20/01/11

O dia se entrega a noite,

Calma e fria,

Ao som das ondas

Quebrando na praia,

Das folhas dos coqueiros,

Do som do vento,

O sol se escondeu no poente,

Além do horizonte,

A tarde toda azul,

Escureceu atrás do mar.

20:44

Lua linda a lua,

No meio do mar,

Apareces tu nua,

Em seu claro iluminar,

Sob o ondular,

As se quebrar

Na praia,

A lua toda sensual,

Passa durante a noite,

E o vento sempre de açoite.

18:21

Os coqueiros da bahia

Estão por todo lado,

Mas parecem seres alados,

A planar no balanço

Intenso do vento,

Sempre a soprar.

Ah! Quanta calma nesse luar,

São cinco horas e o sol já desapareceu.

18:07

O céu azul,

Mais parece um campo coalhado

De brancos carneirinhos,

Milhares voando pelos ares,

Carneirinhos e carneirões,

Carneiros se fazem até no mar,

E o vento sopra,

Do nascente para o poente,

Como eu vou e volto na minha rede.

16:57

Hoje saímos, fomos passear,

Ver dunas e mar, praias,

Almoçamos no anana,

Frutos do mar,

Andamos nas dunas,

Vimos muitas coisas diferente,

Muita gente,

Cheias de cores.

Fomos a lagoa de Jacumã,

Ver o aerobunda,

E a tarde já ta finda.

16:41

O sol brilha intensamente,

Aos poucos desce para o pente,

E o vento não para de soprar,

Ora pra dentro ora pra fora do mar,

Como é bom viajar,

Aqui na terra do sol,

De água fresca, brisa e mar,

Nada melhor que viajar.

16:38

Casas brancas, todas brancas,

Coqueiros, marngueiras e cajueiros,

Hisbiscos vermelhos pintam a paisagem

Daqui, nunca vi tanto pardal,

No mar escuma branca

Se faz das ondas vindas de longe,

Canta a rolinha,

Esse canto é peculiar,

Da terra potiguar,

Manga espada e caju,

Doces ácidos,

Saborosos, mas travosos.

Um coqueiro velho

Cresce moldado pelo vento,

O vento quem segura,

Quem o balança

Quem canta ninar

Que vida besta essa daqui,

Parada.

8:53

Brancas paredes,

Ricas paisagens

Posso rabiscar,

Atravessa a janela

O imenso mar,

De distante horizonte,

Sem sequer um monte,

Na praia deitam as ondas,

Vindas do oceano,

Beijando areia,

Lavando, se estravasando na praia,

Canta o galo distante,

Cantam os pardais,

E o vento e o mar sempre a soprar e a cantar,

Os ares de tão distante,

O azul intenso desponta no poente ou no norte?

Brancas paisagens,

Branca barriga,

É fome.

8:13

A chuva passou!

Que coisa engraçada,

Chuva torrencial pela manhã!

E o céu ta abrindo,

Como quem pinta com areia,

Lima o céu num átino,

As palmeiras soam suaves,

Passa um barco movido a diesel,

Passa quebrando as ondas,

Num tá tá tá,

Quebrando ondas,

No meio do mar, o horizonte

Está azul...

Como pode!!!

8:06

na cama

Como sopra intenso o vento,

E seu sopro vem do mar,

Que parece todo respingar,

Gostas de um mar bento,

Pela deusa Yemanjar,

E agora chove,

Quanta beleza nos mostra a natureza,

Ouço o som da chuva,

Onde o vento faz a curva,

Em terras potiguares,

Vejo da janela os mares,

E a chuva pura destilada,

Das nuvens, quanta beleza.

7:39

Praia

16 de dezembro de 2010

O mar

Ontem quando acordei e a abri a janela,

Tinha de paisagem minha acacia bela,

Hoje, vejo outra paisagem

Vindo de longa viagem,

Vejo o mar,

Vento intenso a soprar,

Ouço o mar a cantar,

a palmeira a balançar,

o calor intenso da manhã,

Sem sol, sem céu azul,

Mas sol nublado,

Mar enfesado,

Assim nasceu a manhã,

Bela, quente e ardente,

Com cheiro de mar.

7:27

Antese

Quão efêmera é a beleza da rosa,

que desabrocha em plena manhã,

toda bela, fresca e vigorosa,

e no fim do dia, perde o vigor e afã,

Efêmera é a beleza humana,

Cuidado, o que é hoje não é amanhã,

Se hoje sorri um riso branco,

Se hoje negras madeixas brilham,

Amanhã tudo te deixa,

A beleza o vigor,

Cuidado com o pudor,

Pois nem sempre tens beleza,

A rosa se desfaz em fruto

E tu em que em filhos?

