11/05/15

Cansado

O cansaço,
Nenhum espaço,
Para pensar,
Sorrir ou amar,
Somente dormir,
E relaxar,
Se preparar
Para um novo dia.

10/05/15

Reflexão, reflexo, refletir

https://www.youtube.com/watch?v=LlvUepMa31o

A vida pulsa,
Quer acontecer,
A vida acontece,
E sempre segue em frente.
O mundo não para por nossa causa.
O mundo continua sempre a girar,
A nos presentear com dias e noites.

E o que eu percebo do mundo?
O que eu aprendi a perceber do mundo?
O que eu quero que as pessoas percebam do mundo?

Não posso ficar olhando apenas para o meu umbigo,
Não posso esperar que as coisas caiam,
Tenho que agir,
Tenho que pensar,
Tenho que deliberar!

Amanhã pode ser tarde demais!
O amanhã pode não existir,
Pode ser abreviado.

Por tantas coisas...
Faça o que acha que deve ser feito.

Cante, corra, sorria, abrace, ame...

O tempo passa em nem percebemos,
Não percebemos quando não temos um espelho...

É preciso ter um espelho,
Para ver o reflexo,
É preciso ter um espelho na consciência!

É preciso ter discernimento!


Leve!

A noite segue,
Vai se aprofundando nas horas,
Passam-se os instantes,
Nos distancia de um início
E nos aproxima de outro...
Quem sabe o que vai acontecer amanhã?
Só sabemos do que se passou hoje e olhe lá.
Os segundos não voltam.
Por isso segue em frente sempre.
Só mais um dia que passou,
Amanhã não!
Pode ser o grande dia,
Como todos os grandes dias que se passaram,
As pessoas que conhecemos,
Os instantes divinos,
Não exitem instantes divinos,
Pois tudo é divino.
E a noite vai,
E o descanso,
Torna leve minha alma,
Minha alma.

09/05/15

Metafísica do Momento

A brisa que passa,
O grilo que canta,
O sapo que canta,
Ah!
Essas coisas me espantam,
No silêncio da solidão,
Nossos pensamentos gritam...

E vejo os homens passarem,
Em seus labirintos,
Giros e sulcos...

É loucura tentar entender,
O aentendível,
Os passos firmes pelo chão,
Ouvido alerta,
Nada é eterno,
Tudo é o eterno devir.

Conjugar o verbo amar

No escuro da noite,
Brinco com meus sonhos,
Não estou só,
E o dia revela a realidade,
É hora de sonhar,
É hora...

Bom cadê o verbo Amar?

Por medo de conjugar,

Esqueci as desinências amorosas,

Achei melhor não conjugar,

Agora,

Conjugo

Um substantivo abstrato

Chamado solidão!

Ondas da alma

Vai, vai, vai...
Vai noite,
Vai lua,
Sigam estrelas,
Siga vento,
Siga vida...

Vai...

Tempo que não volta jamais,

Flores fecundas,

Veias, rios de sangue,

Alimento para a alma,

O tempo oco,

Tempo mudo,

Vai,

Meus sentimentos
Marcam o tempo,
São minha alma,
Cadê minha calma?

Queria te ver,
Está com você...

O que me resta é só
Poeira ao vento.

08/05/15

Aprendido

Quanto mais eu vivo,
Mais descubro como
Posso ser feliz descobrindo
O mundo.
Quando a gente vai amadurecendo
Passamos a perceber as coisas com mais sutilezas,
a valorizar cada momento,
Cada instante.

Uma música,
Uma comida,
Uma textura,
Uma brisa,
Uma brisa,
O horizonte,
O mar...
O céu azul,
Nuvens de algodão,
Um cochilo,

Com a idade
Enfim aprendemos a viver.

07/05/15

Dúvida

Observar a lua
Ou ler Borges,
Ou ouvir Bach,
Ou observar Gogh,
Ou está com uma pessoa querida,
Ou trabalhar para compensar os atrasos,
Ou se refrescar em frente a praia,
Ou, ou, ou...

A verdade é que temos tantas opções,
Mas optar nos angustia,
Gera incertezas...
Não se saberá se não optar,
Não podemos morrer de fome como fez um asno
sedento e faminto que morreu de fome ao chegar num vaz de açude,
Não sabia se comia ou bebia primeiro.

