Os ramos de Jurema emoldurava a velha casa abandonada.
Aquela casa na caatinga criada,
ali foi construída,
Ali foi habitada.
Entre suas paredes houve amor.
Entre suas paredes foi feito o café da manhã,
o almoço e o jantar.
Aquelas paredes com suas janelas
sentiram o vento lhes refrescar...
Viram o sol nascer e se pôr,
cadenciando o tempo... dias e noites.
Hoje tudo se acabou.
A caatinga venceu e apaga toda a história que ali se passou.
A casa resiste,
Só aqueles de sua geração a vêem,
mas estão longe.
Estão morrendo e o sertão volta ser sertão. A caatinga volta a ser caatinga.
Vitória da natureza.
A Jurema voltará a ser mato?
O objeto voltará a ser ente?
Morre o sertanejo?
Morre o vaqueiro,
O soleiro que fazia o gibão...
Só restará na poesia do violeiro essa realidade? Sebe lá.