Cuidado rosa,

Cuidado o que expressas,

Porque aqui tu pagas,

Tu muchas rosa,

Senão se valorizar,

Quem de ti cuidará,

Tudo passa,

Tudo morre,

A vida corre,

E a beleza efêmera

A que te sobra.

Cuidado com o que te espetas.

Cuidado com o que tu cativas.

Vida é efêmera.

Chegando a Salvador!!! 23:32.

Plana no ar o desengonçado urubu.

Chegando em Natal 0:40h

Sonho

O tempo é traiçoeiro e está sempre nos seguindo onde quer que vá. Arranca de nós a beleza,

A força e o vigor, mas nos trás de presente a experiência. Nos prepara cada surpresa, nem sempre boa, nem sempre ruim. Na verdade sentimos intenso medo da morte, que nos aguarda e o tempo nos oculta. A morte está presente entre nós, nos apavora, nos leva as pessoas mais queridas, o tempo não perdoa pois conta nossos dias desde o nascimento, vai nos consumindo e nos entrega a morte ao nada.

Daqui do ar, agora lembro das aventuras do pequeno príncipe. Imagina voar pelos ares, conhecendo planetas, explorando o universo. Onde e quanto podemos explorar?

Sinto um sono, também já é quase meia noite.

Brincar de Avião.

15-12-10 23:00

Brincar de Avião.

Quando era pequeno e ainda morava com meus pais. Eu achava o avião a coisa mais interessante que existia, pois não entendia como uma asa de lata voava. Alí naquele sertão só tinha um avião. O avião do pastor Pedro que era um americano e era celebrava cultos na igreja batista. Vez por outra tirava o avião da garagem e voava, não sei pra onde. Naquele monomotor ele subia aos ares. Quando ouvia um barulho no ar, saia correndo para ver a asa de lata passar. Diziam que quem tivesse dinheiro pra pagar ele dava uma volta, nunca tive vontade ou coragem, mas que aquilo me encantava. Ah! Isso sim. Então no fim do inverno quando a palha de milho estava seco eu e meus amigos passavam as manhãs confeccionando cataventos e aviões voando pelos ares da imaginação tal qual urubu, besouro ou beijaflor. Íamos onde a imaginação nos levava. Brincávamos sobre os galhos dos cajueiros ou cirigueleiras de piloto. Era muito divertido ser piloto de avião. Hoje cá estou eu voando, mais pareço um boi na gaiola, mas pelo menos assim encurto o tempo até meu destino e ainda ouço Bach. A vida mudou muito de lá pra cá.

voar

Voar

Em pleno ar,

Estamos a voar,

Muito além das nuvens,

Além da litosfera,

Sobre serras e planícies

Daqui tudo é tão pequeno lá em baixo,

Vemos luzes distantes a piscar,

E um céu tão escuro, nublado,

Só o pisca da asa de lata

Alumia lá fora,

Em pleno céu,

Voa a asa de lata.

15-12-10 23:00

Viagem

15 dezembro de 2010-12-15 22:39

Estamos em pleno ar,

Na ave de lata,

Que não para de pular,

Parece que estamos indo por uma estrada cheia de seixos,

As pessoas até estão caladas,

As luzes estão apagadas,

Estamos indo do Rio para Salvador e depois para Natal.

Aqui dentro fazia calor agora faz frio

E o grande asa de lata não para de saculejar,

Aqui não tem muito o que fazer senão ler, ouvir música.

Estou com vários livros, de prosa e peosia.

Camões, Baudler e Maiakoveski,

Deste o que melhor compreendo é o de Camões

Já o Flores do Mal, nada e o de Maiakovski

Dar para entender o contexto social.

Da Rússia naquele tempo.

Passou um lanchinho.

Ana ta impaciente ora ler, ora tenta dormir,

Agora come.

A luz de dentro da lata impede que veja lá fora.

Sinto um incomodo no nariz agora, uma sensação de falta de ar.

Vou ouvir cantatas de Bach.

