A tarde caiu,
Escura noite está,
Estrelada se fez,
As sombras da noite tudo cobre,
Na eternidade dormem nossos antepassados,
Nossas histórias e ações.
Quem somos!
Somos é a ponta de linha,
De uma história.
A tarde caiu,
A noite chegou...
A tarde caiu,
Escura noite está,
Estrelada se fez,
As sombras da noite tudo cobre,
Na eternidade dormem nossos antepassados,
Nossas histórias e ações.
Quem somos!
Somos é a ponta de linha,
De uma história.
A tarde caiu,
A noite chegou...
Percebo à tarde um momento de surdez,
Um momento de sintonia com a vida,
Bem no inteirinho que a tarde descamba para o fim.
Algo de mágico acontece e me faz sentir bem.
Se paro para pensar tudo se desfaz,
Feito uma pedra no espelho da água de um posso,
Esse momento é em plenitude,
Potente e real, unisono, meu...
Deveras meu, porém pode em instantes ter o fim.
Essa impressão,
Essa percepção,
Afeta-me como ser.
Enquanto ser,
Enquanto agora,
Enquanto símbolo,
Enquanto signo...
Deveras sinto,
Talvez sintas e concordes.
Talvez não...
Rubenstain interpretou Chopin um dia aos 90 anos.
Consciente disso resolvi,
Ouví-lo agora.
Sou pleno se sou dono de minhas ações até quando não sei,
Nem imagino...
Obrigado Facundo Cabral por me atentar pelas coisas simples.
Enquanto isso vou juntando coisas na vida que me deem prazer de viver,
Opa!
Agora tenho duas bocas além da para comer,
Já não é permitido brincar.
Som das valquirias de Wagner.
Sopra vento de junho,
Aqui ainda chove salvos anos bons,
O calumbi se cobre e se perfuma de flores,
O verde se amarela,
As jitiranas se enfeitam de rosa, azul e amarelo,
em suas flores estreladas.
O tem que é esse ser subjetivo que passa,
Vai passando atemporal,
As vidas e as coisas,
Ilógico em seus padrões lógicos.
As coisas descoladas,
Quando vista da totalidade se parecem uma totalidade...
E imersos conosco
acabamos perdendo
a oportunidade de contemplar a grandeza
Da vida,
Das mudanças,
Em nome de coisas efêmeras,
Desejos...
Frio... frio de junho,
Vai chover?
Vai ensolar?
Noites frias e escuras,
Nubladas,
Manhãs serenadas,
Poeira fria.
O vento soprando,
Ipomoeas florindo,
Saudades sopradas,
Divertimento Mozart 136.
E a noite caiu,
Fogueira de São João
Quem vai fazer?
Bolo de milho,
Pamonha e canjica,
Que delícia,
E os traques?
A noite caiu.
É junho...
Viva o são João.
Saudades sim,
Muita saudade,
De quem de meu pai,
Que partiu e não vai mais voltar.
Ficou um vazio,
Nesses dias de junho,
É intensa sua falta.
É sofrida sua ausência.
Tantas coisas para compartilhar,
Meu Vinícius.
Tô aqui...
Nessa tarde fria,
Olhando seu netinho dormir,
Ouvindo o silvo dos pássaros,
Nessa tarde surda...
Alguma coisa precisa fazer um sentido.
Queria aqui conosco.
Agora.
Dorme papai,
Sonha que estamos juntos...
Um dia certamente estaremos,
Esse mundo já perdeu o sentido para ti,
Que saudade...
As flores florescem coloridas e perfumadas,
E enfeitam pântanos, campos, florestas e savanas,
Cada uma com suas peculiaridades,
Cada uma com sua originalidade...
Vejo a beleza das flores,
Nelas está a geometria de Deus...
A vida é maravilhosa e bela, apesar de finita.
Efêmera como são as flores...
Seu significado está no agora,
Passaremos,
Passaremos,
Mas o mundo vai continuar,
E a vida segue o mesmo fluxo,
Não quero me perder de onde estou.
