26/05/25

Tempo é eterno

O tempo é eternizado numa memória, numa fotografia. Ao vivermos compartilhamos nossas vidas, os momentos. Fechei os olhos para ouvir uma canção antiga e encontrar alguma memória boa ou ruim.

Voltar no tempo.

Vigoski na mente

 O tempo, o espaço e meus afetos.

A cada instante menos tempo. Tudo que se desvela e se imprime em fatos por via da percepção, da linguagem, do pensamento e da memória deixa algo em mim. Coisas que me impressionam como a cor azul, amarelo e vermelho, o dia e a noite, o sabor doce e salgado, o canto das aves, arranjos musicais de piano, arranjo de flores, um poema. 

Borges, Platão, Kant... Como não ser infiel ao dar preferência a alguma categoria.

Hábitos

Sábado é um dia sagrado. Desenvolvi novos hábitos. Acordo, faço um café, e leio ou ouço alguma palestra de Borges. Palestras ministradas entre os anos 70 e 85 quando concebeu sua última palestra.

Uma das que mais ouvi foi sobre as mil e uma noite. Onde discorre sobre as muitas histórias daquela obra. Tenho uma empatia e entendo ou creio entender que não me canso de ouvir uma, duas, três ou inúmeras vezes.

Não sei quando ou se vou parar. Sei que minha alma fica plena de felicidade. Por que nem imagino.

O amanhã sempre chega e por isso envelhecemos.

Florzinha

 Florzinha chegou aqui apenas um ramo. A mamãe plantou-a num vaso duma rosa do deserto. Ela enraizou e cresceu. Tinha muitas folhas, com o tempo floresceu. Então um certo dia veio o primeiro beija-flor, depois o segundo e nunca mais parou de ganhar visitas e beijos do beija-flor.

Hoje arranjei um nome.

Florzinha


Nota. Florzinha é uma Euphorbia popularmente conhecida como sapatinho de judeu.

Tecnicamente não é uma flor que ela produz, mas várias flores.


23/05/25

Sexta-feira

Hojé é sexta-feira, Sassá acordou mais cedo que ontem. Então decidi levar ele na feira da UFPB. Ele se arrumou e eu me arrumei. Descemos, entramos no carro e fomos. No carro ouvíamos a nossa trilha sonora de música infantil em inglês. Chegamos no estacionamento da Etidora ufpb e ao estacionar o carro vi que tinha um urubu-de-cabeça vermelha numa antena. Paramos para observar. Sassá perguntou qual era a cor do bico, respondi que era vermelho. Depois fomos para a feirinha que agora fica no centro de vivências. Antes de chegar lá vi uma embauba, então paramos para observar e vimos uma preguiça lá. Sassá percebeu ela se coçando. Dai seguimos, pedi uma tapica com um suco de acerola. Ele comeu ouvindo minha conversa com um psicólogo. Conversa ótima, mas para ele muito aborrecida. Então compramos limões e bananas. Fomos ao Departamento de Sistemática e Ecologia onde trabalho. Vimos uma lagarta onde paramos o carro. Fomos tomar um café com  os amigos e conversar. Dai de lá vimos o crânio de uma baleia, as plântulas de jucá, de pera, a coluna da baleia. Viemos embora. Em casa desenhamos o urubu, a preguiça e assistimos Ice age 4.

Foi ótimo. 

22/05/25

Medo

Levei Sassá a natação hoje. Ele desenvolveu uma grande fobia a piscina. Medo de afogar o tempo todo. Como contornar isso? Estou de férias e os dois dias ele acordou muito cedo. E haja energia. Vamos ver como resolver esse medo. Com paciência. 

21/05/25

Tempo

 O tempo passa e engole tudo.

Que seria do tempo sem memórias?

Que seria do tempo sem momentos?

Tempo é tudo e nada.

Sassá

 Sassá está na natação!

Ontem estava tão feliz os olhos até chegavam a brilhar, pois o papai foi com ele.

Está com muito medo de afogar.

Mal fez as atividades.

Está fazendo tudo certinho.

Na natação e na escola.

Logo estará nadando e lendo.

O tempo é vento

O tempo é onda

Que não para de passar.

Alimentando-nos com experiências

Matemática dos anos

 Hoje minha irmã caçula faz 44 anos.

Está plena de felicidade, mas sente tanto a falta de papai e de mamãe.

Estiveram presentes quando fez 11 anos.

Estiveram presentes quando fez 22 anos.

Estiveram presentes quando fez 33 anos.

Agora não mais!

Segue a vida rodeada da gente, mesmo longe, mas presente.

Continua na casa que foi criada.

Vive rodada de memórias.

É o tempo vai passando.

A consciência abarcando o mundo.

E a gente crendo na vida.

20/05/25

Definição de morte

 A primeira vez que ouvi uma definição de morte foi em um velório. Como se era de esperar muita atenção neste momento. Nos velórios, estamos mais reflexivos e voltados para dentro.

O expositor cristão definiu a morte como o limite da vida.

A morte é o limite da vida.

...

Passado tempo, anos depois, noutro velório, outro expositor também cristão  na sua fala definiu a morte novamente como o limite da vida.

Recentemente, numa das palestras que ouço sempre de Borges, J.L. este autor definiu morte assim:

A morte é vida vivida.

Pois bem! Anteontem um amigo nosso enfartou. Foi operado, passa bem, mas a morte bateu a porta.

Então hoje, li e fiquei atento ao poema 50 de Tao te ching, livro de Rhoden.

A morte é o regresso do existir para o ser.

Profundo!

Definições para morte são deveras muito profundas.

Sendo a morte um acidente da vida.