06/05/15

Percepção

E a lua que surge na noite seguinte,
Desaparece na manhã seguinte.
E o que eu percebo dessa lua?
Talvez nem pare para contemplar,
Talvez a vida passe sem que percebamos.
E o que devemos fazer?
Cada um tem sua prioridade.

Plena noite de lua

A noite,
Ontem a noite enluarada,
Lua cor de prata,
Crescia em busca do céu,
A todo momento
Um véu de nuvens,
Apagava e acendia a lua.
E contemplando a lua,
Pensava sobre a brevidade da noite,
E nos ciclos da lua,
A rua estava vazia,
Silenciosa
E só o apito quebrava o silêncio,
Quando acordei a lua estava diminuindo,
Partido para o amanhã,
Enquanto isso os grilos cantavam
Não sei se para a lua ou para a madrugada ou para a aurora...
E minha alma sorriu alegre.

05/05/15

Ode a Mangueira (planta)

Contemplei uma linda árvore,
Do frutos doce e calda amarela,
Árvore extremamente bela,
Que vai renovando seus ramos,
Como coxa de retalho,
E suas folhas cor de goiabada,
Viçosa por desenvolvimento,
Ao verde toma contra mão,
E floresce, inflorescências
De flores tão pequenas,
Mas forte mente aromatizada,
Sob sua copa fechada,
A sobra parece chamar o vendo,
Oh!
Maravilhosa mangueira,
Que aqui chegou sobre as frágeis naus,
Tens no Brasil como todo o povo
Aqui chegado,
A sua grande pátria mãe,
Maneira homenageada na grande festa do carnaval...

Quando acordo e caminho nas três ruas,
Eu te vejo e te beijo com os olhos.
Doce mangueira,
De doces mangas,
Em teu doce fruto,
Minhas gerações adoçaram a vida
E minha sementes continuarão
A se deliciar de ti,
E eu, além disto, contemplo sua exuberância.

04/05/15

Aquela estrela

As estrelas no céu escuro,
Rutilam distante, infinitamente distante,
Pulsam, pulsam feito meu coração sem parar.
Se parar é seu, meu, fim.
Há tantas estrelas belas,
Estrelas coloridas,
Verdes, Vermelhas, Azuis e Amarelas,
Inquestionavelmente belas.

O que posso encontrar no céu estrelado?

Quem sabe um olhar perdido,
Quem sabe ele não se encontre com o meu.

Já aconteceu,

Mas agora!?

Quem olha para o céu a noite tendo uma florescente dentro de casa?

É feliz com a luz fria.

Vida cheia, vida vazia...

03/05/15

Apation

Todo o passado são cinzas?
Ando pisando nas cinzas,
Eu vejo os meus passos cinzentos,
Tudo se desfez em pó,
O fogo tudo consumiu,
O que era bom partiu?
Dura realidade,
Dura eventualidade,
Terá sido tudo em vão?
Flores floridas,
Flores floridas,
Fogo da paixão,
Rubras rosas da paixão,
Teu perfume,
Tua textura!
Passion,
Pation!
Passos,
Passos passados,
Apagados,
Tudo será cinza?
Nem um sinal...
Só solidão.
Amém
Mozart,
Gogh,
Borges,
Kant,
Cristo...

02/05/15

O SER

Só a dor humaniza o ser!
Vejo os estigmas nas imagens,
Vejo as imagens com tanta expressão de dor.
Ser!
Cuidado...
Tudo é vaidade,
Tudo são vaidades...
Cuidado!
O buraco é mais em baixo.
Cuidado com o que falas,
Cuidado com o  que pensas.
Cuidado como vives.
Cuidado para não se tornar um glutão,
Perdulário, um ser desprezível.
Ser sem excesso.
Hoje somos tudo,
Amanhã nada seremos.

30/04/15

Desprender

Palavras faladas,
Sons, cantos,
Canto do grilo,
Absolutamente tudo
Se faz sentido,
E compreendo um pouco do mundo,
Das coisas da vida,
Do tudo e do nada,
Meu juízo,
Sintético ou analítico.

Hoje vi uma folha se desprender do ramo
E planou até o chão...
Não seria assim a vida?

A gente que norteia
Nossa vida e nosso viver,

O tempo nos torna oculto de tudo,
E vamos costurando
O sentido de nossa existência.

29/04/15

Sombra

Sob a sombra da noite me acordo,
Sob a sombra da noite durmo.
Esse ser que sou que pulsa,
Que age, que é,
Esse ser que combina e discorda,
Esse ser que existe...
Este ser me ensina meus limites.