Mas não está sobre meu querer,
Não...
Caiu à tarde,
Tarde de sábado,
A noite cobre nosso lugar com sua sombra,
Bate uma saudade de papai.
A tarde foi tão boa,
Juntos no carro, passeamos por aqui e por ali,
Nos bancários,
Assim vamos vivendo nossos dias
Com os largos risos de Vinícius!
Manhã de sábado,
O silêncio,
As aves cantando,
Cão latindo,
O papa-capim do vizinho,
A mente leve.
Entrevista com Borges.
Descobri o sentido de bem estar.
O que fazer se tem prioridades,
Vontade é o que não falta,
De ler, de dormir, de ver série,
De ver filme,
Todavia agora é ter paciência,
Viver este momento lindo.
Saudades sempre existirá.
Saudades papai de ti.
Chegou o mês do São João,
Não terá fogueira,
Não terá fogueira,
Esse São João,
Esse São João,
Não terá fogo,
A alegria não será consumida,
Papai, que saudade...
Não acenderá mais nossa fogueira,
Se foi,
Irá acender a fogueira lá no céu...
Está com vovô e vovó,
E tias e tios...
Esse mês chegou,
Esse mês chegou,
Mas será só um mês...
Algumas coisas no tocam profundamente,
Em uma experiência catártica,
Uma música, uma imagem, um gesto...
Algo nos deixa feliz instantaneamente,
São coisas inexplicáveis.
Neste fluxo que é o viver,
Vivemos nos surpreendendo,
E devemos nos espantar com cada coisa vivida,
Algumas coisas são muito intensas e doloridas,
Outras nos fazem feliz.
Temos que aprender com as experiências,
Viver é esse encanto,
É sentir a vida,
É se sentir vivo,
Seja qual for o motivo,
Um dos motivos que me faz feliz
É aprender,
É sentir que posso fazer algo,
Sentir algo...
É sabe explicar o que é esse algo.
Por caminhos retos ou curvados temos que seguir,
Temos que seguir sempre em frente.
Embora seja tão difícil.
Assim precisamos concluir a vida,
Como se conclui uma sinfonia,
Com beleza e alegria,
Ter na consciência que valeu a pena
As dores,
As alegrias,
As esperanças,
O inexplicável.
A manhã nasceu ensolarada,
Veio a nuvem e choveu.
O sol ficou para lá,
Chove chuva,
Chove chuva.
Que a manhã vai passar,
Que o tempo vai passar,
Que a vida,
Vai passar,
É tudo uma questão de ponto de vista.
Hoje tomei a astrazenica.
Um bom momento.
Essa pandemia precisa chegar ao fim.
Quantas pessoas mais terão que ir.
Já chega.
Já basta dessa triste realidade.
É isso.
Que delícia ver os livros ordenados na estante.
Cada um melhor que o outro.
Como num banquete delicioso,
Os livros nos convidam a devorá-los.
Deixemos os livros de lado,
Melhor ir ver fotos,
Melhor admirar as flores
Admirar os pixels.
Paisagens coloridas,
Paisagens sopradas,
Paisagens cantadas...
A última vez a contemplar um inverno.
Como foi generoso o ano.
Que grande safra.
Um dia seremos ceifados.
Meu pai dormiu na eternidade.
Faz tanta falta.
Os livros estão na estante.
A natureza viva.
A saudade intensa.
Que duro que é uma partida.
Melhor ir ouvir Galeano.
É isso.
Dia de vento frouxo,
Ensolarado,
Dia saudoso.
Dia de tempos atrás.
O tempo subjetivo,
O tempo em minha mente,
Memórias, memórias.
Divertimento 136 Mozart
Tempo tempo.
Saudoso Neruda cantando o amor
Tudo é tão lindo e pleno.
Sinto a vida em plenitude,
Livre...
Tudo que me emociona...
Então o que é a vida?
Que saudades de ti papai.
Desde que partiu não ti vi mais,
Não te ouvi.
Que saudades de ti papai.