Sendo a morte o limite, o ponto final da vida.

Faz oposição ao nascimento.

A vida é o tempo vivido desde o nascimento até a morte.

A morte é o polo oposto?

Entrada e saída.

Inconsciência e consciência.

Dia e noite.

Início e fim ou fim início.

Par.


Primeira vez poema e musica sobre trem

 Estou de férias!

Agora Sassá pode ficar comigo todas as manhãs pelo menos até nove de junho.

Ontem, ele acordou e foi fazer xixi!

Ficou surpreso ao me ver e feliz, seus olhos até brilharam. Ele me agradeceu pelas minhas férias.

Trouxe um desenho que fez do jacaré e da paca, trouxe também o livro que comprei no sábado passado.

Trenzinho azul. Até sabia o desfecho do livro.

Propus que desenhássemos o trenzinho.

Ai li o poema trem de ferro Manuel Bandeira e ouvimos a música trenzinho paulista de Vila Lobos.

Ai foi só brincadeira.

Pela primeira vez ele ouvi o poema e a música.

 

19/05/25

Razão

 A linguagem é produto do pensamento.

Todo pensamento é um ato de consciência.

A razão é a possibilidade de pensamento.

Razão é a capacidade de pensamento.

Um ponto

 Se tudo muda o tempo todo.

Tudo está fadado ao fim.

E de que me serve essa consciência?

Então, quando sinto isto? Porque só sentindo a gente entende algo. Parece.

Creio que viver é essencial.

A experiência nos viabiliza entender esta afirmação, esta certeza.

Chegamos a essa conclusão ao que parece pela razão e não pela causalidade.

A soma de muitos fatos nos faz entender. Agora, as vezes esses fatos são isolados no tempo.

Ao que parece a consciência é a essência de tudo.

Consciência como apreensão de algo.

A mudança é essencial para que a consciência se eternize na espécie.

Consciência é razão?


Sábado só noses

 Sábado, fomos a Bica, Sassá e eu. Não seguimos um roteiro. Seguimos as pessoas. As pessoas em grupo são como aroma fora do recipiente não seguem uma ordem, ao menos percebida. Então não seguimos aquela vontade de ver tudo, indo primeiro aos recintos das aves de rapina. Não foi Sassá quem nos guiou. Fomos em direção ao recinto dos patos, mas ao lado da fonte tambiá havia uma cutia pelo de fogo. Observamos ela e até fiz um pequeno relato de uma história de uma cutia. A manhã estava muito úmida e as paredes dos recintos estavam molhadas. Contemplamos os patos reais todos se coçando. Ali, conhecemos um senhor de Areia Branca no RN. Foi tão rápido que nem soube muita coisa. Só que foi vereador lá por 12 anos. Essa foi sua vaidade de contar. Ficamos ali olhando os patos, cinco patos reais, uma marrequinha e dois patos selvagens. Sassá viu a ninhada de ovos e alí perto um rolado, mais distante. Sassá quis conferir os ovos que estavam na outra semana sob as heliconias, mas já haviam sumidos. Fomos olhar os peixes, mas a água estava barrenta. Fomos então em direção as serpentes. As serpentes estavam todas bem a amostra, estava frio. Acho que estas, as serpentes gostam do frio. A sucuri juma estava na água, a giboia gigi estava fora da folhagem, as jararacas Dessa e Anda estavam curiosas olhando para fora do vidro, a cobra real até abriu a boca para Sassá. Sassá ficou com medo. A salmanta da amazonia hélia está exposta, a malha de sapo Bobo estava bem amostra, dormindo. E virgulina a cascavel caolha isolada, coitada. As pitons... Ka e kaela... apáticas. Bom depois interagimos com o jacu que mostrou a crista e o papo encarnado, mutum bertinho... Os emus eli, mindinho e ulisis...

Sassá viu uma jabutizada... denominou estes por estarem três jabutis de parea. Um grande importunando um pequeno, fazia moldes que queria morder a cabeça do bichinho..., mas este encontrou algo comível e dividiu com o maior. Jabutizada, parecia três fuscas 79 estacionados.

Então, não demos bola para os jacarés e fomos ver os macacos. Os bugios estavam se divertindo, os capucinhos também.

O macaco da savana jucié, coitado brincava com sua calda. O cachorro do mato evaldo estava de boa. E os furões sempre a correr pra lá e pra cá a gente chamou eles de sonic e flash... foi Sassá quem os nomeou.

Ah... Vimos pela primeira faz a Paca albina por ser galega. A coisa mais linda, maior que uma cotia, mais bonita, com uma cabeça maior e anda melhor ficando mais na horizontal seu corpo.

Amamos.

Ai ouvimos um barulho foi a queda do gato mourisco...

Fomos comprar água e comprei uma pipoca para sassá.

Pegamos e fomos ao recinto das aves de rapina. Sassá comeu sem pressa. Bebeu água.

E fomos fechar nosso passeio.

Assim foi.

16/05/25

Cotidiano

 A chuva chegou em João Pessoa! Dias mais frios e muito úmidos. Pensando nisso. Pedimos para Sassá usar um casaco na escola, mas como não tinha um da escola demos um outro. Falei antes de sair que a coordenadora talvez não deixasse entrar. Então ficou combinado que a decisão seria tomada lá na escola. No carro fomos conversando e ouvindo músicas. Chegando lá, Sassá falou que não era necessário, tirou a blusa e deixou no carro, mas ao chegar na escola vi que um coleguinha estava vestido numa blusa. Então perguntei a coordenadora se podia e ela respondeu que sim. Consultei se Sassá queria a blusa e ele com um mega riso no rosto assentiu que sim. Voltei no carro, peguei e coloquei aberto. À tarde quando foi pegá-lo na escola estava bem abotoado. A mamãe foi quem percebeu e perguntou quem tinha abotoado, respondeu que foi uma coleguinha. Ah. A porção mágica (perfume) que dá coragem está acabando e as chinelas. Vida de papai de filhotes que não param de crescer.