Tédio

Perdido no túnel,
na concha do tempo,
perdido em vã pensamento.
Vejo o mundo vazio,
vejo o mundo frio,
coisas, sentimentos,
paisagens. Vivo estou,
vivo sou, ago, faço,
posso dar ar a matéria,
gerar a vida,
mas de que adianta,
o que me adianta,
se o meu mundo é só meu,
como distribuir o meu mundo?
Se nem tudo me agrada,
se parece que a vida para,
se atravesso o tempo,
rompendo o tédio da existência,
se nem todo mundo tem
o brilho de criar,
canaliza sua vida
aos desejos.
E o brilho do criar!
Vejo o céu azul,
bordado de nuvens,
claro pelo sol.
Vejo o céu pintado de estrelas,
vejo a noite recolher
toda a luz e derramar
seu escuro lado
ao todo...
E o tédio me domina,
por só querer o que me agrada,
maldita alma,
fugir da física
é muito difícil,
renegar a natureza
é um sacrifício,
por isso passa o tempo,
derrama-se o tédio
em minha mente,
em minha frente,
resta apenas contemplar
a dor, a existência,
pois sem ação,
sou matéria inerte,
cozinho os pensamentos,
as ideias,
chacoalho a mente,
planto novas ideias,
desejo novos mundos,
e só os encontro dentro de mim,
é hora de mudar,
metamorfosear,
pois o tempo passa,
a matéria é a mesma
senão a moldarmos.

Rotina

Aurora já está quase indo, toca o despertador. Mal acorda, desliga o despertador. E pensa mais um dia. Senta, pensa na existência, pensa no dia que foi, no que vai ser. Levanta, segue para a cozinha, come algo, e segue para o banho. Banha, veste-se, pega o rádio liga, põe o fone, pega a bicicleta e segue para a universidade, ainda está escuro. Pensa na vida, pensa na morte, nos medos, ouve as notícias, fica indignado quando chega na universidade liga o computador, no qual passa o dia todo, quando volta pra casa, frustrado pois ainda falta tanto pra fazer. Segue para a praça pra fazer exercícios, pois se preocupa com a barriga, com a falta de cabelos, com o comentário dos outros, com a vida. Respira fundo, faz um lanche e ler e vai dormir, com um penso na consciência, sem saber se fez ou não o que devia. Finalmente dorme um sono turbulento, se preocupa com tudo e pensa, puxa vou fazer tudo de novo, amanhã.

Leiteiro

Ao quebrar da barra cantam os primeiros galos anunciando o novo dia. O relógio marca três horas. Rincha o jumento lá para as bandas do fim da terra, perto do riacho. Acorda o forte leiteiro, lava a cara, calça a bota e segue para o curral. Uma a uma as vacas são arreiadas e em seguidas desleitadas. lá se vão duzentos litros de leite em um tambor, para ser transformado em queijo. E o leiteiro esse não para vai para casa, toma o café e segue para a baixa tirar comer pro seu gado. Trabalha o dia inteiro pra suas vacas. Vive em função de seu gado e estes em função do leiteiro numa harmonia que segue de geração em geração. Quando cai a tarde, sentado na área da frente, saciada a fome do gado, o leiteiro ver seu gado de bucho cheio a se acomodar. Com a consciência tranquila, janta e em seguida dorme o sono dos justos pra acordar no mesmo horário do dia anterior.

19/01/11

Caos

As vezes a mente parece vazia,
disfarça muito bem pois está mesmo é muito cheia.
De saco cheio de tanta informação, cobrança.
Ave, parece que o mundo vai parar se não
tivermos tudo no prazo certo.
A mente cansa dessas coisas.
A vida seria bem mais bela se não fosse
esse medo que sentimos de ficarmos
desamparados.
Quando o sertanejo ver que chegou janeiro
e não choveu ainda, ele aguarda
fevereiro, marco e abril,
se não choveu ele reza
porque sabe que o fumo é grosso,
e logo as coisas vão se apertar,
espera por Deus.
Acabamos de esquecer de Deus,
acabamos acreditando que tudo
é técnico e que não depende só de
nós muitas vezes.
Abraçamos novas ideias,
e esquecemos as velhas,
as vezes nem guardamos,
jogamos fora, mas se as novas não derem certo?
O que faremos?
Voltemos as velhas ideias
e sigamos a vida,
porque a vida continua
e o tempo passa por cima
do que não segue.

A rosa


A rosa desabrochou no jardim,
era uma rosa escarlate.
Tinha suas pétalas viçosas,
exalava um forte cheiro
de pureza que a beleza
se confundia entre forma
e essência.
Será a rosa uma deusa encantada?
Quem sabe.
Cada rosa tem seu valor,
sua cor, sua essência.
Gosto do cheiro de rosa,
da beleza contida na rosa.

Mas cultivar a rosa,
é preciso paciência,
tem toda uma ciência
vermelha difícil de aprender
a lidar.
Tem ter cuidado com
os acúleos, em saber
tratar de matar sua sede,
tem que entender de rosa,
senão, como vai ter sua rosa,
como vai cultivar a rosa
em seu jardim.