Hoje eu sei que os minhas limitações
São infinitas, mas que apesar disso,
Movo-me, reajo, reinvento,
E construo a minha história,
A minha história,
Que é colorida com todos que me cercam,
Que me reconhecem
Que me apontam mais ainda meus pontos frágeis,
Que me amam e que rejeitam o meu amor,
Que me ajudam a construir a minha história
e a moldar quem eu sou,
Sou tudo e nada,
Mas sou...
Nos limites de um dia,
Só as sombras do universo
Podem me limitar,
Não creio que o brilho de uma estrela ofusque o brilho das demais.
E o meu silêncio,
É como a sombra da noite,
Surdo.

28/04/15

Cinza

Encantos,
Desencantos,
Em cada canto,
Nos quarto cantos,
O mundo não tem canto,
E nós em que canto encantamos,
Por que desencantamos?
E quando eu estiver triste
Em que canto estarei?
Distante ou próximo possivelmente de um grande amor,
Ou seria um abismo de dor?
Bom não se pode viver com uma angústia
Ela vai passar como a brisa da manhã
E a própria manhã,
Tudo vai passar!
É preciso esquecer tudo
E se não for possível,
Não há nada a fazer.

O tempo se encarregará de tornar
Tudo cinza.

27/04/15

Ia

No silêncio da noite solitária
Até o latir de um cão serve de companhia.

Passageiro

Já não posso olhar nos olhos
Aquele olhar que tanto pude contemplar,
Já não posso ver aquele doce olhar,
Não posso olhar através da iris aquele olhar a me olhar,
Quem sabe talvez a me contemplar.
Não eu não tenho mais aquele olhar,
Talvez nunca o tive!
Era só magia, era só energia...
Eu nunca contemplei um olhar,
Nem mesmo o meu olhar,
Queria ver um olhar ideal,
E por não contemplar,
Hoje contemplo apenas o tempo.
Tudo passa,
Tudo passou,
Resta caminhar,
Caminhar com o meu eu...
Resta contemplar o meu olhar.
Tenho minhas metas
Além do amor,
Muito além da dor.
Tenho o momento presente,
Esse pleno devir,
Que me distancia a cada momento do que fui,
E o que sou?
Energia, um passageiro em deslocamento.

26/04/15

Busca

Vivemos aguardando encontrar
A outra metade,
Será se não se trata de vaidade?
Não adianta buscar,
Algum dia há de aparecer,
Um dia haveremos de estarmos juntos,
Quem sabe?
Quão maravilhosa incógnita é a vida.

Ocaso

Ocaso,
Noite ou dia?
Silêncio,
Brilho opaco,
Morcegos voando,
A natureza se oculta,
Se encanta sob as sombras da noite,
Muitas vezes nem percebo,
No dia que se apaga,
E novamente se revela,
Neste aurora que renasce
A cada dia.

25/04/15

Passagem

Uma flor,
Uma folha,
Folhas secas pelo chão,
Frutos podres,
Sementes, caroços,
Uma velha árvore,
Uma encruzilhada,
A ferrugem corroendo o ferro,
Cabelos brancos,
Quem domina o tempo?
O tempo tudo consome,
Nos consome como vela acesa,
Hoje não somos nada, amanhã seremos tudo
Ou vice-versa.

Espero que o encanto em viver,
Seja chama sagrada,
Que a vida tenha sempre sentido,

Que existam sempre flores e primaveras,
E chuvas...
E que as lembranças sejam as melhores,
No final não sobra nada.

Amadurecendo

Cai a noite,
O escuro da noite me abraça,
O silêncio da noite me conforta,
Deus que existe está comigo,
Estou em meu abrigo,
Cai o sono,
Cai a noite,
Quem está só?
Quem se sente só,
Não posso está só nunca,
A paz de Deus me conforta.
E as noites amadurecem
Meu entendimento e enche meu coração de paz
E esperança.

Meu amor

Por que minha vida é bela nos estremos?
Aurora e crepúsculo,
Manhã e tarde,
Noite...
O tempo que passa.
O amor e sua busca,
Tudo que passa.
Amar e não ser amado é amar.
E a noite que passa,
E a vida.

Caminhar na praia,
Distante parece o horizonte, mas é tão breve,

Como a vida.
Por isso tudo vale a pena.

