Dormem as estrelas eternamente no céu e as flores desabrocham sempre perfeitas. As estrelas e sua infinita permanência e as flores em sua finita permanência. Do meu jardim vejo as flores e as estrelas, ambas tão belas, não é possível ver as estrelas e as flores ao mesmo tempo, um espaço de tempo as separam, quão belas são as estrelas e quão belas são as flores, as flores são ocultas pelas sobras da noite e as estrelas pela sombra da luz. As flores veem as estrelas, mas as estrelas não conseguem ver as flores. E as flores se perfumam para serem encontradas na noite. A impermanência do ser, a impermanência do ter. Agora vejo em partes, mas veremos face a vace como dizia Paulo, neste dia tudo será revelado, os meus erros e os seus engando, e nossos desencontros. Porque sei que um dia verei estrelas e flores no mesmo instante.
12/06/14
10/06/14
Aurora, brisa e pensamentos
A brisa que sopra da manhã,
Doce e fria nos acarícia,
Dormia quando me acordou,
E ouvi as aves cantarem,
E vi a aurora sorrir,
E ouvi as aves cantarem,
E percebi a toda paz que há na vida,
Tudo que nos amedronta é tão humano,
O medo de envelhecer,
O medo de morrer,
O medo de perder...
Tudo que não está em nossas mãos.
Como nuvens leves,
Somos levados ao infinito,
Na vida tudo deve ser muito bonito,
Porque tudo na vida é impar.
Sentir a brisa da manhã e ver aurora.
09/06/14
As pessoas mudam
Conheci um cara que achava que era muito maluco, mais maluco foi quando ele passou o email: aspessoasmudam@...
Como entender essa frase.
As pessoas mudam.
Nunca acreditei que as pessoas mudavam. Enganei-me deveras.
As pessoas estão em constante processos de mudanças.
As pessoas são como as estações.
As pessoas são como a chuva.
As pessoas que estão ao nosso redor mudam sempre.
Mudam de lugar,
Mudam de decisão,
Mudam de ideia,
Mudam de vida,
E fazem a gente mudar,
Mudar por fora,
Mudar por dentro,
Mudar tudo ao nosso redor.
Nem sempre estamos preparados para as mudanças
Que são são frequentes na nossa vida.
E como nos apegamos a tudo,
As mudanças nos fazem sofrer,
Sofremos por viver,
Momentos que acontecem
em nossas vidas podem mudar
completamente nossa maneira de viver
Nossas maneiras de ver a vida.
Como entender essa frase.
As pessoas mudam.
Nunca acreditei que as pessoas mudavam. Enganei-me deveras.
As pessoas estão em constante processos de mudanças.
As pessoas são como as estações.
As pessoas são como a chuva.
As pessoas que estão ao nosso redor mudam sempre.
Mudam de lugar,
Mudam de decisão,
Mudam de ideia,
Mudam de vida,
E fazem a gente mudar,
Mudar por fora,
Mudar por dentro,
Mudar tudo ao nosso redor.
Nem sempre estamos preparados para as mudanças
Que são são frequentes na nossa vida.
E como nos apegamos a tudo,
As mudanças nos fazem sofrer,
Sofremos por viver,
Momentos que acontecem
em nossas vidas podem mudar
completamente nossa maneira de viver
Nossas maneiras de ver a vida.
Cheiros e memórias
Memórias de infância,
As estações tinham aromas,
O inverno iniciava com o cheiro da chuva,
O frio do barro molhado e perfumado,
O cheiro das mimosas floridas, das mucunãs,
Cheiro dos marmeleiros e mufumbos são aromas do inverno.
Depois segue o verão,
Com o cheiro do mato secando,
Cajueiro florindo,
Cajá azedando, deitado no chão
Caju no chão, comido dos pássaros
O cheiro do pau seco no curral, cozinhado pelo sol,
O cheiro da roupa limpa com a água da chuva...
Os cheiros tem tantas memórias.
As estações tinham aromas,
O inverno iniciava com o cheiro da chuva,
O frio do barro molhado e perfumado,
O cheiro das mimosas floridas, das mucunãs,
Cheiro dos marmeleiros e mufumbos são aromas do inverno.
Depois segue o verão,
Com o cheiro do mato secando,
Cajueiro florindo,
Cajá azedando, deitado no chão
Caju no chão, comido dos pássaros
O cheiro do pau seco no curral, cozinhado pelo sol,
O cheiro da roupa limpa com a água da chuva...
Os cheiros tem tantas memórias.
Cheiros, aromas e sentidos
Um aroma!
Uma manhã de chuva,
Uma tarde de sol,
A grama cortada,
O mato roçado,
Folhas secando,
Caju no chão,
A coceira do feijão,
Cajá na estrada,
A vida passada
Revelada pelos cheiros.
Uma manhã de chuva,
Uma tarde de sol,
A grama cortada,
O mato roçado,
Folhas secando,
Caju no chão,
A coceira do feijão,
Cajá na estrada,
A vida passada
Revelada pelos cheiros.
08/06/14
Movimento da vida
O dia passou,
Com ele a manhã e a tarde,
Eis que se vai mais um domingo.
É inevitável que o tempo passe,
É inevitável que a vida passe.
E como passa rápido.
Tão rápido como um dia.
E ainda vivemos solidão,
E ainda vivemos tristezas.
E ainda vivemos...
Quem sabe o que é felicidade?
Tudo passa.
Com ele a manhã e a tarde,
Eis que se vai mais um domingo.
É inevitável que o tempo passe,
É inevitável que a vida passe.
E como passa rápido.
Tão rápido como um dia.
E ainda vivemos solidão,
E ainda vivemos tristezas.
E ainda vivemos...
Quem sabe o que é felicidade?
Tudo passa.
07/06/14
Volátil
A noite,
Crianças correndo na rua,
O guarda apitando,
Músicas da adolescência,
A preguiça,
A solidão,
A noite passa,
A solidão,
A felicidade aparece poucas vezes,
Ainda mais quando estamos sós.
Uma leitura,
Um filme,
Sempre tempos coisas para fazer,
E reclamamos do ócio,
E a vida continua.
Crianças correndo na rua,
O guarda apitando,
Músicas da adolescência,
A preguiça,
A solidão,
A noite passa,
A solidão,
A felicidade aparece poucas vezes,
Ainda mais quando estamos sós.
Uma leitura,
Um filme,
Sempre tempos coisas para fazer,
E reclamamos do ócio,
E a vida continua.