A chuva da tarde

O dia brilhava intensamente,
então passou o meio dia,
o sol ardia em calor,
mas a tarde logo esfriou,
gotas caiam das nuvens,
uma chuva se derramava
na terra, no asfalto, nos prédios
quente.
Gotejando a tarde logo ficou,
as folhas lacrimejavam a chuva,
e o sol se escondia nas nuvens,
Assim partia a tarde cinzenta,
de nuvens massenta,
assim foi mais uma tarde.

Inverno

O sol fica preguiçoso no inverno,
ver as nuvens macias de algodão,
e a todo instante se relcina,
sobre as nuvens e cochila,
se apaga. O sol esse preguiçoso,
passa moleza pra gente,
e o frio da chuva,
cai como luva,
e nos deixa preguiçosos,
gulosos.
A culpa de tudo é do inverno,
que acaba com inferno
do calor, da sede
e trás a vida,
doce água,
destilada água.

Calma

Os dias são brancos,
os dias são longos,
miro no meu horizonte
que é tão curto,
miro então o céu
e um véu não me
permitem ver o
azul.
Olho para dentro
de mim,
vejo um poço
sem fundo,
abrigo dentro de mim
um grande vazio,
sinto intenso frio
no estômago,
na alma...
Onde está o eco de deus?

Não ouco ressoar em minha alma,
as vezes perco a calma.

Olho novamente para o horizonte,
olho para o céu
vejo céu azul,
mas tudo que vejo
é uma paisagem
sem profundidade
o véu passou,
agora vejo o azul.

Minha alma quer calma.

18/01/11

Cronos

Não há tempo
pra pensar,
não há tempo
pra amar,
não há tempo,
pra viver.
Só há tempo
pra envelhecer.

Fisis

Que venha o vento,
suave como a brisa,
e leve o calor, refresque a alma,
que me traga um pouco de calma.
Já caiu a noite,
sob a chuva da tarde,
o sol desapareceu,
longe daqui,
a lua nasceu no céu tão azul,
e limpo, mas aqui
só vemos nuvens bravas,
querendo se derramar,
o solo encharcar,
Chuvas e mais chuvas,
molham a terra,
e as plantas que agradencem,
estão tão viçosas,
cada vez mais vigorosas,
desabrocham perfumadas,
e permanecem abertas,
enquanto tem luz do sol,
outras se escondem da luz
só desabrocham e se perfumam
a noite...
Vá entender a natureza,
Vá entender a vida...
O mundo é um só,
mas são tantas vidas,
só uma noite,
só um dia,
Numa sincronia,
onde tudo está em todo lugar,
tudo é harmonia.

Murraya


As ruas de Ribeirão Preto,
estão perfumadas de brancas flores,
flores de Murrayra paniculata,
essa linda Rutácea,
por onde se passa,
percebe a graça,
dessa linda flor,
com seu sedoso odor.
Cachos brancos como a neve,
com um ponto verde de esperança,
das flores de Murraya,
que dão um branco
as ruas quentes de Ribeirão Preto,
Tratadas, podadas, bem cuidadas,
floridas e perfumadas estão as murrayas,
desse lugar quente que nem sertão.
Quando chega a tarde,
que o calor arde,
quase a rachar,
se cai uma chuva,
sorriem as murrayas brancas flores, doces odores...
Logo irão as flores e as chuvas
de Ribeirão, então as aves
saborearão vermelhos frutos de Murraya.
Quando era pequeno,
minha vizinha tinha,
um pé de Murraya,
na casa da mãe dela tinha outro pé,
mas não sabia que se chamava Murraya,
Agora sei que são murrayas de Ribeirão Preto,
de flores brancas, como flores de laranjeiras,
são parentes, pertencem a mesma família...
Que bonito as ruas cheias de murrayas,
bem em frente uma república em frente ao Aulos restaurante,
próximo a unicamp
tem uma república que é só
Flores de Murraya...