15/05/25

Beijos

 Sassá ontem, expressou carinho. Estava deitado na cama, então estávamos brincando. Então ele sem eu pedir, veio e beijou minha cabeça. Nem sei quando alguém me beijou a cabeça com amor. Senti o amor de Sassá.

Sempre digo que o amo.

Te amo Sassá.

Obrigado por tudo. Sua existência me completa.

Conhecimento

 O dia amanheceu! Após chover a noite toda e a chuva continuar caindo. Chego a minha sala no trabalho.

Tenho muitas ideias, muitas histórias para contar. Todavia sempre me falta o essencial a organização. A ação de iniciar, desenvolver e finalmente concluir.

Por crer em algo ideal, não consigo dar continuidade aquilo que comecei ou concluir com um bom parágrafo final.

Há dois elementos que creio me impede de concluir minhas etapas que são o ideal de perfeição e a impressão de aprovação. Todavia a filosofia e todo o corpo de sistemas e filósofos vem me ajudando. Destaco aqui Hegel e Schopenhauer. Ambos tendo como alicerce o grande Kant. Cada um com sua abordagem um sistémico outro mais moral... Não consigo beber nessas fontes, vou tentando comer um pouco de cada vez.

Enfim, não são eles, mas as questões que venho tentando entender desde sempre.

O que é o conhecimento?

14/05/25

Escorpiões marinhos.

 Cheguei em casa e Sassá tinha desenhado um escorpião marinho. Não existe, mas ele encasquetou que tem. Então pergunta até a pessoa perder a paciência e afirmar. Risos. Fomos desenhar o escorpião até ele ir para a escola. Ele estava desenhando animais marinhos na folha. Assim, a gente desenhou até ir para a escola.

Escorpiões marinhos.

13/05/25

Lendo!

 Sassá está lendo? A mamãe Biá me disse que ontem Sassá passou a manhã olhando gibis da Turma da Mônica. Estará lendo? Com certeza sim. Agora sua leitura é dos desenhos. Está vendo não só os desenhos, mas os movimentos dos personagens. Estes personagens já foram a muito abstraídos com suas personalidades peculiares. São muitas horas, vendo e ouvindo as historinhas lidas pela mamãe Biá. Agora nós estamos tentando, por uma necessidade que ele criou desenhar coisas, não são coisas aleatórias. São na verdade objetos que nos relacionamos em um passeio ou uma visita. Estamos construindo o que ele chamou de livro. E assim. Vamos criando os cenários, os personagens diversos do nosso cotidiano. Fui pegar ele na escola a pé. E me dei conta que podia usar este espaço riquíssimo que a rua para ensinar. Tornar abstrato o que é concreto. Ensinar o nome das plantas... Foi maravilhoso. 

12/05/25

Pensar o obsuleto

A gente nem ver a vida passar.

Condicionados pelos nossos desejos, filtramos a totalidade do mundo.

Não vemos, cheiramos, ouvimos ou sentimos senão aquilo referentes a nossa paixão.

Despertos a cada momento nos amgustiamos.

Essa certeza do fim que se aproxima.

O medo do desconhecido não tem porque.

Tenho certeza que morrer é como dormir.

Tudo é consciência.

A morte é o limite da vida disse um amigo meu num velório.

A morte é vida vivida disse Borges numa entrevista.

Fico com a segunda...

Fico com a segunda.

Talvez seja a que me machuque menos.

Ou que a vida ache melhor.

Tanto faz no final.

Lei do menor esforço

 Sábado à tarde! uma linda tarde de maio. Estávamos na praia de Cabo Branco. Bem ali na altura do restaurante olho de lula. Estávamos contemplando o horizonte, brincando sentindo o cheiro do mar, ouvindo o som das ondas. A maré estava alta. O banco de areia da praia parece está alto, a borda da praia sinuosa pelo movimento das ondas e do vento. Pessoas passando, pessoas tomando banho, pessoas como nós com seus filhos. Muito sargaço na praia. Vinícius praticava e aperfeiçoava o fazer estrelinha. A luz estava bem dourada. O horizonte muito azul, quase atropupúreo.

Então foi quando percebi um homem alto, ancião. Ele usava uma bengala e uma camisa preta. Não lembro dos detalhes. Acho que na imagem tinha 1943. USA.  Caminhou seguindo um formato de arco. Foi chegando! Chegando! Começou a interagir com a gente. Perguntei de onde vens! Ele falou que era da França da região dos Alpes. Me explicou, mas não consegui entender, pois estava tentando lembrar de um amigo que vive lá. Então falou que estava aqui a 40 anos, professor de língua francesa e germânica. E foi delineando sua conversa. Deveras muito interessantes. Falou que estava cursando italiano e que falava sete línguas entre estas destacou o grego e latim. Então como falar com uma sumidade. Restou-me ouvir. Conversamos sobre algumas teorias de nossas limitações realmente existem, no falar por exemplo. Temos apenas a boca para falar, então a combinação de fonemas varia de cultura para cultura, mas que algumas vezes a dificuldade é geral. Falou por exemplo que o Cebolinha da turma da mônica troca o R pelo L. E disse que os japoneses não conseguem pronunciar.

