07/10/25

A areira

 No cinza da catinga fechada,

Espinhos, garranchos a vista barrar.

Imperiosa a aroeira imersa ali está,


Seu tronco forte a sustentar,

Seus numerosos ramos ao céu apontar,


O termo e luminoso setembro,

Suas folhas lhes fez deixar,


Nua, de ramos cinzas inflorescências faz brotar,

Flores diminutas, a convidar, os bichos dela se alimentar...


Meliponias, aqui e aculá,

Na galha de lá um arapuá a morar.


Do alto vem bichos o mundo contemplar,


Venho sabiá, papa-arroz, sanhaçu...

Difícil não encontrar nessa magestosa árvore,


O calado carcará...


Agora, que amai contemplar,

Guardei no coração,


Essa imagem linda de contemplar...


Nestes versinhos...

As aroeiras vou eternizar.

Noite enluarada

 Antes podia desfrutar às noites de lua cheia em família. Papai, mamãe e meus cinco irmãos. Eu olhava para o céu com um olhar ingênuo. Era t...

Gogh

Gogh