O sol desponta no nascente
E uma coroa de luz tudo alumia,
Ganham formas e cores tudo que lhes toca.
O mundo se mostra e é mostrado.
Da minha rede posso ver,
Da minha rede posso ouvir
O canto de um galo, o corrochiar de um pardal,
Da minha rede sinto o vento frio da noite passada
que ainda corre...
Um cão ladra na outra rua,
e ganha eco no vazio desta,
pois a rua dorme,
Despertas as plantas florescem,
As aves cantam...
Na minha rede de algodão enrolado na coberta feita lá no sertão
Minha alma se regozija.
Este momento é meu, sou feliz,
estou pleno.
sou atemporal...
Mamãe, papai, nossa casa está aqui nesta rede,
está aqui nesta coberta,
está aqui na manhã de sábado,
está aqui nas aves despertas...
Hum, minha fome me pede café com leite e bolacha seca...
O grito da Maracanã faz intuir que estou em João Pessoa.
A parte isto... sei que sou eu, sempre fui eu com minha forma de ser e existir uma cola bem intensa...
Forjada neste mundo de coisas simples, mas maravilhosas pela simplicidade.