O mais interessante foi quando falou sobre a lei do menor esforço. E discorreu sobre isso, dizendo que nós do nordeste gastamos mais energia para falar "Bom dia" que outras pessoas do nordeste. Mas que apesar do esforço a gente pronunciava... Gostei.

E minha mente pensou na lei do menor esforço.

Viajei ai.

Vinicius não nos deixou mais conversar. Trocamos números e fomos embora. 

Desenhos de dino

 Sassá teve uma crise de garganta de garganta no domingo de madrugada.

Sábado fomos ao jardim botânico. Agora ele quem está cuidando de mim.

Muito cuidadoso. Nós vimos muitas coisas no jardim botânico. Ele amou.

Observamos as plantas, as abelhas, as formigas, os frutos, as sementes.

Sábado a tarde fomos desenhar as coisas que vimos no jardim.

Desenhamos uma folha com imagens do que vimos lá.

Formigas, abelhas, o rio jaguaribe, a trilha, os poços, o teteu, o lago...

Sábado a noite fomos ao mangabeira shop para comprar o presente da mamãe.

Foi demais, ir a praia e depois ao shop, acho que a variação de temperatura provocou a crise de garganta.

Bem, domingo bem cedo, estava ancioso para ver  o presente que compramos.

Logo que acordou, pegou a sacola e deu para mãe. Compramos um colarzinho.

Pra ele um livro de dinossauros.

Ele amou.

Fomos desenhar dinossauros.

E assim passamos a manhã, desenhando dinos.

09/05/25

Diário de Sassá

 Ontem, quinta-feira, Sassá estava maravilhado com a espada elétrica que ganhou. Uma espada que veio da China e a julgar pelo tempo que demorou a chegar, achamos que veio de bicicleta. Estava numa felicidade só. Então tive que lutar com ele, apesar do meu cansaço. Ele também estava muito cansado, pois acordou muito cedo. Abriu a porta para eu ir trabalhar. Imagina! Foi para a natação e para a escola então foi um dia muito puxado. Lutamos, desenhamos a mariposa que ele viu no caminho da natação.

Então, exausto ele se pediu arrego. Foi a cozinha e disse que queria dormir. Mameco, mamar. Mamou ouvindo a mãe lendo as histórias da turma da Mônica e capotou.


07/05/25

Amedrontado

 O medo da morte.

O que é isso?

Chega dar um arrepio frio na espinha.

Processo biológico de auto preservação.

A morte é vida vivida.

A morte é um fim de um processo breve ou longo.

O término orgânico de uma consciência.

Viver é querer,

Intuitiva ou racionalmente não ter um fim.

Suco de caju

 Ontem, à noite, fomos a uma festa maravilhosa.

Uma das bebidas servidas na festa me fez conduzir a conversa num sentido oposto ao da festa.

Suco de caju.

Entre todas as bebidas, o amarelo caju abacaxi me levou a deduzir que era suco de caju.

Tomei-o como quem tem sede. Não era o mesmo suco de caju que tomo à tarde, zero açúcar, nem era um suco de caju de sertanejo, mel. Era um suco de caju feito sob medida, como se tivesse sido supervisado por um nutricionista. Tomei vários copos, a esposa do meu colega de mesa também tomou bastante. O garçom muito gentil, nos serviu inúmeras vezes. Acho que fomos os consumidores principais daquela bebida na festa.

Minha mente trouxe a tona conversas dolorosas.

Sim, inconscientemente fui ao passado e trouxe a tona esse passado.

Como explicar isso!

Deixe-me tentar.

Das vezes que provei um suco com medida exata de açúcar e foram exatamente nos hospitais. Dos dissabores da vida, necessários o cuidar dos nossos pais quando mais precisam de nós. Com mamãe foi mais corriqueiro, com papai não.

 Meus pais hospitalizados. Mamãe na HU em 2015, cirurgiada de rins, na refeição tinha suco de caju, para ela, mas ela amorosamente pediu para que eu tomasse. Memória potente.

Papai na Liga de Mossoró 2020, após cirurgia de estomago, o acompanhei, naquele dia serviram suco de caju na refeição. Não sabia que seria a última vez que compartilharíamos a companhia um do outro.

Agora olhando depois de horas. E refletindo o que conversei na festa com meu colega... o tema foi a Liga, Mossoró, a doença de papai, a importância do suco de caju em nossas vidas. O ranço de minha irmã por derivados de caju. Terá ela sido afetada pelo suco de caju?

Falamos essas coisas que dói. Por vezes, até pensei porque estou conversando sobre isso.

Lembrando que todo pensamento é um ato de consciência.

E as vezes a gente pensa sem querer. Dá pra parar de pensar?

Continuei e tomei vários copos de suco.

Empurrei o pé na jaca como se diz, comi doces a vontade e salgados.

Isso acontece pela disponibilidade dos recursos como dizia papai e na festa!!! Tinha demais.

Sobrou. Comentei... Doce sobrando.

Voltando ao suco de caju... Bebo diariamente, pois ao ler um livro sobre fruticultura Brasileira soube do teor alto de vitamina C e pelo custo do suco eu tomo. Mas zero memórias, porque não tinha a combinação feita por nutricionista. É só o suco espremido do caju e água.

Tudo precisa ter a combinação perfeita para gerar memória. As memórias estão ai, mas é preciso uma chave que é exatamente uma situação perfeita.

Pense numa loucura.

Primers primers.

06/05/25

Mãe, maio

 Hoje, senti muito a falta de mamãe.

Ao me arrumar vi sua rede e suas chinelas.

Vi o pé de acerola.

Saudades de mamãe.

Lembrei de sua luta. Suas idas a clínica de hemodiálise.

Sua luta pela saúde.

Oh. Mãezinha entrou o mês de maio, mês das mães. 

