quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Passagem

Velando um corpo,
Velas acesas exalam o cheiro da cera,
Velas acesas mostram a inconstância da chama.

A pira que dança,

Alumiando o que restou do ser,
Um nada.
O corpo que antes respirava,
Uma mente consciente e inconsciente existia.

Jaz natureza.

Aos amigos a despedida última,
Aos parentes a dor da separação.

O fim de uma relação existencial
E o início de uma relação essencial.

Apaga-se a vela,
Fecha-se a porta última.

A terra ou o túmulo encerrarão um corpo,
Mas não o ser, pois o ser é eterno.

E como coisas eternas,
Tem a intensidade de sua expressão.

A última pá de terra.

Sete dias depois o fincar da cruz.
Sete novenas, recomendações.

Assim eternizava-se um ser.

O ser não morre, se encanta.

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