Doce aurora

Aurora,
Doce aurora que cora o amanhecer,
Que enche de alegria a brisa do dia,
Aurora que vem e se vai ser perceber,
Enche minha vida, o aurora de poesia,

Que nao perca a alegria de viver,
Se quer um dia...

Aurora, tras a mim aquele doce olhar,
Ou ent'ao me ensina a ser um ser so.

N'ao se ama mais que uma vez,
Se n'ao se sabe esquecer,
Ensina-me como aparecer e desaparecer,
Que seja como uma folha quando desabrocha do ramo,
imperceptivel,
E tudo volta a ser o que nunca foi,
Doce aurora.

24/04/15

Mistério do amanhã

Há algo que podemos fazer sempre
Viver um dia de cada vez,
Sentir cada impressão com solidez,
Temos que ver o mundo em cores e não em  palidez,
Cada dia que passa é impar,
Então sejamos otimistas,
Até quando pode durar o riso?
Quando tudo vai passar?
Sagrado mistério, amém.

21/04/15

Angústia

Quando quis te esquecer,
Estava preso a você,
E deixei você partir,
E deixei você ir,
Agora, tudo é vazio,
Tudo é frio,
Fria matéria,
Sem um gato ou um cão...
Sem nada,
E sem você,
Meu sono leve, curto,
Quem quer saber...
Quem sabe não seja você.

O encanto

Encanto,
Espanto,
Observação,
Concentração,
Olhos,
Sentidos,
Contidos,
Num olhar,
Num gesto,
Algo que nos toma atenção,
Coisas simples,
Oculto no momento,
E o devir que revela
Algo do ser ao ser...
Quem sabe o desvelar dos dias,
Dos momentos,
Do falso destino.

16/04/15

Três Ruas que vejo

Três ruas,
João,
Luiz Gonzaga,
Menino de Jesus de Praga,
Novo oriente,
Picuí,
Recanto das Castanholas,
Cajueiros,
Bambus,
Ficus,
Boeiro,
Ipês,
Casuarinas,
Sapucaia,
Guabirobas,
Castanholas,
Jambolão,
Coqueiros,
Pista rachada,
Spilanthes,
Urochloa,
Luehea,
Centro espirita,
Tamarindus,
Uma parada,
Um senhor ouvindo o rádio,
Doce aurora do meu dia,
Da minha nova vida,
É nela, nas três ruas que meu dia se acende!

Alfa e omega paraibano

A brisa da noite,
A lua apagada,
Cantiga de grilo,
A folha seca arrastada pelo vento,
Chiando no escuro.

Meu ser,
E seu infinito pulsar,
Rio vermelho,
Mar interno,

O que é o meu ser?

O que é minha alma?

Não sei,

Sei que um grilo pulsa lá fora,
Que a porta abriu e gemeu,
Folhas se arrastam,

Que se for lá fora verei o céu, talvez nublado ou estrelado.

Se eu for para a minha cama irei dormir,

Quem sabe onde tudo começa ou está terminando.

Azul celeste

Ah! o azul do céu,
Azul celeste,
Quando a manhã nasce,
A lua vai mergulhando no azul celeste,
E aos poucos se afoga na luz do sol,
Vai para o fundo do céu...
E no fim do dia,
Coisa de poesia,
O azul celeste revela novamente a lua,
E é tão lindo vê-la surgindo da rua...

15/04/15

Acontecimento

Às vezes, falta  terra nos pés,
Acontecimentos que nos deixam desnorteados
E como lidamos com isso?
Não sei, enfrentando a todo custo?
Não sei!
Sei que tudo vai passar.

07/04/15

O Passo

A cada passo que passo,
Mais um passo no tempo,
Mais um passo ao vento,
Cada passo em minha caminhada,
Mais uma página virada
Ou simplesmente um mergulho
Mais profundo para ganhar fôlego.

Passo a passo sigo e minha caminhada,
Hora marcada com o devir,
A angústia, limito-me a espreitá-la,
Sou o dono do meu caminhar,

Determinado sigo sempre em frente,
E o que vier que venha,
O que for pra ser, será.

A vida essa incógnita,
Quem desvendará,

O importante é aprender a caminhar,

Um passo de cada vez, num belo compasso.

05/04/15

Caatinga

Como são mágicas as chuvas!
Como são hábeis em fazer germinar
As sementes e gemas dos arbustos e das árvores.