27/05/14
Rememoração
Entre uma e outra sensação,
Entre um segundo e outro,
Entre uma memória e outra,
Lá se vai a vida.
E ela se vai independente de tudo,
Gostando ou odiando...
Temos saudades dos tempos dantes...
Sabe, vem a minha memória,
Continuamente doces memórias
De coisas tão simples
Como as ruas de onde morei pela manhã,
Ou a tarde ou a noite...
Nada mais é como foi.
Tudo passou,
E me restou amizades e recordações
Que se vão como água no fim de inverno...
A vida passa,
Tudo passa
Nada fica.
Entre um segundo e outro,
Entre uma memória e outra,
Lá se vai a vida.
E ela se vai independente de tudo,
Gostando ou odiando...
Temos saudades dos tempos dantes...
Sabe, vem a minha memória,
Continuamente doces memórias
De coisas tão simples
Como as ruas de onde morei pela manhã,
Ou a tarde ou a noite...
Nada mais é como foi.
Tudo passou,
E me restou amizades e recordações
Que se vão como água no fim de inverno...
A vida passa,
Tudo passa
Nada fica.
23/05/14
Pedido a noite
Oh, noite que me a afaga,
Oh, noite companheira,
Tu que nunca me abandonas,
E sabe como a vida é passageira,
Agradeço a Deus pela noite,
Que amedronta ou que acalenta...
Quanto tu chegas,
Bem que não queria está sozinho.
Oh, noite companheira,
Tu que nunca me abandonas,
E sabe como a vida é passageira,
Agradeço a Deus pela noite,
Que amedronta ou que acalenta...
Quanto tu chegas,
Bem que não queria está sozinho.
22/05/14
Chuva
Chuva,
Chuva que molha,
Chuva que molha o solo,
Chuva que molha as árvores, arbustos e ervas,
Chuva que enche os lagos e os rios,
Chuva que chove,
Chuva chovendo,
Chuva que chove a qualquer hora, pela manhã e agora.
Continue chovendo,
Pra que a vida continue brotando.
Chuva que molha,
Chuva que molha o solo,
Chuva que molha as árvores, arbustos e ervas,
Chuva que enche os lagos e os rios,
Chuva que chove,
Chuva chovendo,
Chuva que chove a qualquer hora, pela manhã e agora.
Continue chovendo,
Pra que a vida continue brotando.
20/05/14
Vida e família e tempo
A família,
Pai, mãe e irmãos.
Somos todos e não somos ninguém.
Avó, avó e tia.
Gente próxima,
Gente distante.
E a vida segue com seus mistérios,
E leva consigo tudo que nos foi dado.
Pai, mãe e irmãos.
Somos todos e não somos ninguém.
Avó, avó e tia.
Gente próxima,
Gente distante.
E a vida segue com seus mistérios,
E leva consigo tudo que nos foi dado.
16/05/14
Tudo passa
Solidão,
Saudades,
Noite e noites,
O silêncio,
As memórias,
Uma fotografia,
Um breve momento,
Coisas que acontecem
Instantaneamente despertam
A memória e desencadeiam a saudade.
O curso da vida segue sempre o mesmo leito,
Pode até fazer curva,
Mas sempre segue o mesmo leito,
Antes de tudo preciso saber o que é saudade.
Antes de tudo preciso reconstruir tudo
E esquecer ou ao menos tentar esquecer
O passado que muitas vezes é pesado.
Solidão,
Atrai saudade,
E a noite grita pelo passado,
No fim tudo será passado um dia.
Saudades,
Noite e noites,
O silêncio,
As memórias,
Uma fotografia,
Um breve momento,
Coisas que acontecem
Instantaneamente despertam
A memória e desencadeiam a saudade.
O curso da vida segue sempre o mesmo leito,
Pode até fazer curva,
Mas sempre segue o mesmo leito,
Antes de tudo preciso saber o que é saudade.
Antes de tudo preciso reconstruir tudo
E esquecer ou ao menos tentar esquecer
O passado que muitas vezes é pesado.
Solidão,
Atrai saudade,
E a noite grita pelo passado,
No fim tudo será passado um dia.
Doce manhã
Calma a manhã nasce perfeita.
Sexta-feiras e as águas de maio,
O canto das aves, roxinós, doidelas,
Tantas aves enfeitam a manhã!
Sinto falta do sabiá.
O céu nublado,
A floresta fresca.
Eita vida boa.
Sexta-feiras e as águas de maio,
O canto das aves, roxinós, doidelas,
Tantas aves enfeitam a manhã!
Sinto falta do sabiá.
O céu nublado,
A floresta fresca.
Eita vida boa.
13/05/14
Qualquer coisa da noite
E quando a noite chegar,
E quando a noite chegar,
Quero está vivo,
Quero está pronto,
Para enfrentar o que amanhã virá.
Quem somos nós, senão nosso espírito,
Tudo ou nada.
Amanhã,
Quem saberá o que.
E quando a noite chegar,
Quero está vivo,
Quero está pronto,
Para enfrentar o que amanhã virá.
Quem somos nós, senão nosso espírito,
Tudo ou nada.
Amanhã,
Quem saberá o que.
12/05/14
Noite caipira
Noite,
Tu que me consolas,
Noite, minha eterna companheira,
Sempre que estou sozinho,
Tu vens e me afaga,
No ápice de ti um pensamento humano,
Ou mesmo vários,
A vida e a morte,
Começo e fim,
Recomeço,
Reconheço que a vida se renova,
A cada hora,
E o tempo passa,
E amadurecemos
E envelhecemos,
Entre dias e noites,
Tudo passa,
Tudo passa,
E quando aurora contemplo,
E quando aurora contemplo,
Me disperso de ti.
Noite
Tu que me consolas,
Noite, minha eterna companheira,
Sempre que estou sozinho,
Tu vens e me afaga,
No ápice de ti um pensamento humano,
Ou mesmo vários,
A vida e a morte,
Começo e fim,
Recomeço,
Reconheço que a vida se renova,
A cada hora,
E o tempo passa,
E amadurecemos
E envelhecemos,
Entre dias e noites,
Tudo passa,
Tudo passa,
E quando aurora contemplo,
E quando aurora contemplo,
Me disperso de ti.
Noite
10/05/14
Acompanhado
A noite,
Bach,
Um corpo, um ser só.
Sem ninguém,
Sozinho com suas flores.
