Quantas vezes acordo feliz, mas tem dias que sinto vontade de ficar dormindo e esquecer tudo que tenho pra fazer. Sinto vontade de largar tudo, esquecer o tempo, deixar de ouvir os radiojornais, ler livros. Deixar de fazer o que mais gosto.
Ser um vagabundo e simplismente vagar pelas praias, pelas ruas, pelas florestas, pelos campos só vivendo.
Ser como o vento ficar pairando pelo mundo, ver e sorrir de todos seres humanos atordoados com seu tempo subjetivo, trabalhando incessantemente para ser o melhor, sem se dar conta que está sendo sugado pela sociedade, pela necessidade de exercer, consumir.
Confesso que tenho que rever meus conceitos de felicidade.
Quantas vezes me sinto feliz ao ouvir o canto do sabiá, como um doce aviso "Eis que o dia já nasceu".
Quantas vezes acordo pensando em tantas coisas que tenho pra fazer e simplismente não sei por onde começar.
Quantos problemas!
Vou fugir dessa vida.
Quero vagar como um vagabundo, um louco, tendo como teto o céu, como casa o mundo, como relógio o sol.
Quantas vezes tenho medo do oculto num dia.
Assim é a vida cheia de altos e baixos.
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Gogh