Por que disse adeus?
O mundo ficou tão vazio e frio sem ti.
Que saudades de tuas histórias.
Que saudades de tua fala.
Fala que é a substância da palavra.
Agora perdi...
Que saudades de seu jeito humilde e simples.
Os dias são muito difíceis sem ti.
Dias de tristeza,
Saudades de sua alegria.
Tu se foi tão cedo,
Já me alertava que iria.
Não conheceu meu bebê.
Ele está como o senhor achava lindo,
Bem gordinho.
Tá pedalando.
Sinto muito sua falta.
Te amo.
O mundo,
Uma sinfonia,
Mozart, Marx,
Gogh, Borges, Kafka,
Parahamsar, Jesus...
Palavras que me influenciaram,
E me influenciam.
Assim como Gandhi, Tolstói...
É tudo uma construção mental?
Tudo produto do meu querer?
Somando as coisas, imagino que sim,
Creio que sim,
Pode ser que não.
Não sei.
É preciso alicerce,
Uma base.
Ou nada.
Avesso ao mundo,
Aqui estou.
Não estou só.
Tem a mamãe,
Os irmãos,
Dayane e Vinícius.
Papai se foi.
Que saudades.
Tudo está igual.
Tudo está acontecendo.
Se vai.
O mundo que aí está.
Não é um mundo novo.
O mundo é mundo a muito tempo.
Até o tempo se perdeu no mundo
E o mundo perdido no tempo.
Algo inconcluso.
Algo indefinível.
Tudo tão rápido.
Algo assim.
O tempo tem mudado rapidamente.
As coisas tem acontecido rapidamente.
Não tenho conseguido pensar.
Não sei se é o tempo ou se sou eu.
Sinto-me desorientado.
As coisas perderam a lógica
De uns tempos para cá.
Um aperto no peito me toma.
Nada pode mudar o ocorrido.
A dor que me tomou me atordou.
Coisas acontecem.
E continuo perdido enquanto sofro.
A vida ganhou um outro sentido.
A manhã nasceu e passou,
Os pássaros cantaram e a enfeitaram.
Quantas manhãs nasceram e nem percebi.
Hoje a manhã desperta com um grande amor,
Desperta com o meu bebê.
E o mundo fica mais lindo.
Que venham mais manhãs,
Que cante o sabiá.
Enquanto dia é.
A matinha, nossa matinha de árvores tortas e finas. Matinha de troncos cinzentos, de folhas caducas, quando a chuva para dourado fica o chão e nu sua copa.
Matinha de folhas finas cartáceas. De um passado amado de um presente poente.
O tempo se calou.
A realidade aí está.
Minha memória...
Meu amor por papai.
Nosso amor em comum pela natureza.
Nossa terra está viva, mas papai dormiu,
Dorme na eternidade.
Meu peito dói a sua partida.
Nosso amor é nosso vínculo supremo.
Matinha aí que saudades de papai.
Livros na estante, tão maravilhosos.
Organizandos por áreas.
Cada um mais apetitoso,
Cada um mais maravilhoso.
Mas devorar livros não é tomar sorvete.
Quando chega a hora de se alimentar
De um bom texto falta coragem,
Disposição. A sensação é de cansaço.
Faz cinco meses que papai se foi e quase
Esse tempo que Vinícius chegou.
E não consigo me organizar.
Fico como um adolescente,
Namorando os meus livros.
Saudades de tudo isso.
Agora é outro momento.
Então, paz e calma.
Espero voltar a palavra.
Ouvi as aves amanhecerem,
Ouvi a manhã nascer,
Estava escuro,
Mas vi,
Ouvi.
Coisas acontecem o tempo todo.
Até na manhã.
Não ouvi as aves.
Não ouvi Mozart.
Não ouvi...
Ouvi músicas de bebê,
Dancei e cantei músicas de bebê.
Pouco contemplei o mundo,
Contemplei Vinícius,
Minha alegria,
Minha poesia,
Minha vida.
Nunca amei tanto.
Vinícius é muito dinâmico,
Toma o tempo dos suspiros
A vida fica mais colorida.
A manhã,
À tarde,
Todo o dia ensolarado,
Após as chuvas como é extraordinário.
A gente se sente bem.
A gente se sente feliz,
Com a vida e suas cores
Com cada coisinha da vida.
Assim a gente vai aprendendo a viver.
E a construir uma vida.
Tarde maravilhosa,
Através da qual vivi...
Dourada luz áurea,
Que foi se horizontalizando no poente,
Vi a areia solta no chão, alvinha,
Vi o verde viçoso das árvores, viridescente,
Vi um cordão de formigas carregando pão.
Sossegadamente se passou,
Tarde de domingo,
Passeamos aqui ali nas ruas das três ruas,
Tudo em paz,
Pessoas sorrindo,
Pessoas cantando,
Vivendo,
Sobrevivendo a pandemia.
Aurea luz que encerra meu dia,
Que sossegou o ser,
Parte em paz este domingo,
Amanhã virá outro.
Com a graça de Deus.
Sanhaçus vocalizam lá fora.
Aqui dentro esta quase claro,
Deitado fico atento ao mundo lá fora.
Vejo com os ouvidos.
Um galo cantou,
Um gavião,
Um sanhaçu,
É manhã.
É manhã.
A vida é tão vasta e maravilhosa.
A vida é a certeza da existência é ação.
Na vida temos impressões, percepções e entendimento ou consciência.
Cada um ao modo de sua percepção.
E é pela percepção que traçamos nossas linhas lógicas, nossos discursos, nossas intenções.
É pelo nosso entendimento que nos posicionamos como ser.
Porém nunca temos uma definição de ser.
Somos o desenvolver de nós mesmos.
Somos nosso entendimento que provém em parte de nossas impressões e percepções, portanto grande ou toda parte subjetiva.
Não sei se atingi o alvo com esta mensagem,
Porém continuarei tentando.
As ideias podem se materializar através do trabalho.
As ideias podem serem transmitidas pela escrita.
Existem boas e más ideias.
O que é uma ideia?
Algo que podemos repassar.
Coisa do tipo.
As coisas mudam.
Somos resistentes a mudança,
Mas esta é necessária.
Mudei tantas vezes.
Lembro da tarde que deixei Natal.
Lembro da noite escura que deixei Campinas.
Lembro da manhã que deixei Brasília.
A noite que deixei minha casa.
Todas as mudanças foram muito doloridas.
Que coisa difícil deixar algo para trás.
Mas algo novo sempre acontece.
É assim a vida.
Dia plúmbeo chuvoso,
A chuva choveu o dia todo.
Só quando a noite anoiteceu
A chuva cessou,
O silêncio da manhã era ensurdecedor,
Só se ouvia a chuva
Nenhuma literatura me acompanhou,
Nenhuma música.
Só Vinícius meu bebê.
Aqui estou cansado
E ele dorme feito um anjo.
Manhã tu que nascestes silenciosa,
Tu que nascestes molhada e úmida,
Nascestes silenciosa.
Pardais vocalizam no silêncio.
O escuro ainda faz sombra no quarto,
O céu esta chumboso,
Que delícia este momento.
Esta manhã silenciosa de quinta-feira.
Vivendo no automático,
As coisas não nos espantam.
Que coisa sem graça.
O tempo passa e parece que nada ocorre,
Nada de graça.
Coisas boas e ruins acontecem.
Tudo passa.
Ficam memórias,
Ficam as saudades.
Como dizia um hino
Nos cultos "tudo aqui é passageiro, tudo aqui é ilusão".
É só uma questão de tempo.
A eternidade ela existe?
Acordo e durmo antes e após Vinícius.
Ser pai é um ato de doação
Por isso que é o maior ato de amor.
A gente faz tudo de dia e fica feliz com
Coisas simples como um riso,
Um afago.
Hoje Vinícius me chamou.
Foi tão gostoso.
Amo tanto meu bebê e sua mãe.