Após uma jornada de um dia de trabalho,
Seus pensamentos,
Seus livros
Quem pode deduzi-los como os organiza seus pensamentos?
Ah, quão vazio é a vidas certas horas,
E como pode ser mudada.
A noite,
Bach
Acompanhando a solidão.
Bach,
Um corpo, um ser só.
Sem ninguém,
Sozinho com suas flores.
Após uma jornada de um dia de trabalho,
Seus pensamentos,
Seus livros
Quem pode deduzi-los como os organiza seus pensamentos?
Ah, quão vazio é a vidas certas horas,
E como pode ser mudada.
A noite,
Bach
Acompanhando a solidão.
09/05/14
Noite solitária
O céu,
As estrelas,
Os grilos,
Os cães,
O atropurpúreo da noite,
Casais se beijam na praça,
Crianças brincam e gritam,
Adolescentes falam... falam.
As pessoas conversam,
Exceto meu ser que permanece em silêncio.
Eu vejo o mundo por minha objetiva,
E a vida passa,
Como uma noite solitária,
Silenciosa e constantemente.
As estrelas,
Os grilos,
Os cães,
O atropurpúreo da noite,
Casais se beijam na praça,
Crianças brincam e gritam,
Adolescentes falam... falam.
As pessoas conversam,
Exceto meu ser que permanece em silêncio.
Eu vejo o mundo por minha objetiva,
E a vida passa,
Como uma noite solitária,
Silenciosa e constantemente.
07/05/14
Despertar e a manhã
O relógio desperta,
Quebra o silêncio em minha alma,
Quando acordo ouço o mundo,
Presto atenção no mundo,
Ouço as aves,
Sinto se está quente ou frio,
Penso por vezes na finitude da vida.
Leio um pouco Dalai,
E ouço a chuva que chega,
Ouço a chuva chovendo bem devagar,
A chuva vem e vai...
Agora penso mais na vida, no finitude da vida,
Aos poucos os anos caem para o fim.
Que sentido dei a minha vida,
Só Deus save,
Olho para o céu
Com o mesmo olhar que quando criança,
Ouço maritacas, som bom,
Vejo aqueles pontinhos pretos,
um bando voando e gritando,
Sabe lá.
As aves cantam de graça.
E o dia segue e os pensamentos também,
Cristalizo aqui este momento,
E vou a vida lá fora...
Quebra o silêncio em minha alma,
Quando acordo ouço o mundo,
Presto atenção no mundo,
Ouço as aves,
Sinto se está quente ou frio,
Penso por vezes na finitude da vida.
Leio um pouco Dalai,
E ouço a chuva que chega,
Ouço a chuva chovendo bem devagar,
A chuva vem e vai...
Agora penso mais na vida, no finitude da vida,
Aos poucos os anos caem para o fim.
Que sentido dei a minha vida,
Só Deus save,
Olho para o céu
Com o mesmo olhar que quando criança,
Ouço maritacas, som bom,
Vejo aqueles pontinhos pretos,
um bando voando e gritando,
Sabe lá.
As aves cantam de graça.
E o dia segue e os pensamentos também,
Cristalizo aqui este momento,
E vou a vida lá fora...
06/05/14
Maio e a chuva
Mês de maio,
Este é o meu primeiro mês das mães em João Pessoa.
Nossa que mês agradável,
O clima está ameno e chove,
Como chove,
Chove até mesmo com poucas chuvas,
Quando menos se espera, desfia do céu uma chuvinha fresca,
E quando saímos de casa,
O frescor das calçadas,
A força com que crescem as ervas é tão maravilhosa.
Pleno o dia se passa em maio...
Suave.
Este é o meu primeiro mês das mães em João Pessoa.
Nossa que mês agradável,
O clima está ameno e chove,
Como chove,
Chove até mesmo com poucas chuvas,
Quando menos se espera, desfia do céu uma chuvinha fresca,
E quando saímos de casa,
O frescor das calçadas,
A força com que crescem as ervas é tão maravilhosa.
Pleno o dia se passa em maio...
Suave.
04/05/14
Visitas de família
Domingo,
Na minha infância, domingo era sinônimo de visita a casa dos avós.
Íamos mamãe e eu ou para a casa dos pais dela ou de papai.
Cedinho, quer fosse inverno ou verão, após o café saímos caminhando,
Não tínhamos carro ou moto, então lá íamos nós subindo alto a cima.
Preferia ir visitar meus avós no inverno.
No inverno tudo era tão bonito.
A água escorria dos locais abrejados.
Mimosas floridas com flores branca ou rosa tão perfumadas,
As unhas de gato com flores brancas,
As bignoniáceas com flores rosa,
As canafístulas com flores amarelas,
As cajaraneiras forravam o chão de frutos maduros, acre-doces e perfumados.
E a todos que encontrávamos cumprimentávamos.
Quando íamos para a casa de vô Sinhá,
Depois de cruzar o corrego do porção que hoje está coberto pelo açude
Bebíamos água na casa de Nitinha,
Mamãe dizia que Nitinha era a limpeza em vida.
Ela tinha um cachorro de balaio que achava muito bonito.
Mais na frente pausávamos para um café em tia Nevinha e ai
acabávamos de chegar no sítio de fora.
Gostava de chegar em vovó.
De longe ouvia o pigarreado de vô José
E a voz baixa de vô Sinhá.
Ali passávamos o resto do dia.
Quando voltávamos que era bom porque muitas vezes ia brincar com meus amigos
De infância, as flores tinham murchado, as águas secado,
A vida passado.
Na minha infância, domingo era sinônimo de visita a casa dos avós.
Íamos mamãe e eu ou para a casa dos pais dela ou de papai.
Cedinho, quer fosse inverno ou verão, após o café saímos caminhando,
Não tínhamos carro ou moto, então lá íamos nós subindo alto a cima.
Preferia ir visitar meus avós no inverno.
No inverno tudo era tão bonito.
A água escorria dos locais abrejados.
Mimosas floridas com flores branca ou rosa tão perfumadas,
As unhas de gato com flores brancas,
As bignoniáceas com flores rosa,
As canafístulas com flores amarelas,
As cajaraneiras forravam o chão de frutos maduros, acre-doces e perfumados.
E a todos que encontrávamos cumprimentávamos.
Quando íamos para a casa de vô Sinhá,
Depois de cruzar o corrego do porção que hoje está coberto pelo açude
Bebíamos água na casa de Nitinha,
Mamãe dizia que Nitinha era a limpeza em vida.
