terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Primeiro dia realidade

Lembro em imagens apagadas o primeiro dia que fui a escola, junto de minha irmã e uma vizinha, com um caderno, lápis e borracha encerrados em uma embalagem de macarrão.
Lembro primeiro dia de trabalho na secretaria de saúde, tava muito perdido, mas aceitei a jornada.
Lembro do primeiro dia na universidade, quando conheci uma amiga que sumiu no mundo a Kénia, estávamos perdidos em busca de saber onde seria a aula.
Meu primeiro dia na residência universitária foi muito tenso, estava perdido procurando o presidente da casa; Jairo Mafaldo.
Meu primeiro dia no Instituto de Botânica, estava perdido, procurando a Dra. Rosângela Bianchini, não me lembro quem me atendeu, mas alguém me atendeu. Na sala dela encontrei pela primeira vez Fátima Otaviana.
Bem meu primeiro dia na Unicamp, não estava perdido, mas encontrei alguém perdida, com quem passo boa parte do tempo e divido minha vida.
Eu sempre estive perdido nos primeiros dias de minha vida.
Na verdade acho que todos os dias são os primeiros.
Estou sempre com medo, mas é o medo que me faz seguir em frente e lutar para perdê-lo, e acabo me apaixonando pela vida dia a dia.
Um dia quem sabe meu último perderei o meu medo, mas ai será o primeiro dia de alguém.

Um comentário:

Sons da mata

 A cuica grita na mata! Estará na munguba? A garrincha salta, Pedirá ajuda? Sanhaçus e saíras A cantar, soa  um amolar de tesouras. krakrakr...

Gogh

Gogh