Ser

As vezes me pego pensando no vazio da vida. É quando me sinto enfadado, cansado de ver todos os dias as mesmas coisas, nada parece diferente. Sinto minha mente cansada. As vezes tenho necessidade de pensar nestas coisas e nada me deixa feliz por um instante. Quando penso na vida, nas coisas que tenho que fazer sinto um cansaço. Será que estou cansado de viver? Sinto um calor ardente, um sono intenso. Acho que isso são sintomas de stress. Não sei, mas quando reflito sobre o sofrimento da vida, acredito em tal coisa. Essa ictirícia da vida. E me pego caminhando, divagando nas minhas ideias oras vazias, oras plena, completa. Bem que podia ir a uma igreja ou a um psicólogo, mas fico me debatendo feito poeta, resgatando nos instantes mais comuns um motivo para viver. Estou cansado desta dialética capitalista, de pensar sempre no melhor, no máximo. Acho que tudo isso não passa de ilusão. É uma ilusão que o material tende a confirmar. Acabamos nos viciando em ter e nos tornamos dependentes das facilidades que podemos adquirir por meio de nosso trabalho, nossos esforços. As vezes nos esforçamos tanto pra nada. Tentando simplesmente driblar a morte, mas não conseguimos. Simplesmente fazemos isso para suportar o peso da vida. Sinto um calor, uma pressão na mente, um sono. Seguir em frente sem pensar, pois se parar para pensar acabei materializando tudo.

17/01/11

Medos

Os dias que passam,
passam chuvosos,
me deixam ansiosos,
cada dia, vem como poesia,
oras trazem alegria,
oras trazem tristeza,
os dias que passam,
levam um pouco de mim,
trazem algo de bom ou algo de ruim,
e a vida passa assim,
ora fagueira,
ora agitada, mas nunca deixa de passar,

as vezes paro para contemplar
a beleza de uma flor,
a beleza de um por do sol,
ou simplesmente ficar ouvindo
a chuva cair,
gosto de ver o sol sorrir,
seus primeiros raios refletir.

As vezes paro para pensar,
o que há de bom na vida,
encontro só recordações,
breves imaginações,
como alucinações...

As vezes sentimos que perdemos
o motivo de viver,
nada vale a pena,
Mas viver é algo indescritível,
viver é existir, é ser
e sendo posso avaliar
cada momento,
dizer o que acho de bom,
o que acho de ruim,
mas só assim posso justificar
minha existência,
tenho poder de julgar.

E nada me faltará.

Flor do campo

Linda flor amarela
que nasce no campo,
sua cor é tão bela,
que me enche de encanto.

Linda flor singela,
se inclinas para o sol,
e dança com o vento,
minha bela flor,

te encontrei no inverno,
estavas a sorrir,
acenou para mim,
e segui sua cor,

linda flor do campo,
me causa espanto,
a teu meigo jeito de ser,
tua simplicidade,
tua felicidade,

a dançar com o vento,
no meio do campo,
sem nenhum canto,

danças com o vento,
sorri para o sol,
e flerta meus olhos,
beijando minha alma.

Tarde

Cai a tarde,
cai a chuva na tarde,
essa tarde quente,
que oras abre o céu,
oras fecha o sol,
céu azul,
nuvem escura,
essa tarde tropical,
inpacienta a pessoa.

16/01/11

Noite

A noite minha única companheira,
chegou calada, e cobriu tudo de escuro,
trouxe consigo uma chuvinha,
E refrescou o meu quarto,
vazio e quente,
estive ausente por um bom
tempo, mas agora voltei,
e me enfurnei
no meu mundo,
me abracei a noite,
e agora hei de dormir
a noite toda.

Tarde

A chuva caiu na tarde,
sobre a terra seca,
pingos caíram,
se aderiram,
e se escorreram
ladeira a baixo,
um forte bafo,
a terra expeliu,
pro céu subiu.
A tarde ardente,
de clima quente,
repentinamente
esfriou,
tão logo se passou.

15/01/11

voo

Voa no espaço,
em pleno céu azul,
voa a ave de rapina,
o sol forte a brilhar,
nuvens lentas a passar,
de asas abertas,
voa sem parar,
vôo circular,
seguindo as térmicas.
A ave sobe bem alto
e plana, plana sem parar,
pra lá e pra cá
em movimento circular...