Ela tinha um cachorro de balaio que achava muito bonito.
Mais na frente pausávamos para um café em tia Nevinha e ai
acabávamos de chegar no sítio de fora.
Gostava de chegar em vovó.
De longe ouvia o pigarreado de vô José
E a voz baixa de vô Sinhá.
Ali passávamos o resto do dia.
Quando voltávamos que era bom porque muitas vezes ia brincar com meus amigos
De infância, as flores tinham murchado, as águas secado,
A vida passado.
03/05/14
Vendo a vida passar
Madrugadas de chuva,
Manhãs de chuva,
Tardes de chuva,
Noites de chuva,
Como chove em maio,
Como chove em João Pessoa,
A floresta úmida,
A tarde enxombrada,
O campos vazio,
Caminho contemplando
O mundo
Vendo a vida passar
Em maio.
Manhãs de chuva,
Tardes de chuva,
Noites de chuva,
Como chove em maio,
Como chove em João Pessoa,
A floresta úmida,
A tarde enxombrada,
O campos vazio,
Caminho contemplando
O mundo
Vendo a vida passar
Em maio.
02/05/14
Tarde de maio
A tarde que passou,
Passou,
Passou nublada,
Passou chovida,
Passou fria,
Nem o sol apareceu,
A tarde passou vazia,
Mas passou
e a noite veio molhada,
As estrelas vinham e iam
E as nuvens choravam
é mês de maio.
Mês das mães,
As mães que dormem,
As mães inexperientes...
E agora que é maio,
E agora que a tarde passou...
Se foi,
Amanhã terá outra tarde.
Passou,
Passou nublada,
Passou chovida,
Passou fria,
Nem o sol apareceu,
A tarde passou vazia,
Mas passou
e a noite veio molhada,
As estrelas vinham e iam
E as nuvens choravam
é mês de maio.
Mês das mães,
As mães que dormem,
As mães inexperientes...
E agora que é maio,
E agora que a tarde passou...
Se foi,
Amanhã terá outra tarde.
01/05/14
Consumo da existência
Que noite bela,
A lua nua
É uma fresta de luz,
As estrelas brilham
Enquanto o vento sopra as nuvens
Que acendem e apagam as estrelas,
O céu azul marinho,
O som do mar,
E meu sentimento
De que estou perdido no universo,
Aquela sensação
De nada ser.
A vida é o consumo da existência.
A lua nua
É uma fresta de luz,
As estrelas brilham
Enquanto o vento sopra as nuvens
Que acendem e apagam as estrelas,
O céu azul marinho,
O som do mar,
E meu sentimento
De que estou perdido no universo,
Aquela sensação
De nada ser.
A vida é o consumo da existência.
28/04/14
Nada
A noite
Cada minuto,
Cada segundo,
Que passa.
O tempo se esvoaça.
E o que temos,
Nada,
Temos um corpo que usamos,
E logo, nada mais será.
Cada minuto,
Cada segundo,
Que passa.
O tempo se esvoaça.
E o que temos,
Nada,
Temos um corpo que usamos,
E logo, nada mais será.
27/04/14
Agora existo
Agora, existo.
Assim como
Ontem existia,
Semana passada,
Mês passado,
Ano passado,
Neste momento palpito,
Penso,
Mas amanhã quem sabe!
Quem sabe se verei o sol brilhar novamente.
Se assim acontecer amém.
Agora sou carne, sangue, pensamento e vida.
E a vida, todavia se vai
E a carne e o sangue se desfazem.
Logo a vida passará,
Mas as palavras agora
Organizadas permanecerão
Ou desaparecerão.
Amanhã é outro dia.
Assim como
Ontem existia,
Semana passada,
Mês passado,
Ano passado,
Neste momento palpito,
Penso,
Mas amanhã quem sabe!
Quem sabe se verei o sol brilhar novamente.
Se assim acontecer amém.
Agora sou carne, sangue, pensamento e vida.
E a vida, todavia se vai
E a carne e o sangue se desfazem.
Logo a vida passará,
Mas as palavras agora
Organizadas permanecerão
Ou desaparecerão.
Amanhã é outro dia.
22/04/14
Inércia da vida
A manhã,
A brisa que atravessa a janela,
Toda a luz que alumia o mundo,
O tempo que se encerra
E inicia um novo ciclo,
Entre o medo e a coragem
A vida passa.
A brisa que atravessa a janela,
Toda a luz que alumia o mundo,
O tempo que se encerra
E inicia um novo ciclo,
Entre o medo e a coragem
A vida passa.
21/04/14
Triste tarde
A tarde está pálida, cândida tarde.
O céu azul celeste pálido.
Dia após dia o encontramos na vida,
Uma tarde pálida se um riso,
Átrios vazios,
Preocupação...
Solidão...
Que tarde pálida e quente
Que logo há de passar.
O céu azul celeste pálido.
Dia após dia o encontramos na vida,
Uma tarde pálida se um riso,
Átrios vazios,
Preocupação...
Solidão...
Que tarde pálida e quente
Que logo há de passar.
Sem ti
Quando você partiu,
Era abril,
A lua minguava no céu,
Feito um véu
Que oculta a profundidade
Senti-me só.
E como foi triste
E como foi doloroso,
Não pensei que isso ainda
Acontecesse...
Ah, mês de abril.
Como lidar com a vida
Como tocar a vida sem te ver,
Sem você.
Era abril,
A lua minguava no céu,
Feito um véu
Que oculta a profundidade
Senti-me só.
E como foi triste
E como foi doloroso,
Não pensei que isso ainda
Acontecesse...
Ah, mês de abril.
Como lidar com a vida
Como tocar a vida sem te ver,
Sem você.
Tantas interrogações
Um átrio vazio,
o pó e pelos se acumulam no chão.
Tudo aqui tem um dono,
Tudo aqui tende a cheirar a mofo.
Os objetos, tomam minha forma e o meu jeito.
Já percebi que os caem como os pelos,
Como a beleza...
E a gente é substituído.
E a gente é esquecido.
Em nosso peito o medo de errar
É cada vez mais vivo e reticente.
Como o tempo cai
e as memórias boas
Nos trazem sofrimento.
E isso é viver?
20/04/14
Seguindo em frente
Carrego minha história.
Sou aquilo que me fiz e me foi concebido.