Uma manhã ensolarada,
Fria da noite passada,
Cantada pela passarada,
Alegremente celebrada,
Amanhece em nossa vida,
Alegre feito poesia,
Contente despertamos,
E ficamos felizes,
Pelo instante em que somos.
A saudade bate
E entra e age e dói.
Lembranças vivas em nós.
Uma fotografia,
Uma poesia.
Um estado de ser,
Tudo a seu tempo,
Tempo de viver,
Tempo de descansar,
Tempo de amar.
Tempo.
Silêncio.
Do oco da caixa da mente
Algo há de sair.
Memórias vivas
Se vão
Como bola de sabão.
A noite,
O céu estrelado,
Estrelas brilhando,
O silêncio.
Pensamento,
Sentimento,
Saudade.
Saudade pela ausência de meu pai.
Dor de sua perda.
Onde estará sua alma?
Parte dele está comigo.
Está comigo aqui e agora.
Saudade que ecoa no meu peito,
Que inflama minha alma.
Saudade...
Nossas lágrimas que compartilhamos a cada partida.
Amor sublime.
Deus me dê aconchego,
Porque meu peito ainda está ferido,
Meu peito ainda dói.
Falta tempo para os pássaros.
Falta tempo para Mozart.
Falta tempo para a leitura.
Um ser apaixonado nem pensa.
O desejo pelo que não se tem.
O tempo se esmigalha.
Se esfarela feito pão seco.
Vejo as columbinas.
Bem ti vis ou gaviões.
Cadê as saíras?
Na ancia de acabar algo
Se descobre a falta de mais em espiral
Passamos a viver.
As folhas amarelas
Caíram no chão.
Me fez lembrar solidão.
Mudança.
Enfrentamento.
Falas amarelas que se desprenderam do ramo.
E tudo mudou.
Anoiteceu.
A noite está silenciosa e escura.
Mas a reflexão veio do silêncio.
Esse silêncio que se fez quando partiu.
Sua voz costumava quebrar o silêncio.
Alguma informação, uma piada pronta que conhecíamos a muito.
Quando não dormias e ficava te observando
E te admirando e vendo o que o tempo fez a nós.
Nossa conversa era por telepatia.
A presença já era suficiente.
Depois nos recolhiamos na noite e mais uma manhã vinha.
Acordava e ouvia suas atividades,
Varria o terreiro ou colocava lixo ou atendia um vendedor.
Que saudade de ti papai.
Que saudade de tu.
Onde estiver sua alma.
Que sinta o quanto te amo.
Por hora divido seu amor com meu filho Vinícius.
Estava pensando como dividia bem seu amor conosco seus filhos.
Saudades.
Como dói o silêncio.
Mas se assim Deus o quis.
Que Deus te abençoe.
Te amo papai por enquanto só posso beijar a cabeça de Vinícius e como beijo.
Lembro o quanto beijei a sua. Saiba que foi com todo amor de todo o meu ser.
Meu eterno pai, mestre e amado.
O dia passou tão rápido. Missa pela manhã na internet. Vinícius no colo. Café e brincar. Um pouco de trabalho. Vinícius e colo. Banho de Vinícius. Dança com Vinícius. Almoço, lavar a louça. Trabalho. Vinícius e seu passeio, suas fraudas trocadas. Segunda e terceiro banho. Forró do sono. Primeiro sono. Segundo e finalmente último sono.
Ufaa.
Maio é o mês das mães. Um belo mês com capa azul. Mês de nossa senhora. Maio é sinal de esperança, festa e alegria. Pré São João a mata toda verde e florida o vento venta. Parece que o mundo se modifica. As flores alvas dos Calumbis. Os borrachudos aparecem. Mas é tanta coisa boa. O amarelo das sennas e catingueiras, o alvo das juremas, rosa e azul das Jitiranas. Coisas assim me deixam feliz.
Enche o peito do ar frio da madrugada. Traz em si um cheiro particular, Cheiro das chuvas de abril, Cheiro da mata molhada. O silêncio é su...