28/02/12

Silêncio da manhã

O silêncio da manhã
é iluminado pela luz
do sol.
O mundo nada ecoa
nesta manhã
que mais parece uma
pintura, mas se fosse pintura
não seria tão bela.
As casas tem suas janelas
abertas e em seus átrios
domina o silêncio.
A poucos instantes ouvi
um galo cantar.
Ele cantou duas vezes.
Lembrei-me de minha
casa na infância
onde de manhã
o terreiro ficava povoado
de galinhas.
Galinhas vermelhas, petras, pedrezes.
Galinhas perocas.
Os galos com suas plumas
iridescentes ficavam
feito soldados
de peito estufado,
imponentes vigiando seu território.
E quando eles ficavam sob a luz
suas plumas se revelavam ainda mais
coloridas e viçosas.
Acabado o alarido,
depois de todas e todos alimentados
os bichos saiam a forragear
insetos sob os cajueiros
e pinheiras e cirigueleiras.
Quando não se deitavam,
se espojavam, se coçavam
numa alegria.
E de vez por outra
galo cantava um canto longe
só para avisar
que ali ele mandava.
E nos ficávamos na
área da cozinha
sentados ou deitas
no chão frio.
E cantava o galo
nas manhãs silenciosas.

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Gogh

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