Sou a soma dos meus amigos,
Dos meus amores,
Minhas alegrias
E minhas dores.
Tantas memórias compartilhadas
E dissolvidas.
Tantas histórias recontadas
E reinventadas...
Meu coração está rasgado
Metade de mim é o que me faz bem
E a outra metade
Me constitui por constituir,
Agora sofro,
Agora entendo Borges,
Mas estou perdido
Estou perturbado,
Hoje, chorei...mas sobrevivi.
Amanhã não sei,
A vida segue em frente.
Sou aquilo que me fiz e me foi concebido.
Sou a soma dos meus amigos,
Dos meus amores,
Minhas alegrias
E minhas dores.
Tantas memórias compartilhadas
E dissolvidas.
Tantas histórias recontadas
E reinventadas...
Meu coração está rasgado
Metade de mim é o que me faz bem
E a outra metade
Me constitui por constituir,
Agora sofro,
Agora entendo Borges,
Mas estou perdido
Estou perturbado,
Hoje, chorei...mas sobrevivi.
Amanhã não sei,
A vida segue em frente.
A dor
Um encontro,
Uma pessoa especial
Que surge em sua vida,
Uma amizade ou um relacionamento
Se constroem e se dissolvem,
Somos uma uma unidade
Ou nenhuma...
Por que a vida é assim?
Sofrer,
Amar,
Aprender,
Esquecer...
Dor no peito.
A vida é uma ilusão.
Uma pessoa especial
Que surge em sua vida,
Uma amizade ou um relacionamento
Se constroem e se dissolvem,
Somos uma uma unidade
Ou nenhuma...
Por que a vida é assim?
Sofrer,
Amar,
Aprender,
Esquecer...
Dor no peito.
A vida é uma ilusão.
19/04/14
Agora tudo se vai
A noite,
A lua minguante,
A brisa ululante,
O canto do grilo,
O corpo indisposto,
Nuvens passam devagar,
Se arrastam suavemente,
Olho para a lua,
Com seu brilho prateado,
Nunca olhamos para a lua com o mesmo olhar.
Cada noite é impar,
Hoje, agora que delícia esta noite de lua,
E hoje o dia foi tão lindo,
O sol, o mar e o céu azul.
Agora tudo se vai,
Serão apenas sonhos,
Será apenas sono,
Mais nada.
A lua minguante,
A brisa ululante,
O canto do grilo,
O corpo indisposto,
Nuvens passam devagar,
Se arrastam suavemente,
Olho para a lua,
Com seu brilho prateado,
Nunca olhamos para a lua com o mesmo olhar.
Cada noite é impar,
Hoje, agora que delícia esta noite de lua,
E hoje o dia foi tão lindo,
O sol, o mar e o céu azul.
Agora tudo se vai,
Serão apenas sonhos,
Será apenas sono,
Mais nada.
15/04/14
Águas
Águas que são tão importantes para a vida.
Águas dos mares,
Águas dos rios,
Águas das chuvas,
Águas que se derramam,
E se escorrem no alto da serra,
Riacho abaixo,
Águas que fazem parte de mim,
Que permitem que as flores floresçam.
E que tudo aconteça na vida.
Águas dos mares,
Águas dos rios,
Águas das chuvas,
Águas que se derramam,
E se escorrem no alto da serra,
Riacho abaixo,
Águas que fazem parte de mim,
Que permitem que as flores floresçam.
E que tudo aconteça na vida.
13/04/14
Dimensão da vida
A noite de lua,
A lua clara pálida e branca,
Rodeada de estrelas,
O céu sem limites.
Paro para contemplar o céu
Com toda sua plenitude,
E vastidão...
A noite esta ai,
E estará ai sempre,
Noite que encantou meu avó
Quando menino,
Quem sabe quantas gerações ainda viverão sob seu manto estrelado.
O som dos grilos,
O mando refrescante que nos cobre a brisa.
Tantas sensações
Que só a vida,
Pode nos fazer sentir
Só a vida e o existir.
A lua clara pálida e branca,
Rodeada de estrelas,
O céu sem limites.
Paro para contemplar o céu
Com toda sua plenitude,
E vastidão...
A noite esta ai,
E estará ai sempre,
Noite que encantou meu avó
Quando menino,
Quem sabe quantas gerações ainda viverão sob seu manto estrelado.
O som dos grilos,
O mando refrescante que nos cobre a brisa.
Tantas sensações
Que só a vida,
Pode nos fazer sentir
Só a vida e o existir.
07/04/14
Primeira noite
Por que um galo canta a noite?
O cantar do galo a noite
É simplesmente algo sinistro.
O que ele anuncia?
As aves não cantam para atrair suas fêmeas,
Não seria semelhante com o galo?
Quem não tem na memória o canto de um galo na madrugada.
E anuncia o advento de um novo tempo.
Para uns um agouro
Foi como aprendi na infância.
Para outros presságio.
As aves não cantam para atrair suas fêmeas,
Não seria semelhante com o galo?
Quem não tem na memória o canto de um galo na madrugada.
É sinistro porque é sempre igual,
Mais parece que o tempo parou.
Era igual com meus bisavôs, avôs e pais.
Será um canto eterno.
Ou seria o eco do tempo?
A gente guarda viva na memória
O canto do galo a noite
ou na madrugada.
A cena é a mesma em qualquer lugar.
O escuro frio da noite,
A luz fria da lua,
O céu estrelado,
As vezes luzes apagadas,
O vento soprando,
As estrelas brilham no céu,
Muitas vezes parecem um brilho de lágrimas.
E o galo bate as asas.
PAPAPAPAPA,
Enche o peito e
Cococoricocóooo.
Ouvi o galo cantar
E agora a noite de sono vai iniciar.
Ah, memórias, histórias...
Serão só minhas?
Ah, memórias, histórias...
Serão só minhas?
Relação
E quando a noite chega caliente,
E quando o vento não venta,
Quanto calor, quanto cansaço,
Parece que o tempo para,
E nada mais fala.
Que relação medonha
Da noite com o calor.
E quando o vento não venta,
Quanto calor, quanto cansaço,
Parece que o tempo para,
E nada mais fala.
Que relação medonha
Da noite com o calor.
06/04/14
Tempo, momento, espaço
O relógio sobre a mesa,
Sem pressa expressa o tempo,
Segundo a segundo,
Minuto a minuto,
Hora por hora.
