ele se vai, levando meu tempo, minha vida.
A cada por do sol, sacio meu desejo de ver o crepúsculo.
A cada por do sol, um vazio,
o ocaso me da frio,
mas passa até a noite chegar.
E isso começou longe no espaço e no tempo.
Ia dar pasta para a vaca com meu pai.
O curral era ao poente.
Na cerca tinha catingueiras cinzentas.
Papai alimentava a vaca enquanto o sol se ponha.
Só percebia a brasa no poente,
E as árvores nuas da seca.
Tudo ficava bem quando a gente chegava em casa
E ai a noite caia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário