O sítio onde fui criado,
como era adorado,
frutas não faltava,
cirigüela, cajarana,
goiaba, pinha, mamão,
de inverno a verão.
Ah! mas melhor fruta que dava,
era o caju.
o caju que nos salvava, pois sua safra,
além do fruto, dava castanha, renda da família.
Lá em casa cajueiros eram batizados com nomes.
Eu me lembro que tinha o cajueiro da porca, pois uma vez papai pôs uma porca morta nele; bem do lado tinha o bago de jaca, pois tinha frutos doces como jaca. Bem tinha o pimentinha cujos frutos eram pequenos e vermelhos, as vezes papai doava ela pra alguns de nós arrendarmos a safra. Tinha o abacaxi, pois tinha gosto de abacaxi.
Tinha o do curral que ficava no curral.
Tenho o mapa dos cajueiros de cajus mais doce gravado em minha mente.
doces tempos, que não voltam mais,
deixam eterna saudades.
A concepção de mundo é subjetiva, sendo a experiência sua fonte capital. O mundo é representação. Então, não basta entender o processo aparentemente linear impressão, percepção e o entendimento das figuras da consciência. É preciso viver, agir e por vezes refletir e assim conhecer ao mundo e principalmente a si mesmo. Aprender a pensar!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
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