Paredes brancas,
Sobre o sofá estão deitados os livros
Com suas capas brancas, azuis e pretas,
As letras juntas expressam os nomes dos autores.
Eu podia deitar e ler e descansar,
Mas há tanta coisa para fazer.
Que nem sei por onde começar
E muitas vezes não inicio
E procrastino...
Se o relógio parar
O tempo seguirá..
Se eu parar o mundo seguirá ileso.
Tic-tac, tic-tac...
A cigarra canta,
as aves cantam,
A noite cuidadosamente cai,
Sem desespero,
Sigamos em frente.
Sem pressa expressa o tempo,
Segundo a segundo,
Minuto a minuto,
Hora por hora.
Paredes brancas,
Sobre o sofá estão deitados os livros
Com suas capas brancas, azuis e pretas,
As letras juntas expressam os nomes dos autores.
Eu podia deitar e ler e descansar,
Mas há tanta coisa para fazer.
Que nem sei por onde começar
E muitas vezes não inicio
E procrastino...
Se o relógio parar
O tempo seguirá..
Se eu parar o mundo seguirá ileso.
Tic-tac, tic-tac...
A cigarra canta,
as aves cantam,
A noite cuidadosamente cai,
Sem desespero,
Sigamos em frente.
Aprender com a vida
O que a vida nos ensina?
A vida por si trata de nos ensinar tudo, mas não nos prepara para aquilo que pode nos acontecer.
Tudo está constantemente acontecendo a todo instante em qualquer lugar e hoje podemos tomar conhecimentos dos fatos que blindamos para não ver, tais fatos nos permitem uma reflexão sobre o que é a vida.
Esses fatos parecem que só acontecem conosco, mas com outros.
Sabemos como estes se expressam que pode ser na forma de uma doença terminal ou um acidente que evidencia a data final. Desta forma até que estejamos cientes do nosso ponto final, vamos vivendo excessivamente egoístas expressando nossos problemas que na maior parte das vezes são vaidades das vaidades. Coisas bestas como desentendimentos por puro e simples orgulho.
Todavia quando o nosso prazo de vaidade é tatuado em nossa pele só ai caímos na realidade.
Tendo em vista que para tais coisas acontecerem são independentes de idade, de classe social, de sexo ou até mesmo de cor.
Tudo passa.
E a vida através destes mecanismos nos humanizam.
Somos seres capazes de nos sensibilizarmos com o outro. Nada mais humano que nossa humanização.
Quando passamos por situações de extremos aprendemos novos hábitos, esquecemos os velhos, aprendemos novas coisas, esquecemos outras. E sempre, sempre lutamos por dias melhores, mas a vida não respeita nossos esforços, nossos credos e acontece como tem de acontecer.
E a vida se revela mais valiosa, mais bela, mais plena.
Valorizamos o que perdemos.
Valorizemos então a vida.
Valorizemos a luz do sol e o escuro da noite,
Valorizemos os bons e os maus aromas,
Valorizemos os momentos de sofrimento, de dor,
Pois são extremamente importantes, se não fossem não existiriam.
Tudo que existe é.
Tudo que existe nos ensina.
Tudo passa,
Vaidade das vaidades.
Viva a vida da maneira que julgar melhor,
pois nosso relógio está contando cada segundo de nossa existência.
Evitamos qualquer tipo de sofrimentos e problemas,
Mas se eles existem, pois que encaremos de frente.
Pois um no dia que o ponto final se apresentar,
Restará apenas o suspiro e o pensar
Vivi da melhor forma.
A vida por si trata de nos ensinar tudo, mas não nos prepara para aquilo que pode nos acontecer.
Tudo está constantemente acontecendo a todo instante em qualquer lugar e hoje podemos tomar conhecimentos dos fatos que blindamos para não ver, tais fatos nos permitem uma reflexão sobre o que é a vida.
Esses fatos parecem que só acontecem conosco, mas com outros.
Sabemos como estes se expressam que pode ser na forma de uma doença terminal ou um acidente que evidencia a data final. Desta forma até que estejamos cientes do nosso ponto final, vamos vivendo excessivamente egoístas expressando nossos problemas que na maior parte das vezes são vaidades das vaidades. Coisas bestas como desentendimentos por puro e simples orgulho.
Todavia quando o nosso prazo de vaidade é tatuado em nossa pele só ai caímos na realidade.
Tendo em vista que para tais coisas acontecerem são independentes de idade, de classe social, de sexo ou até mesmo de cor.
Tudo passa.
E a vida através destes mecanismos nos humanizam.
Somos seres capazes de nos sensibilizarmos com o outro. Nada mais humano que nossa humanização.
Quando passamos por situações de extremos aprendemos novos hábitos, esquecemos os velhos, aprendemos novas coisas, esquecemos outras. E sempre, sempre lutamos por dias melhores, mas a vida não respeita nossos esforços, nossos credos e acontece como tem de acontecer.
E a vida se revela mais valiosa, mais bela, mais plena.
Valorizamos o que perdemos.
Valorizemos então a vida.
Valorizemos a luz do sol e o escuro da noite,
Valorizemos os bons e os maus aromas,
Valorizemos os momentos de sofrimento, de dor,
Pois são extremamente importantes, se não fossem não existiriam.
Tudo que existe é.
Tudo que existe nos ensina.
Tudo passa,
Vaidade das vaidades.
Viva a vida da maneira que julgar melhor,
pois nosso relógio está contando cada segundo de nossa existência.
Evitamos qualquer tipo de sofrimentos e problemas,
Mas se eles existem, pois que encaremos de frente.
Pois um no dia que o ponto final se apresentar,
Restará apenas o suspiro e o pensar
Vivi da melhor forma.
04/04/14
Aprendendo com a reflexão
O que entendo do mundo?
Que me dizem o canto das aves e das cigarras?
O que eu vejo no horizonte quando o sol desponta?
O mundo são as coisas, os seres, tudo aquilo com que me relaciono,
Mas o mundo é muito mais que isso, o mundo está para além do meu ser.
O mundo é construído entre mim e aquilo que se me aparece,
Aquilo que o torna belo, aquilo que me espanta que me encanta.
Há um vasto mundo além de mim.
O canto das aves e das cigarras soa-me misterioso,
Muito mais além do que se pensa a biologia.
A minha relação com as aves e as cigarras é muito mais além
Que o científico,
Quando as aves e as cigarras cantam
É como se a natureza falassem a mim.