Como é ruim não ter mais você para compartilhar minha vida.

Você que me deu a vida e me criou e me educou.

Mamãe por se pai só assim descobri o que é o amor.

Agora sei o quanto me amou.

Aí. Indo buscar meu filho na escola, vi uma avó com o netinho. Olhei e falei. -É muito amor né. Quando percebeu. Repetiu três vezes. Muito amor, muito amor, muito amor.


Mamãe, mãe é sinônimo de doação, de sacrifício é o amor encarnado.


Mãe o deveio de tudo expresso aqui.

O duelo

 Ontem Sassá e eu tivemos lutas homéricas.

Ele usou a almofada de amamentação como machado.

Eu usei várias técnicas como técnica cabeça de carneiro para me defender.

Técnica do macaco engraçado para encontrar os pontos fracos e desestabilizar o oponente.

A luta foi grande no tatame da cama.

Tiveram ainda como técnicas como a técnica da jiboia para imobilizar o oponente.

Técnica do macaco aranha.

Depois de um bom banho. Sassá foi fazer a lição de casa sob protestos e risos.

Cansado fui dormir e ele ficou desenhando os bichos da bica.


05/05/25

Jasmim gênese subjetiva

 Não sei ao certo quando soube disso que agora sei.

Vamos lá.

Em Campinas onde morei tinha muitos indivíduos de uma planta.

Essa planta já conhecia. Sim lá de serrinha da casa de Tica de Zezinho.

Bem na frente da janela do quarto da frente havia um indivíduo.

Descobri que era da família Rutaceae.

Em Campinas, mais especificamente em Barão Geraldo, as ruas eram cheias das plantas dessa mesma espécie. Fato que me chamou atenção. Sim na época das chuvas as ruas se incensavam com o cheiro de suas cores. Imagino que é o cheiro do branco já que suas flores são brancas. Isso me fez pensar sobre o seu nome. Cheguei ao nome de Murta. Mas na época era um materialista redondo e o que achava universal era o nome científico que cheguei usando a internet. O nome científico é Murraya paniculata. 

Escrevi até aqui no blog.

Muito tempo depois, recentemente, após Campinas, mamãe ganhou uma muda de Murta de Ritinha que vendia roupas, casada com o primo de mamãe. Essa mudinha foi cuidada por meu pai. 

Me ocorre agora que na casa de Vicente Paulo também havia uns pés.

A mudinha cresceu e estava florida no dia que a mamãe se foi.

No mesmo ano, no meu aniversário, Minha Amanda professora Janildes e seu esposo Antônio foram lá em casa. Conversa vai e conversa vem chego ao nome como esta planta se chama em Martins. Lá chamam de Jasmim de laranjeira.

E assim volto às origens e chamo como nos chamamos na minha terra.

Jasmim de laranjeira.

Jasmim imagino que significa odor adocicado proveniente de flores alvas.

Jasmim ou Iasmim é um nome próprio feminino.

Tanta coincidência nisso tudo.

Agora minha sala está perfumada.

Vinícius é menino de quatro anos e desenha lá no quarto.

Ouço um sino, cães latindo.

E esse cheiro que se eternizou emim.

Reflexões

 Quando era criança achava que tudo era eterno.

Aos domingos via os vizinhos passando para a igreja subindo a depois descendo.


Subiam e desciam com a bíblia debaixo do braço.


As tardes douradas ficavam cinzentas e escureciam.


A gente se confirmava com a globo e o SBT.


Os anos passaram e poucos vizinhos continuam vivos.


Todos se mudaram.


O que restou de tudo?

Só essa memória.

Acaso

 Animais da bica

Virgulino cascavel,

Marrequinha Marinez

O ganso Clodovil 

A garça Mobdick

A leoa Tereza 

A leoa Dori

A Maracanã Geralda

A arara BLUE

A anta amora

O cagado ligeirinho 

O gorila pongo

O macaco fujão Janjão 

Os emu Eli, mindinho e Ulisses 

O tamanduá Zé 

As águias Ricardo e Ana

A sucuri Juma

Uma cidade para cada um

 Meu amigo,

Você iria gostar de conhecer João Pessoa.

Aqui tem praias de areia branca ora fria ora quente, um mar de canto intermitente,  as águas sempre a cantar, ora baixa ora alta. Um céu azul ornado com o vôo e o canto das aves.

Tem Jandaia, Maracanã, tem carcará e urubu, tem bem-ti-vi e sanhaçu,

Tem sabiá e siriri,

Tem patativa e canarinho,

Tem japu e tiesangue

Tem murucututu e bacurau,

Tem saracura e soco 

Tem garça e sabacu.

E lugar pra ir de montão a mata do buraquinho,

A Bica, a penha, o castelo branco,

O Miramar...

Fica para a sua vinda tudo te mostrar

Dois anos de eternidade

 Há dois anos atrás deixava este plano meu amigo de infância e primo Mazildo.

Nós falávamos todos os dias.

Sempre que podia mandava fotos dos lugares onde estava.

Mazildo era deficiente de uma perna.

Sem muita saúde sua vida era sempre dentro da própria casa. Só saia para ir cortar o cabelo ou ir ao médico.

Passou a infância numa comunidade chamada de Vertentes e na adolescência veio para a Serrinha do Canto, tudo em Serrinha dos Pintos RN.

Nunca saiu do estado,  o lugar mais longe que ia era Pau dos Ferros.

Viveu uma vida muito simples. Amava os animais e gostava de cuidar deles. A obrigação dele era cuidar dos pássaros e do Periquito.

Amava forró único estilo de música que ouvia.