Marcas

Marcas

Levamos no corpo e na alma as marcas do tempo. A cicatrizes da infância feitas pela impaciência e pelas artes. As marcas estão pelos joelhos, nas pernas, nas mãos cicatrizes do comportamento indomado e deseducado. Passado a infância essas marcas não se apagaram, pelo contrário novas cicatrizes são criadas, não mais pelas artes, mas pelo trabalho que se estendem pelas mãos, dos trabalhos manuais. As cicatrizes da infância trazem boas lembranças. Todavia essas marcas são insignificantes. Descobrimos na adolescência o desejo, a ira, a inveja, a tristeza e todos os sentimentos humanos provindas do entendimento humano do mundo. A partir daí surgem as cicatrizes, marcas no espírito não mais na carne. São os dramas vividos pelos seres humanos que se estendem pela vida adulta. Não seria a vida uma viagem e ao longo dessa que em determinadas paradas alguém é obrigado a descer ou alguém é determinado a subir na sua viagem e tornam sua viagem uma peça ilusória. Essas transferências marcam tão fundo que as vezes chegam a tirar o sabor, as cores e a magia da vida, são marcas que nunca se apagam e as vezes provocam desilusão. Levamos todas essas marcas no nosso corpo e em nossa alma. Nos autoenganamos para conseguirmos suportar a vida. Visto que são as cicatrizes, as marcas, que vão nos moldando e dando vida aos personagens que nos apropriamos e nos constituímos. Se ao longo da vida somos muito marcados já nem sabemos mais encenar, uma nova peça, pois as marcas nos tornam pessoas duras, inflexíveis, donos da verdade. Que seria isso senão ilusão. Porque cremos que as marcas nos dão autoridade não seria a construção de uma ideia ilusória. Talvez sim, mas é assim que nos construímos ou somos construídos. Quem sabe? Viver é um eterno aprender e as marcas são aprendizado que não nos faz esquecer que somos humanos, nossas fraquezas e nossas forças nos mostram os nossos limites. Limites estes que podem ser quebrados somando-se o tempo. Sim talvez as marcas nos dêem, mas não podemos de maneira alguma usar desta como verdade plena, pois cada pessoa tem o próprio corpo e a própria alma e através da própria experiência ter suas marcas, pois cada ser é única. O máximo que podemos fazer é dar um norte, mas por longe. É o tempo quem determina cada marca de cada pessoa.

14/01/11

Templo

Distante no horizonte construiu-se um templo.
Uma construção tão robusta, sobre rochas sólidas,
sobre um lindo monte, construido pedra a pedra,
consumiu o suor e o trabalho de devotos homens.
E fez-se cultos dentro do sólido templo,
cuja maior parte do tempo fez-se vazio,
amplo e frio, poucos dias se enchia o átrio.
Ali se celebravam nascimentos, mortes,
batizados. Naquele ambiente vazio,
frio estátuas de santos e um crucificado,
cheiravam a fezes de morcegos.
Aquele templo onde tantos cresceram,
onde tantos sob um teto pela ultima
vez ficaram... Celebrava-se festa.
Agora está cada vez mais vazio,
as paredes em ruina, cada dia
mais vazia e fria.
No horizonte em cima do monte,
um templo foi plantado,
com o tempo esquecido,
o tempo foi consumido,
meus olhos veem o mundo como nunca visto,
vejo cada vez mais longe,
minha face se enruga,
minha testa aumenta cada vez mais.
Meus modos cada vez mais peculiares,
mais duros.
E foi olhando para o templo,
para o monte,
olhando para o horizonte,
que construi em minha mente,
meu mundo, minha ilusão.
Eu constui o meu templo no horizonte.

Meu dia

Hoje o dia nasceu nublado,
oras chovia, oras cessava.
No final da tarde parecia
que o céu ia cair, mas
felizmente não caiu mais
que uma chuva leve,
quando era quase noite,
o céu se abriu
e pude ver o sol
se por no pente.
Um sol crepuscular,
se entregou para
a noite de lua crescente.

13/01/11

Sonho


Queria uma casinha velha na serra,
podia viver a mexer com a terra,
contemplar a natureza,
refletir sobre a beleza
da vida, da nossa vida,
não seria uma poesia ou uma prosa,
seria uma sim vida,
em inércia.
Aquela casinha na serra,
aquele pedaço de terra,
quem sabe um dia,
fazendo minhas poesias,
encha minha vida de magia
e siga pra lá,
espero que esteja ao meu lado,
quero muito que siga comigo,
que tenhamos um abrigo,
pra poder ver a chuva cair,
o sol brilhar, a flor desabrochar,
as aves a cantar,
sentir o frio da brisa da tarde,
e viver em harmonia,
essa vida deveras curta,
mas parece tão comprida,
Sigamos para lá.

