23/09/26

Casa velha abandonada

 Os ramos de Jurema emoldurava a velha casa abandonada.

Aquela casa na caatinga criada,

ali foi construída,

Ali foi habitada.

Entre suas paredes houve amor.

Entre suas paredes foi feito o café da manhã,

o almoço e o jantar.

Aquelas paredes com suas janelas 

sentiram o vento lhes refrescar...

Viram o sol nascer e se pôr,

cadenciando o tempo... dias e noites.

Hoje tudo se acabou.

A caatinga venceu e apaga toda a história que ali se passou.

A casa resiste,

Só aqueles de sua geração a vêem,

mas estão longe.

Estão morrendo e o sertão volta ser sertão. A caatinga volta a ser caatinga.

Vitória da natureza.

A Jurema voltará a ser mato?

O objeto voltará a ser ente?

Morre o sertanejo?

Morre o vaqueiro,

O soleiro que fazia o gibão...

Só restará na poesia do violeiro essa realidade? Sebe lá.

Momentos de solidão

 A madrugada fria, O Céu estrelado, Canta um galo animado. Desperto ouço o siriri cantar. Lembro de meu passado, Que perdi meus antepassados...

Gogh

Gogh