Sorria de tudo. Foi um homem simples e modesto em tudo.

Seu lazer era ouvir rádio, ver televisão e mexer no celular.

Difícil saber o que pensava, pois falava muito pouco. Sua mãe era sua voz, com ela, o mesmo conversava mais.

Não escrevia ou se expressava para si.

Assim se passam dois anos de eternidade.

Feriado do dia do Trabalho

 O feriado do dia do trabalho foi de Sassá.

Acordou tarde! Foi onde estava na escrivania e ficou feliz.

Não vai trabalhar hoje.

Então, vamos brincar.

Primeiro tomar o café.

Comigo em casa ele se amostra.

Fica fazendo munganga e a mãe fica doida.

Quer se amostrar.

Então a gente saiu para andar de bicicleta.

Foi ótimo porque, pude explorar o mundo a minha maneira.

Veja um fruto de castanhola com mesocarpo branco.

Um tronco áspero.

Ali uma lagartixa, um jeco.

Um soldadinho!

E continuamos andando.

Uma euphorbia.

Uma bromélia com aranhas.

Quantas? três!

Sassá falou o papai, a mamãe e eu.

kkkkk. São quatro.

Não chega perto! Ele cuidou de mim.

Depois atravessamos a rua e seguimos até a praça da iguana.

Antes de chegar lá.

A pitombeira tá com pitomba.

Onde tem pitombeira tem uma vará.

Encontrei...

Tirei pitombas dois cachos.

Puz no bolso e fomos a praça.

Lá chupamos pitomba, e contemplamos o fluxo do trânsito veloz.

Guardamos as cascas para por no lixo.

Tirei a testa da semente. Testa mole.

Os cotilêdones rozados ou vináceos.

Pensei! Fruto com sarcotesta carnosa?

Depois, pegamos as cascas, colocamos no lixo.

Próximo tinham frutos de cosmos.

Coletamos.

Voltamos para casa, mas antes, tomamos água no coco do seu Antônio.

E fizemos atividade física na praça.

Tomar um café

Tomar um café
Ao amanhecer nada melhor para despertar que um café.
Aquele café pretinho, quente e cheiroso.
Café bom a cada gosto.
A experiência de tomar café á algo extremamente humano e indescritível.
Tudo começa com a ociosidade estado em que estamos.
Então precisamos mudar de estado, de humor, de pensamentos de nós mesmos.
Um café é a primeira ideia!
Juntos ou só de preferência acompanhado, porque acompanhados o café tem mais sabor.
E fazer o café torna o momento ainda mais rico.
Abre a torneira, toma a medida para quantos viciados e para não desperdiçar, se bem que desperdício de café é impossível visto que tomamos café cotidianamente, sabemos exatamente quanto fazer. 
Acende o fogo e põe a água para ferver.
A conversa vai esquentando junto com água.
Então quando a água está fervendo, adiciona-se o pó.
O pó com seu cheiro frio, sofre o choque do calor e mudar de odor, rapidamente volatiliza-se e já chama mais gente para a cozinha.
A gente conhece tanto de café e de seu movimento que nem precisa olhar quando o café está pronto, só de ouvir o barulho do ferver já desliga o fogão. A gente sabe até quando a garrafa está cheia só pelo som.
Porque nossa atenção está mesmo é na conversa. No debulhar da história.
Então, já na xícara o café é servido e a conversa é atualizada, porque sempre tem os atrasados.
Aquele ou aquela que passa pelo corredor e só fala, mas não se mistura. kkkkk.
Hum!!! cafézinho bom.
Solta uma reflexão. O bom do café é a conversa!
Sem açúcar nem pensar. café mel é o do sertanejo. Café amargo da cafeteria. Djabo ruim.
O café cumpre sua função que é despertar.
Café... chafé... dizem que é o café de mineiro.
Minha tinha mais nova, aquela irmã de meu pai, comprava sete pacotes de café! também com 13 filhos.
Café era essencial na casa. Já que em casa o melhor lugar é na cozinha.
Eu, deixei de tomar café quando estudava para o vestibular. 
Passei a vida sem tomar café. Ainda bem porque o café me acelera.
No entanto, perdi de entrar na vibe da conversa na calçada da fama da minha casa, lá em Serrinha do Canto. Papai, mamãe e as visitas todos tomando café e eu sóbrio.
kkkkkkkkkkkk.
Perdi de tomar café na cozinha da residência da campus 2 lá na UFRN.
Fui careta mesmo, e não tomar café me levou a ser um velho chato.
Assim é a vida.
Um café as vezes na semana com meus amigos.
Enfim!
Assim é a vida.
Cada um tem a sua história com o café.
Contei a minha e a sua?

02/05/25

Despertar

Deitado na minha rede contemplando o amanhecer. Ultimamente, nos meses de março e abriu, me chamou atenção no silêncio da manhã ornado pelos sons das aves, beija-flores visitando nossa varanda e vez por outra como hoje o granido de psitacídeos. São maracanãs visitando os jambeiros das nossas ruas. Hoje na UFPB, antes de chegar no Restaurante Universitário tem dois grandes pés de jambo. Quando passávamos por lá encontrei uma linda pena azul e verde. Rapidamente deduzi. É uma pena de Maracanã.

João pessoa é rica em sons. São aves nativas e urbanas.

É impossível não avistar de manhã gaviões carijós, sanhaçus de coqueiro, bem-ti-vis, siriris. Quem mora próximo aos fragmentos de matas tem as arirambas...

Ás tardes pessoenses são enfeitadas com os voos dos carcarás.

E os urubus no alto azul do céu.

Feriado

 No feriado do dia do trabalho esse ano de 25, Sassá e eu aproveitamos para curtir.

