias que a gente nem percebe passar.
Atividade a toda intensidade de manhã, à tarde e à noite. No fim do dia estamos exaustos. Sem ter como recarregar as energias ao contemplar a natureza.
Ouvir os pássaros no nascer e por do sol.
Ouvir uma música.
Ler um texto.
Contemplar o jardim.
Fazer algo prazeroso e se sentir bem.
Ver o mar e a vastidão do oceano.
Hoje, conversei com uma amiga mais que de costume. Confidenciou que precisa mudar.
A gente precisa refletir e repensar nossos hábitos sempre.
Precisamos buscar melhorar.
Em paz.
Acordei e despertei ouvindo aves e pássaros.
Pardais, sanhaçus, carcará e um galo.
O ronco da geladeira na casa vazia.
A luz semicerrada e a sombra dos Livros.
As três Ruas vista pela janela.
A consciência do Covid19.
Desperto para uma nova jornada.
Um dia novo se inicia.
Hoje é um novo dia. Com memórias muito angustiante e triste do pior evento que ocorreu em minha vida. Não tenho lembrança de algo mais doloroso e triste e angustiante. Como todos os seres humanos que teve a dor de perder seu pai sabe o que estou sentindo. As memórias são vivas e dilacerantes. Acender uma vela, rezar um pai nosso, lembrar dele de forma terma como quem sabe como foi termo viver ao seu lado. Como era bom ouvir sua voz, sentir sua presença, seus gestos simples, mas cheios de amor, de carinho e de paternidade. Todos sentimos a falta de quem amamos. Sinto a falta, pois não terei ele para me abençoar e abençoar meu filho. Tudo me faz lembrar meu herói, meu amigo, meu irmão de fé. Como irei olhar nossa matinha? nosso orozinho? Nossas aroeiras, nossos angicos e nossos catolés. Ficou um grande vazio. Triste vazio, substancial... Nossas paixões pela vida, pelas flores, pelas aves, por nossa terra! Agora dormes papai. Dormes que as flores enfeitam sua morada. Não ouvirei mais seu caminhar arrastado, não verei suas roupas desengonçadas, não terá quem vá comprar pão e carinhosamente me dava a sacola para escolher um e contava a estória de vô Sinhá. Agora só ouvirei Nelson Gonçalves sozinho. Nada sobre política, sobre a vida cotidiana... Nossa relação agora é puramente espiritual. Ocupas todo o meu ser, minha carne, meu coração, meu cérebro e minha alma, pois sou biologicamente 50% de você. Se estou escrevendo, se estou chorando é porque a saudade é grande como o meu amor é grande e como a vida é grande. No céu, firmamento de Deus, vejo estrelas brilhando e nele você vive paizinho. Sob este firmamento que é a terra vives. Bem aqui no meu peito. Hoje é um novo dia, ontem estivemos juntos, amanhã estaremos juntos. O tempo é relativo. Sua memória eterna está, enquanto eu viver. Te amo. Papai Chico.
A chuva chovendo,
As águas escorrendo,
Embalando os sonhos,
Sonhos tão jovens,
Sonhos tão puros,
Pura imaginação,
Puro coração...
Sem raiva, sem amor...
Puro.
Um suspiro real de alegria,
Ler uma poesia de Neruda,
Quanta satisfação,
É uma real distração,
Sinto os lugares,
Sinto as sensações.
Neruda...
Memorial da Isla Negra.
Debussi.
Agora o dia se foi
É noite escura.
O tempo passou e nem percebi.
Enche o peito do ar frio da madrugada. Traz em si um cheiro particular, Cheiro das chuvas de abril, Cheiro da mata molhada. O silêncio é su...