12/01/11

Memórias

Carregamos dentro de nós memórias boas e ruins.
São essas memórias que nos dão a capacidade de julgar o que é bom e o que é ruim para nossa vida.
Nossas memórias ficam guardadas e vez por outra resgatamos. Temos as memórias longas e as memórias curtas. As memórias longas carregam uma grande importância para o nosso ser, pois elas foram os nossos primeiros alicerces. Vez por outra quando volto a um lugar que vivi por longo tempo, busco resgatar essas memórias. Na maioria das vezes parece ser inútil. Elas vem quando menos espero, mas as vezes me emociona quando consciente vejo algo que me trás reminiscência.
Estive com várias pessoas nestas férias, pessoas muito queridas e descobri nas suas memórias destas pessoas que tinha-mos memórias em comum, mas que não me lembrava e que quando essas pessoas começavam a falar como uma luz, eu relembrava. Emocionei-me ao relembrar com a vizinha de infância os meus tempos de criança. As necessidades porque enfrentávamos. Imagine que não tínhamos o mínimo conforto, na casa dela até colchão de palha de arroz tinha. No entanto éramos muito felizes. Essas memórias me emocionam, não era preciso mais que um pouco a mais de conforto, para nos sentirmos os mais ricos do mundo. Uma garrafinha de guaraná de vez em nunca servia para não ficar chorando em casa quando mamãe tinha que sair.
As balas que papai trazia da feira nos dias de sábado embrulhadas em papel, as balinhas enroladas em papel. Fazia-me tão feliz. Aquelas memórias, doces memórias em que via a minha família unida, junta, como modelo de família que construí em minha mente. Vi todo mundo viver assim unidos. Vi no jeito simples e correto de meus pais e avós a vida ética boa para meu ser. Vi na força rude de meu pai atrás do cabo da enxada e tantos outros pais na labuta, de manhã até a noite o correto jeito de ganhar o pão, sem esperar pelo suor do outro. Vi na harmonia com que vivíamos com os animais, a vaca por nos dar leite, o jegue por nos ajudar com as cargas, o cachorro na vigia da casa e o gato na proteção da comida contra ratos, o respeito essencial a vida.
Foi no trabalho que crescemos e aprendemos a ser éticos. Foi no banco duro da escola que aprendi que é importante aprender, na insistência de meus pais de não faltar a uma aula, na esperança de melhorar a vida que construí, minha concepção da importância do saber, pois sem ele que seria de mim hoje? Como poderia ajudar que me criou, educou e me deu a vida?
São essas memórias que me dão suporte seguir sempre em frente e ser quem sou. Uma pessoa com convicção e amor a vida.

Escrito

Encontrei um papel escrito dentro de um dicionário com letra tremida que reconheci ser a letra de minha avó. Nele estava escrito a data, o ano que ela nasceu, o nome do pai, o dia que casou, a quantidade de filhos que teve, onde estava morando na época que escreveu, o tempo que estudou. quando a mãe morreu, quando o pai morreu e que sentia muita saudades do pai dela. Foi escrito em quatro de fevereiro de 2004, três anos antes de morrer. Achei lindo aquele papel que pra mim virou um documento precioso, uma memória concretizada em vida. Quanta sabedoria de minha avó escrever aquilo. Fiquei impressionado. As memórias transcritas no papel ganham vida fora de nós. Com certeza foi uma dádiva encontra esses escritos. A que horas será que escreveu? Pela manhã ou pela tarde? O escrito não tem pontuação, mas tem uma inteligência tão grande. Imagine, pensar em escrever algo para a posteridade. Acho que tinha uma alma poética, talvez se sentisse sozinha. Tinha-mos uma relação de forte amizade. Todas as vezes que podia desfrutava de sua companhia, por longas conversas ao longo da tarde. Sentados na frente de casa. Vendo o povo passar, cumprimentando esse povo, as vezes alguém parava pra tomar um café. As vezes ficamos apenas contemplando a tarde que se passava lentamente. Dourada e depois que o sol se recolhia nos recolhíamos também. Tardes longas e fagueiras que passávamos por lá.

11/01/11

Vida e morte

Estou cansado

Estou cansado de lutar,
estou cansado de olhar,
estou cansado do jeito de viver das pessoas,
estou cansado de tentar achar respostas.

O mundo está ficando entediado,
cada dia mais envocado,
e tudo isso me deixa demasiado
cansado, pois parece que ando em círculos.

Tenho medo de mim,
tenho medo da morte,
tenho medo do amanhã,
tudo está tão embraçado que me deixa cansado.

Corri a vista no mundo e só vi problemas,
vi muita confusão, desilusão.
Vi a vida ressurgir na vida,
vi a morte dominar a vida,

Vi a matéria se transformar,
parei para contemplar o mundo em minha volta.
Deixei de lado a tela do computador,
que só me trazia dor,
mas não adiantou, pois os problemas humanos

são meus também,
como contemplar a natureza
como contemplar a beleza,

se há dor, se a morte, não há quem seja forte.

A união eterniza a vida,
mas como parar para contemplação...

Se cronometro meu tempo,
e consumo cada segundo,
a vida sem contemplação é vazia,
contemplar é vazio...

Viver como um vadio e ver a vida passar,
sem olhar para trás,
só se nunca me mudar.

A vida e a morte,
renovam a natureza.