Fomos caminhar nas Três ruas, ele na bici flash e eu caminhando.

Fomos contemplando as rochas, as plantas e as flores.

Vimos diferentes troncos e texturas,

Vimos lagartixas e jekos.

Vimos aranhas nas bromélias.

Leite de euphorbia.

Sentimos o cheiro das raízes de poligalas.

Tiramos pitomba da pitombeira. Docinha.

Fomos a praça da iguana onde ficamos chupando pitomba.

Coletamos frutos de cosmos.

Retiramos um arame de uma árvore e criamos uma cobra de cipó.

Tomamos água de coco.

Vimos uma moradia de morcego.

Tomamos água de coco.

Fizemos exercícios físicos.

E voltamos para almoçar.

À tarde, saímos para caminhar.

Fomos contemplando, lendo os números das casas em inglês.

Ele ganhou um picolé.

Chegamos em casa de noite.

Dia maravilhoso.

30/04/25

Joelho arranhado

 Ontem, terça-feira corrida. Na hora de deixar Sassá na escola. Ao descer do prédio, encontramos os vizinhos e Sassá se empolgou e saiu correndo. Resultado caiu e ficou com o joelho ralado. Chorou até chegar na escola. Como apoio moral, fui dirigindo e segurando a perna dele. Ele chorou muito. Quando chegamos na escola a face estava molhada de lágrimas de dor física. Então, a coordenador pediu para uma professora gentilmente fazer um curativo. Fomos a sala dos professores e a professora fez um curativo. Nisso a coordenadora do ensino médio entrou e condoída pegou um pirulito e deu a Sassá que parou de chorar. Com a cabeça baixa sorriu. Então falei, hoje é um dia de sorte não é Sassá ganhou um pirulito. Terminado o curativo, a professora colocou um adesivo de pintinho. Deixei-o na sala, saiu mancando, encenando ou forçando a dor. As meninas chegaram e viram a dor de Sassá expressa no rosto. Então entrou na sala e foi para o lugar dele. Em um instante quando sumi da vista vi um grande sorriso na face dele. Depois não sei qual foi o resultado na aula.

28/04/25

Sassá pintor

 Sassá está se tornando um grande desenhista.

Temos trabalhando juntos nesta empreitada de rememoração de formas e cores.

Fizemos um quadro do dia do índio.

Sábado, 26.4.25, fomos a bica então pintamos as cenas e os bichos observados.

Ontem, fomos ao aquário da penha.

Ele adorou.

Então, à noite, após a missa trabalhamos juntos amis uma vez.

Beleza em cores e formas e rememoração e memórias afetivas.

Sassá é meu encanto de viver. 

25/04/25

Sassá a nadar

 Sassá foi nadar.

Nadou, nadou sem parar.

Pedalou pra ir e pra voltar.

Sassá sabido brincou

Manuseou coisas.

Sua casa já está pequena.

Na escola aprendeu o número 3.

A noite desenhamos carros super rápidos.

E fomos dormir com frio do ar.

Eh Sassá do meu amor.

Sabedoria da juriti

 A mata quente amarelando,

Ouço o juriti cantando

Canta feliz anunciando

A chegada do verão,

Sabe que tudo vai mudar,

Sabe que tem que se adaptar.


Canta quebrando o silêncio da mata

Que anuncia silenciosa

A mudança da estação,

Tudo flora

Tudo flora

E enfeita a vegetação

De tons azuis,

De tons lilases,

De tons alvos,

De tons amarelos,

De tons vermelhos...

Amarelada a folha fica

Dourada e seca

Se desprende e sua mãe

E na eternidade dormita

Vira cinza, vira pó,

Vira solo,

Para em outra estação,

Se abraçar a água,

E ser sugada pela raiz e voltar a vida.

Agora dorme na eternidade.

Tudo isso quem me contou foi a juriti.

Quebra do silêncio

O silêncio matinal da mata

É quebrado pelo gavião

Que chama atenção,

Seu chama como bico falcado,


De longe me encanta,

Chama, chama gavião.

Que queres dizer?

A mata que ti criou,

A mata que te protegeu,

Sabe que falas.

Sabe quem és.

É um asa de telha maravilhoso.


24/04/25

Contemplativo

 Quando cheguei na UFPB hoje de manhã escrevi.

A mata silenciosa amanheceu pensativa.

Percebi que o mesmo estado se perpetuou durante o dia inteiro.

Agora a tarde a mata continua pensativa.

Talvez o silêncio seja meu.

Talvez este estado contemplativo tenha preenchido o meu ser.

Só sei que me sinto cansado.

Se como dizia Spinosa a alma é uma ideia de corpo.

Estou com o corpo exaurido.

Por isso contemplativo ou vegetando.

Falta ideia para por no papel.

Falta inspiração.

Falta glicose para pensar.

Quando se contempla não se pode sobrar tempo para pensar.

Dia do índio de Sassá

 No dia do índio. Este ano de 2025 Sassá ganhou uma zarabatana.

Ele foi para a escola com a mamãe. Lá estava tendo uma feirinha e a mamãe comprou este objeto de caça.

Simples, mas muito ornamentada.

Ele assistiu a apresentação de danças da tribo Kariri-xocó. Até se arriscou a dançar.

Na volta para casa, tinha uma surpresa um sexto com chocolate de páscoa.

Estava radiante. Me deu um biz.

A mamãe estava doente, então cuidei dele até dormir.

Desenhamos uma página do do livro onde estavam lá:

Uma zarabatana, uma onça, um tatu, uma arara, um beija-flor, uma giboia, um jacaré, um sapo lavando o pé, uma apis, uma borboleta...