Estes seres que cantam e o fazem com destreza,
Com tamanha destreza que além de encantar o que almejam,
Encantam-me profundamente, o canto do roxinó e da patativa...
Ah, quanta beleza no horizonte que se me revela,
Sou parte da natureza que aprendeu a reagir e a construir,
Mas que muitas vezes a relação que se dar entre mim e o outro
É tão complexa que só Deus para mediar...
"Agora vejo em partes, mas então veremos face a face" Paulo de Tarço
Que me dizem o canto das aves e das cigarras?
O que eu vejo no horizonte quando o sol desponta?
O mundo são as coisas, os seres, tudo aquilo com que me relaciono,
Mas o mundo é muito mais que isso, o mundo está para além do meu ser.
O mundo é construído entre mim e aquilo que se me aparece,
Aquilo que o torna belo, aquilo que me espanta que me encanta.
Há um vasto mundo além de mim.
O canto das aves e das cigarras soa-me misterioso,
Muito mais além do que se pensa a biologia.
A minha relação com as aves e as cigarras é muito mais além
Que o científico,
Quando as aves e as cigarras cantam
É como se a natureza falassem a mim.
Estes seres que cantam e o fazem com destreza,
Com tamanha destreza que além de encantar o que almejam,
Encantam-me profundamente, o canto do roxinó e da patativa...
Ah, quanta beleza no horizonte que se me revela,
Sou parte da natureza que aprendeu a reagir e a construir,
Mas que muitas vezes a relação que se dar entre mim e o outro
É tão complexa que só Deus para mediar...
"Agora vejo em partes, mas então veremos face a face" Paulo de Tarço
Flor e alegria
Um som,
Uma imagem,
Um cheiro,
Sensações que vivo,
Sensações de desconforto,
Tudo muito subjetivo,
Tudo muito peculiar.
Não fugimos daquilo que aflige em nossa vida,
Estamos sempre aflitos com ou sem motivos.
Buscar o equilíbrio.
Uma flor quem sabe não faz desabrochar uma alegria.
Uma imagem,
Um cheiro,
Sensações que vivo,
Sensações de desconforto,
Tudo muito subjetivo,
Tudo muito peculiar.
Não fugimos daquilo que aflige em nossa vida,
Estamos sempre aflitos com ou sem motivos.
Buscar o equilíbrio.
Uma flor quem sabe não faz desabrochar uma alegria.
02/04/14
Perspectiva
Mais um dia se passou que grassa que a noite chegou.
Às vezes nem percebemos quando ela chegou.
Não percebemos quão bela são as cores à tarde.
Sinto-me cansado após um longo dia de luta e calor.
Tantas falas, tantas coisas por apreender e por fazer.
Sento-me no sofá e por um instante penso na vida,
Penso ainda naquilo que está para além da vida profissional.
Levanto, vou ao computador e escolho uma música.
É bom saber o que se quer ouvir.
Volto, sento e penso no tempo.
Tenho vivo na memória a presença de minha avó Sinhá,
Os meus outros avós, praticamente as lembranças já foram dissolvidas.
Meus sobrinhos crescem tão rápido,
E o tempo tirou meus cabelos e me impõe uma barriga e rugas.
Acho que agora sou capaz de mais reflexões,
Mas falo tantas gafes como antes.
Há uma lógica na vida?
Sabe lá.
Tudo acontece a todo tempo e em todo lugar,
o mundo acontece além de mim.
Seguir em frente é o que resta.
01/04/14
Plenitude revelada
Desperta a manhã feliz,
Flores desabrochando,
Aves cantando,
Tenro calor,
A luz quebra a escuridão,
As as cores e as formas são reveladas.
O universo se amostra pleno,
E a vida palatável...
Canta roxinó,
Canta cambacica,
Cantem aves...
E este canto ecoe em minha alma,
E o dia independente de tudo,
Seja pleno,
Seja pleno.
Flores desabrochando,
Aves cantando,
Tenro calor,
A luz quebra a escuridão,
As as cores e as formas são reveladas.
O universo se amostra pleno,
E a vida palatável...
Canta roxinó,
Canta cambacica,
Cantem aves...
E este canto ecoe em minha alma,
E o dia independente de tudo,
Seja pleno,
Seja pleno.
31/03/14
Eternidade
Quanta coisa a aprender,
Quanta coisa a apreender,
Nesta vida,
Vida breve, vida efêmera.
Amanhã quem sabe como vai terminar.
O amanhã um dia virá
E passará e será eternidade.
Quanta coisa a apreender,
Nesta vida,
Vida breve, vida efêmera.
Amanhã quem sabe como vai terminar.
O amanhã um dia virá
E passará e será eternidade.
30/03/14
Incerteza
Tudo que reúno entre mim e os meus dias
Tem valor algum, livros, roupas e objetos,
Só me são uteis até onde sei usá-los,
Caso contrário são um peso ao meu ser.
Um peso que carrego ao sentir sua necessidade, deles.
Mudamos constantemente de ideias, de forma de pensar,
E muitas vezes esses objetos são apenas um fardo.
Temos que criar um sentido para nossa vida,
Seja como for, necessitamos ser fortes,
Visto que a vida é incerta.
Escupir do tempo
Quantas tardes não vi cai ao teu lado,
Tinha teu sono e teu afago,
Te via dormir feito um anjinho,
Tinha seus cabelos para cheirar,
Tinha você para cuidar,
E quando acordavas,
Era tu que cuidavas de mim,
E a tarde era tão maravilhosa,
Não sei por que, mas é tão ruim sem você.
As tardes quando caem sozinhas
São tão tristes...
Tinha teu sono e teu afago,
Te via dormir feito um anjinho,
Tinha seus cabelos para cheirar,
Tinha você para cuidar,
E quando acordavas,
Era tu que cuidavas de mim,
E a tarde era tão maravilhosa,
Não sei por que, mas é tão ruim sem você.
As tardes quando caem sozinhas
São tão tristes...
Atemporais
Os dias e suas manhãs, tardes e noites;
As manhãs orvalhadas, ensolaradas ou chuvosas;
As tardes briosas, saudosas, esplendidas por seu fim;
As noites enluaradas, estreladas.
Os dias e suas revelações,
As flores coloridas e perfumadas;
As cores e as formas;
O desenrolar de uma vida,
No cotidiano,
A passagem das estações,
A limitações que surgem com o passar do tempo...
