quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Ave a cantar

 No alto da aroeira,

Uma ave a cantar!

Sozinha cantava,

Parecia contente!


Interessante pois essa ave vive em bando...


Parei e contemplei.


Mas me veio uma indagação.


Completa!


Por que cantar?

Pra que cantar?


Qual a vantagem!


Se estava sozinha...


Se o canto não é uma memória 

ou um texto...


Seria uma ave poeta?


Talvez não, mas era uma ave completa.


A gente chama a chama de papa-arroz,

Outros de chopim,

Outros de vira bosta...


E o que tudo isso importa.


Aquela ave completa,

Era uma pontinha dos mistérios divinos.

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