Depois quis dormir com o desenho, mas ai disse que ia amassar.

Então deitou, mamou e dormiu.

23/04/25

Descansa

 É difícil de pensar quando se está cansado.

Descansa!

Descansa para reestabelecer tuas energias.

Descansa para que tua alma possa novamente

Se inspirar.


Fui a UFPB Campus de Areia.

Pude compartilhar da companhia dos alunos e da professora Eliete Zarete

E de meu querido amigo Pedro Gadelha.

Vi inúmeras plantas, paisagens e meios.

Tanta coisa que encheu minha mente de informação.

Agora descansa.

22/04/25

Água

 Viçosa floresce a erva!

Flores amarelas,

Alvas, azuis, lilás, roxas...

A policromia enfeita o tapete verde

Que cresceu das cinzas,

Das sementes e frutos rotos,

Que alimenta a abelhas e insetos diversos,

Num período tão efêmero...

A água equaciona a existência

Das cinzas ao verde

Do verde ao dourado,

Do dourado ao pó...

A biologia é a reação da água com a natureza viva.

Alma do tempo

 Somos a alma de nosso tempo.

Cada coisa que vivemos conduzimos em nossas almas.

Estas vão se desgastando no tempo como as coisas.

Os objetos são eternos, as coisas não.

Somos a alma de nosso corpo

Que assim como as coisas são finitas.

Da energia de viver,

E no viver,

Se desgasta,

Envelhece e morre.

Mas nossa alma se renova

Quando reproduzimos,

Em nossos filhos e netos e bisnetos...

Retalho

 O sol desperta a manhã. A paisagem verde vai perdendo o tom azulado se tornando amarelado.

O som do sino, do bem-ti-vi, dos sanhaçus marcaram a páscoa.

Chegamos cá em casa quarta feira 17.4.25.

E ficamos de boa, fomos a matinha, fomos ao curral e ao chiqueiro.

Sexta feira jejuamos.

Desenhamos muito.

Passeamos.

O tempo foi ótimo, visto que voou.

Sanhaçu

 A tarde caia. Fui a janela olhar o quintal.

Na Larangeira laranjas verdes igualando o tamanho de limões cresciam ao gosto do tempo.

Parei tudo, pois vi uma beleza sem igual.

Um sanhaçu cinzento 

Pousado no ramo seco, calmamente se banhava de sol.

Com seu bico se limpava. Aquele verde ou azul cinzento tão lindo com bico forte e penas pequenas sozinho cuidando de si.

E permaneceu ali por mais tempo que minha paciência tolerou.

De certo estava mais tranquilo que eu.

Contemplei seu ser aí.

E o seu ser assim.

Ou meu ser assim?

Pascoa 2025

 A tarde cai. A tarde sempre caiu, cai e cairá. Agora algo mudou em mim.

A tarde caia e era sinônimo de alegria. Esperava por algo. Não sei o que e sei. Esperava uma mudança que mudasse meu humor. Esperava sempre por algo. O tempo foi passando e tudo foi mudando fora e dentro de mim. Continuei esperando a mudança o tempo cair. Aí a mudança veio drástica quando percebi que podia realizar os meus sonhos. Descobri que custava tempo de vida.

Nossos sonhos custam caro.

Custam o tempo de convivermos.

A tarde caiu, levou também o tempo dos que mais amava.

Agora.

Nasceu o maior amor de minha vida, meu filho.

Não quero que a tarde passe, como é impossível, então que se arraste.

Só sentado aqui onde muito sentei com papai e com mamãe.

Já não os ouço, não os vejo, mas sua presença existe.

Na paisagem na amarílis, no Jasmim de laranjeira, no cumarú, no araçá, no catolé, na espada de são Jorge e no espaço, no calor e luz do sol que vai esfriando com o tempo e vão se apagando as memórias.

Meu Deus!

É sexta feira santa.

Quantas vezes celebrarmos em Cristo.

E continuamos em Cristo.

Vivos.

Agora divido essa memória para sempre como dizia mamãe.

Na casa de Chiquito

 Era uma tarde de quinta feira santa 17.04.25. o céu azul, os raios dourados iluminaram o alto do Sampaio, na base do alto no terreiro da casa de Francisco uma catingueira grande toda bageada explicava seus frutos secos dispersando suas sementes.

A quebrada vermelha estava coberta de milho pendoado, fava e Bananeiras. Uma bananeira sapo com um cacho cheio me chamou atenção.

Chegamos em frente a casa que foi do meu bisavô Chiquito, do meu avô Chico e de tia Nina.

Entrei na casa e pude ver através das paredes e da minha memória a profundidade da minha existência. Tanta coisa vivida ali em minha infância. As primeiras impressões de está distante de casa.

Peguei a cadeira e pus na calçada e fiquei contemplando a frente muito bem cuidada. Os dois pés de salsa de flor rosa, os araçás, o milho e feijão, subindo a lombada, a pitombeira, os cajueiros, as aroeiras, lá no fundo os mororos.

Lucia de Chico estava ali sentada, depois chegou Franci e Chico, e a conversa entrou a noite.

Ouvi histórias e distrinchei a genealógia da família.

Enquanto Vinícius brincava com Pedro, Lavínia, Laís e Sofia. Corriam gritando feliz. A felicidade foi plena quando lhes demos uma caixa de chocolate essas crianças saltaram de felicidade.

E a tarde caiu e a noite subiu.

Amanhece

 Enche o peito do ar frio da madrugada. Traz em si um cheiro particular, Cheiro das chuvas de abril, Cheiro da mata molhada. O silêncio é su...

Gogh

Gogh