10/01/11

Reveillon

O ano de 2010 passou tão de pressa,
que logo que vi os primeiros fogos
estourarem lembrei do ano passado,
deu um aperto no coração,
mas passou o ano velho passou,
2011 chegou, pedi muita saúde
e esperança, porque o resto
a gente corre atrás.

retorno

Viajei para muito longe,
mas já estou de volta,
para quem sentiu minha falta,
meu carinho e meu afago.
beijos

15/12/10

Lenta espera

E a manhã se passou tão lenta
quanto uma nuvem em dia de calmaria,
mas se passou, fria e suave,
ornada de flores,
de branco e de vento,
suave lá foi ela,
cantou o sanhaçu,
e ela partiu,
fujiu!

Voltar e reviver e ser

Finalmente chegou o grande dia,
depois de tanta arrumação,
tanta espera, to cheio de emoção.
O melhor do evento é a organização,
Compra da passagem,
as roupas,
liga,
risca os dias no calendário,
se torna hábito diário,
manhã se arraste,
porque à tarde,
bem no fim do dia
tomarei o avião,
o grande pássaro de lata,
em direção ao nordeste,
ver as areias brancas,
o céu azul,
o mar verde,
a água salobra,
luz sol,
amanhã quando acordar,
vou sair correndo pro mar,
ver o horizonte,
sentir a brisa úmida,
sentir o clima de Natal,
bem no natal
na minha linda terra do sol nascente.

Manhã em passagem

Suave nasce a manhã tão bela,
frouxa a luz entra pela janela,
e as cores verde e amarela,
das folhas e flores da acacia do jardim,
alegres, ao som do vento, dançam para mim,
numa suave valsa,
suas folhas acenam, assim.
dançam os secos frutos,
a luz nesse dia
de céu tão branco,
de sopro de vento tão suave,
ameno,
janela fechada,
e um friozinho tão gostoso,
que me deixa preguiçoso,
nessa linda manhã.

Campinas, SP.

14/12/10

Fim da primavera

Eis que no fim do verão,
chega o frio,
o sol nem apareceu,
choveu quase todo o dia.
Eita que dia fagueiro,
dia preguiçoso,
realmente gostoso,
pra ficar sob as cobertas,
a ver um filmezinho,
curtindo cada instante,
desses últimos
dias do ano,
da primavera.

Brasília


Brasília
linda cidade,
organização da sociedade,
cidade centro do estado,
de céu azul,
jardins coloridos,
de solo argiloso,
vermelho sedoso,
de diversas gentes,
vindas de terras distantes,
do norte, do nordeste sul e sudeste.
Brasília cidade erguida de de aço,
Na pressa sem cansaço,
concreto arquitetônico,
de espaços projetados,
dos campos e cerrados,
eis que surgiu Brasília,
de trânsito agitado,
de elegante gente,
de gente transitória,
curtos e longos mandatos,
corrupção, sem solução.
Brasília linda cidade,
quem bebe nesta cidade,
sente intensa saudade,
sente ansiedade,
de beber do poder,
do céu, da lua,
das estrelas,
das largas ruas,
do planalto.
Que abrigou tanta gente,
que perdeu o desejo da alma,
de voltar para o sertão.
O sertanejo que ai habita,
tem calma,
saudades de seu torrão,
não esquece o seu chão,
de seixos, de sol do sertão,
Brasília
sob a força do sertão,
ergueu-se,
na poeira vermelha,
de homens de punhos de aço.
se fez capital,
no distrito federal.

Último dia

Bem no fim da tarde o sol partiu,

O vento então soprou,

Soprou como não havia soprado

No fim de semana, soprou até amenizar o clima,

O calor partiu, dissipou no ar,

O sopro do vento deixa todas as plantas felizes

Tudas ficam acenando, pra lá e pra cá.

A luz vai minando,

A noite se entregando,

Os lírios do jardim com suas flores

Cor de fogo e fauce amarela

Ainda estão abertos,

São oito lindas flores,

A bráctea laranja da streulizia

Está tão viçosa...

As folhas da Dypsia,

Com uma panícula toda ornada,

Está num vai lá e vem cá,

E a bolina, cachorrinha,

Está impaciente indo de lá pra cá,

De cá pra lá.

Parece até uma amante esperando

O pé de lã, eita que ta assanhada

A danada.

E o vento sopra,

O oiti ta animado,

Acenando.

Olhando para o nascente pombos se equilibram

Na antena.

E a tarde acaba amena.

18:12 13-12-10

Amanhece

 Enche o peito do ar frio da madrugada. Traz em si um cheiro particular, Cheiro das chuvas de abril, Cheiro da mata molhada. O silêncio é su...

Gogh

Gogh