Ah! o meu sertão é tão grato,
Mais tão grato que com uma chuva,
Germinam as sementes
E florescem os arbustos e as arvoretas,
Coisas pequenas como seus habitantes,
Que explodem em flores e diferentes odores...

E me arrebata,
Pois quanta biologia ali há de se aprender ali.

E com uma câmera vou clicando,
Vou captando as formas resistentes a seca!

O agudo dos espinhos e tricomas urticantes,

A caustica faveleira, e urtigas de euforbiáceas e loasáceas,

Os acúleos das leguminosas,

O fedido das malváceas e caparáceas,

As folhas simples e as folhas compostas,

As flores dióicas dos crótons e jatrofas,

O violeta das mucunãs,

O cheiro forte dos velames e mufumbos,

O ralo capim, belas poáceas,

E o que eu vejo é mato com nome,

Mato identificado e classificado,

Os matos de Allemão, Martius, 
Os matos de Lueltzelburgue,
Matos bahianos de Blanchet,
E de tantos e tantos expedissionários,

Matos meus, herbáceas minhas,

Manhã não serei nada,

Ao menos fiz coleções de matos nomeados,

E conheci a diversidade que há no sertão do seridó e do cariri...

31/03/15

Cada dia

Eu ando perdido no mundo,
Olhando as coisas mais bestas,
A forma das rochas, qualquer pedra,
A forma das folhas, das conchas,
Das flores e frutos,
Paro para observar as sementes germinadas,
Para fotografar sépalas, estames e anteras...

Eu paro para ver o por do sol!
Eu ouço as aves cantarem,
E caminho devagar,
Adoro ouvir a resposta de um bom dia,

Eu ganho muitos risos com um simples bom dia...

Eu adoro as pessoas que estão em minha volta
na manhã ou a tarde,

Gosto de conhecer,

E o mundo e a vida me permite conhecer um pouco cada dia.

30/03/15

Impressão!

Ao longo do tempo,
Longo momento,
Longo invento,
Segundos, minutos...
Um jardim,
Uma flor,
Verdes folhas viridescentes.
E tudo que vejo,
E tudo que conheço,
O cheiro da rosa,
Um soneto,
Uma prosa,
Tudo misturado,
Feito vitamina.
Algo que me anima,
Açúcar, chocolate, vinho...
Um abraço,
Um afago,
Um carinho...

Qual a impressão me faz sentir mais vivo?

29/03/15

Noctuno

Não quero roque, clássica, forró ou pagode e nem samba,
Quero o silêncio da noite,
Quem dera um vento de acoite,
Depois de mais um dia,
Mais não o melhor dia,
Que eu conceba algo como uma poesia,
Com rima e direção,
Que exprima minhas sensações
Ou essa sensação de silêncio,
Aquilo que é grande
Que esta acontecendo,
Neste instante...
Grilos cantando,
Sapos coaxando,
Sons noturnos,
Vida noturna,
Nada mais.

28/03/15

Vanitas

Aquilo que envaidece enlouquece...
Vanitas,
Omine Vanitas,
Vaidade das vaidades,
Peçamos em oração,
Guarda-nos senhor da vaidade,
Que os anos e toda nossa idade,
Nos ensine a discernir o ser do não ser,
Dos labirintos onde podemos entrar,
Labirinto das vaidades...
Eis que o peso a ser carregado e pago,
Está na língua de qualquer ser...
Vanitas.

27/03/15

Tudo é

Para além do humano,
A aurora,
A manhã,
As horas que passam,
Meio dia,
A tarde que cai,
A noite que chega e se vai,
Tudo é paz,
Tudo é harmonia,
Para além de um peito,
Para além das paixões,
Tudo é paz,
Tudo é.

26/03/15

Possibilidades

E mais um dia se passou,
Se tudo correr bem com a graça de Deus o sol nascerá.
E teremos a possibilidade de fazer melhor,
Teremos a oportunidade de melhorar,
De nos sentirmos ainda melhor,
De contemplar a grandeza de Deus...
E agradecer por tudo que acontece conosco.
Sempre. Amém.

Graças

Gosto de ver as coisas mais singelas,
Como o nascer do sol,
O desabrochar de uma flor,
Coisas tão simples e belas,

Posso observar no nascer e no por do sol,

Início e fim de um dia,

Grata poesia,

Plena alegria,

Ver o céu a noite se tingir de estrelas,

Viver essa vida

A melhor de todas elas,

Amém.