Mas a vida segue sempre em frente,
Sem tempo para reflexões,
Vivemos todos em tempos diferentes,
Apesar de compartilhamos o presente,
Somos seres atemporais.
As manhãs orvalhadas, ensolaradas ou chuvosas;
As tardes briosas, saudosas, esplendidas por seu fim;
As noites enluaradas, estreladas.
Os dias e suas revelações,
As flores coloridas e perfumadas;
As cores e as formas;
O desenrolar de uma vida,
No cotidiano,
A passagem das estações,
A limitações que surgem com o passar do tempo...
Mas a vida segue sempre em frente,
Sem tempo para reflexões,
Vivemos todos em tempos diferentes,
Apesar de compartilhamos o presente,
Somos seres atemporais.
25/03/14
Vida em frente
A noite pesa em minha alma,
Meus sentidos todos querem calma.
É hora de deitar e dormir,
É hora de descansar
E recarregar a energia,
Esquecer as coisas ruins do dia da dia
E está pronto para uma nova lida,
E assim segue sem porteiras nossa vida.
Meus sentidos todos querem calma.
É hora de deitar e dormir,
É hora de descansar
E recarregar a energia,
Esquecer as coisas ruins do dia da dia
E está pronto para uma nova lida,
E assim segue sem porteiras nossa vida.
Desejo de uma paixão
Seus
lindos dentes de marfim,
sua pele doce como canela,
seu olhar oh linda
turmalina.
Tu me tomas os sentidos,
em tua beleza,
encontro atração,
quero
segurar forte sua mão,
quem sabe seus lábios que sabor terão?
Quem sabe nos
encontramos num verão
talvez esteja escrito em alguma estrela.
Sabe lá. Sabe
lá.
23/03/14
Cicatrizes
Na vida nunca se sai ileso, carrega-se sempre alguma cicatriz quer seja no corpo ou na alma.
As cicatrizes são provas materiais da existência e do passado vivido.
As cicatrizes presentes no corpo, cotidianamente, nos revela quão frágil é nosso corpo e quão é finito. Revelam ainda quanto necessitamos constantemente de cuidado consigo. Estas, as cicatrizes físicas, já não machucam mais no presente, estamos isentos da dor, já estão curadas. Para alguns é um símbolo de resistência e de força, enquanto para outros fonte de vergonha.
Quanto as cicatrizes presentes na alma. Estas sim são aquelas que apresentam um poder violento de aflorar a dor e que muitas vezes são incuráveis e machucam sempre que são percebidas.
Mas o que provoca uma cicatriz na alma?
As cicatrizes presentes nos corpos são físicas, factuais e fáceis de serem explicadas, mas àquelas presentes na alma são profundamente subjetivas e praticamente inexplicáveis por suas peculiaridades.
Estas cicatrizes da alma que dizemos que está presente na alma são provocadas por sentimentos, portanto por sua peculiaridade, praticamente inexplicável de serem explicadas. Cabe então a cada um procurar a causa de sua própria cicatriz. Uma vez que são os sentimentos que serão sua causa em cada indivíduo.
Estas depende muito de indivíduo para indivíduo.
Quem sabe não são estas cicatrizes a causa da infelicidade humana.
Marx dizia que a vergonha é a ira interna. Então quem sabe se esta não seria uma das causas. O orgulho ferido, talvez seja outra causa.
Portanto é pertinente a cada um de nós refletirmos sobre nossas próprias cicatrizes.
As cicatrizes físicas muitas vezes podem ser apagadas através de tratamentos medicinais. No entanto as cicatrizes da alma, só podem serem tratadas através de si mesmo.
Conhecer a si mesmo pode ser um caminho, um método a se seguir, mas para isto é necessário está disposto a tentar curar e limpar a alma destas cicatrizes ou carregar por toda a vida estas marcas que te fazem sofrer.
As cicatrizes são provas materiais da existência e do passado vivido.
As cicatrizes presentes no corpo, cotidianamente, nos revela quão frágil é nosso corpo e quão é finito. Revelam ainda quanto necessitamos constantemente de cuidado consigo. Estas, as cicatrizes físicas, já não machucam mais no presente, estamos isentos da dor, já estão curadas. Para alguns é um símbolo de resistência e de força, enquanto para outros fonte de vergonha.
Quanto as cicatrizes presentes na alma. Estas sim são aquelas que apresentam um poder violento de aflorar a dor e que muitas vezes são incuráveis e machucam sempre que são percebidas.
Mas o que provoca uma cicatriz na alma?
As cicatrizes presentes nos corpos são físicas, factuais e fáceis de serem explicadas, mas àquelas presentes na alma são profundamente subjetivas e praticamente inexplicáveis por suas peculiaridades.
Estas cicatrizes da alma que dizemos que está presente na alma são provocadas por sentimentos, portanto por sua peculiaridade, praticamente inexplicável de serem explicadas. Cabe então a cada um procurar a causa de sua própria cicatriz. Uma vez que são os sentimentos que serão sua causa em cada indivíduo.
Estas depende muito de indivíduo para indivíduo.
Quem sabe não são estas cicatrizes a causa da infelicidade humana.
Marx dizia que a vergonha é a ira interna. Então quem sabe se esta não seria uma das causas. O orgulho ferido, talvez seja outra causa.
Portanto é pertinente a cada um de nós refletirmos sobre nossas próprias cicatrizes.
As cicatrizes físicas muitas vezes podem ser apagadas através de tratamentos medicinais. No entanto as cicatrizes da alma, só podem serem tratadas através de si mesmo.
Conhecer a si mesmo pode ser um caminho, um método a se seguir, mas para isto é necessário está disposto a tentar curar e limpar a alma destas cicatrizes ou carregar por toda a vida estas marcas que te fazem sofrer.
22/03/14
nocturna
A noite revela minha fragilidade,
O medo da solidão.
Sem uma voz humana,
Eu ouço alguma música,
Eu olho o mundo através da janela,
E vejo as estrelas
E vejo a lua,
E percebo a distância
E percebo a solidão em meu ser.
As coisas estão ai e nem sempre percebemos,
Na maioria das vezes não percebemos,
Vivemos simplesmente.
O medo da solidão.
Sem uma voz humana,
Eu ouço alguma música,
Eu olho o mundo através da janela,
E vejo as estrelas
E vejo a lua,
E percebo a distância
E percebo a solidão em meu ser.
As coisas estão ai e nem sempre percebemos,
Na maioria das vezes não percebemos,
Vivemos simplesmente.
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