Já faz algum tempo que não lavo roupa na mão, bem nem sempre foi assim, pois durante o tempo que fiz faculdade tinha por obrigação lavar a roupa e aquilo era pra mim excelente. Sim todos os sábados acordava cedo, senão ficaria sem pia pra lavar a roupa. Pegava emprestado o rádio de meu grande amigo Anderson Vinícios toda a roupa e ia pra lavanderia. Bem as possíveis pessoas que poderia costumeriamente era Canidja do 16 rapaz cizudo, muito legal, bem trocavamos algumas idéias, mas ele sempre lavava pouca roupa, e ia fazer compras no hiper. Gostava quando Silvano estava, pois sempre ele conduzia a conversa, me imprecionava sua retórica.
As vezes na época da manga o Gato aparecia pra derrubar algumas mangas. Às vezes encontrava os forrozeiros com aqueles sons maiores ouvindo Mastruz com leite, limão com mel...
Bem a lavanderia era palco de fofocas, onde todos os segredos eram revelados, histórias muito boas, de veteranos e feras.
Uma das primeiras pessoas que encontrei na lavanderia foi Eves, moço católico, aplicado, estudava química depois nos tornamos muito amigos, falavamos sobre as dificuldades e afinidades de curso.
Todos os sábados estava eu lá faça chuva faça sol, as roupas precisavam está limpas e cheirosas, afinal eram poucas roupas.
Lavando roupa numa lavanderia discutia idéias, tinha amigos, colegas prontos pra fazer isso
E era ali que fazia grandes amigos.
Hoje tenho uma máquina, com isso ganhei tempo, mas minhas roupas não são tão bem cuidadas e principalmente não tenho mais os meus amigos pra trocar idéias.
Químicos, Engenheiros, Linguistas...
A mudança com paz
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Gogh