Ótimas lembranças

Às vezes a gente foge um pouco da realidade e volta no tempo vai longe na imaginação. Certamente, alguma vez já fizemos isso ou se não muito bem, que bom que se vive plenamente o presente e não é um saudoso.
Bom uma das minhas imagens favoritas é a imagem da época de maio quando o milho está secando e as ervas crescem e florescem entre as fileiras de milho formando um lindo jardim de Rubiáceas, onde posso ver Estelias e Richardias floridas, flores tubulosas, rosas, suave que da na vista... o cheiro do mato, do solo, da vida, do fim de inverno...

Boas lembranças

25/03/15

Construção

E a vida acontece,
Pela manhã,
Pela tarde,
Pela noite,
No vasto horizonte da aurora,
Ou no segundo crepúsculo vespertino,
Acontece agora,
Neste instante que palavras e frases se articulam
Se concluem,
Se fecham,
Se constroem,
Materializa-se meu pensar...
E o seu?
Uma ideia pode ter continuidade sempre,
Tudo está sempre incompleto.

24/03/15

Vento

As flores que enfeitam e perfumam o mundo,
São as coisas mais efêmeras que há,
Flores doces e passageira,
Como tem que ser,
Como é a vida,
Como é o todo,
Breve e doce sonho que é a vida,
Passageira, mais prazerosa,
Podemos existir,
Melhorar,
Aprender e ser,
Nada mais...

23/03/15

Breve desolação

Cada dia que se passa
Se aprende uma nova maneira de caminhar,
Se aprende uma nova maneira de olhar,
Caminhar para frente e perceber as coisas,
Nunca é tarde,
Nunca é tarde,
Exceto no fim consumado.

22/03/15

Construir

Esperar
Espero no novo amanhã,
Um novo brilho,
Novas cores,
Novo olhar,
Quem sabe o que virá?
Que me resta além de esperar?
Construir tudo que faz sentido em minha vida.

Caminhada

Cada passo um novo espaço,
Passos seguidos, seguindo na rua,
A irregularidade das pedra peculiares,
Rocha domada angulada,
Rocha unida, forjada no suor,
Sal e água misturado,
Caminho olhando as irregularidades,
As peculiaridades...
Resistentes sementes de ervas
Germinam entre as rochas,
E crescem e florescem,
Não reclamam do calor, da textura
Da aridez, crescem e ainda desabrocham
O que há de mais precioso
As flores da esperança,
De onde óvulo a óvulo,
Desenvolvem as sementes,
Que esperam um novo amanhã
Um solo mais fértil e melhor.
A assim vou caminhando,
Concluindo meu caminho,
E chegando ao meu destino,
E ao pó um dia me unirei,
E as rochas irregulares,
Serão eternas.

21/03/15

O silêncio

O silêncio,

O silêncio diz muito  sobre uma coisa.
A ausência de ruido,
A ausência de verbo,
A ausência de um telespectador,
O silêncio...

Estrelas piscando,
A praia com ondas quebrando na praia.

O olhar de uma coruja.

O voo de uma borboleta,

Flores coloridas,

O aroma do mato,

Tudo e nada...

O silêncio pode nos permitir compreender
A grandiosidade de Deus...

Às vezes observar é a maior ciência.

Chuva matinal

A chuva chovendo suave,
Parece cantar cantiga de ninar.

Desfia do céu pingos frios de chuva,
Chovendo, chovendo, chovendo o o o  o  o   o     o

E a água que escorre
Suave, que a terra absorve,

Faz sorrir os vegetais,

Os animais se encolhem
E ouvem a chuva chover,

Na doce manhã de sábado.

20/03/15

Aprendendo a contemplar

O silêncio,
A noite estrelada,
O cheiro acridoce da cajarana,
Aves noturnas soltam um som compassado,
Os morcegos voam ecoando,
Que imenso é o céu estrelado,
Como somos ínfimos perante tamanha plenitude divina,
O que somos?
Quem somos?

O sentido da vida é nos que damos,
Apesar de tudo,
Colemos um riso na face,
Viva cada momento de cada vez.
A noite estrelada,
O cansaço...

Amanhece

 Enche o peito do ar frio da madrugada. Traz em si um cheiro particular, Cheiro das chuvas de abril, Cheiro da mata molhada. O silêncio é su...

Gogh

Gogh