10/04/26

Labirinto temporal

 A tarde surda,

Tudo é silêncio,

O calor muda

A voz da natureza,

Numa sombra,

Pia um bem-ti-vi.

Desperto para essa realidade.

E por minha memória,

Resgato a eternidade.

Em que tempo estou,

Como uma imagem de espelho,

Me pergunto,

Sou eterno,

Sou atemporal.

Não sei...

Ontem

 Ontem Sassá estava com muita energia. Comeu um grande jantar e ainda comeu o ovo de páscoa que ganhou de seu amigo Ravi. Pulou, brincou, andou, lugou... Fez tanta coisa que nem me lembro que horas ele dormiu. Fez a lição de casa com a mamãe. Coisa muito importante para ele e para nós.

Açucena

 Suave e doce cheiro de açucena,

Delicada e grande flor,

Longas pétalas

Alvo-vinácea.


Pendula umbela,

As vezes deitada no chão.

Cada encontro

É aconchegante,


Doce sensação,

Eterna sensação.

Que é mais belo?

 A luz dourada 

refletindo  nas jovens folhas,

Folhas molhadas

Dão um lindo tom

Amarelo limão,

Amarelo claro

Desfia uma suave neblina.

E o brilho

sem expande,

se multiplica

E o sol parece acender,

E a novem parece andar...

O que é tão belo?

Salada sem fruta

 Minha forma de ver o mundo será sempre a mesma?

Fui progressista e progredi.

Foi apaixonado pela filosofia, mas só li.

Não vinguei?

Li quando devia ter estudado.

Nietzsche e Neruda!

Este último me inspirou.

O primeiro pôs combustível nas minhas revoltas.

Não ri, não entendi.

Um amigo meu erudito. Suspirava ao ler Nietzsche.

Antes li Machado que rachou a minha cuca de tanto usar o dicionário.

Aluízio Azevedo... Os Azevedos. Acho que foi o melhor que li.

Na época se encaixava tão bem...

O tempo passou...

Tantos livros folhiei.

Li u tomei o meu tempo.

Será se ficou algo?

Escrevi tanta coisa.

Escrevi a mesma coisa...

Notas do Eu...

Temas que me amedrontavam e amedrontam

O envelhecimento e a morte.

Temas que me empolgam.

Balela.

A fama.

No final de tudo.

É só uma salada sem fruta.

09/04/26

Seus pensamentos

 Ontem Sassá conversou tanto.

Sobre repteis,

Sobre dragões,

Sobre serpentes.

Ele se empolga.

Ele mistura imaginação,

Com historia natural,

Com suas ideias.

E cria o mais lindo dos mundos.

O mundo de seus pensamentos.

Seria um labirinto

 Neste lindo céu azul,

Céu fresco de sol claro,

Onde bando de carneirinhos

Espalhados no campo ciano,

Campo azul do céu...


Tarde de céu azul,

Tarde fresca dá chuva

do dia que passou.


Miro este céu,

E vejo uma ave voando tão alto,

Duas aves,

Três aves,

Cinco aves,


Voam em espiral,

Em bando 

Ou sozinha...


É urubu,

São urubus?


Sem identidade,

Quem já fez amizade com urubu?

Tadinha são nogificadas 

Por seus hábitos catárticos.


Não há quem não olhe para o urubu com um ar de superioridade.


Ehh. que nojo, você come carniça....

Anda desajeitado,

Cabeça de peru...


Que importa.


Olho para essa bendita ave e penso,

Quanta liberdade...


Os urubus são ideologos,

São nefelibatas...

Eles veem além e pagam por isso.


Sabe todas as tardes são eternas,

mas algumas mais que outras.


Ao menos é o que parece.


Feito fumaça,

Vai pensamento,

Evapora de graça.


Que fique a beleza da tarde,

A liberdade do urubu,

E o saber da eternidade.

O seria um labirinto?

Canto encantado

 A garrincha canta,

Cadenciadamente,

Canta uma,

Canta duas,

Canta três...

Canta várias vezes.

É inverno.

Ela só canta no inverno.

Será papinho cheio?

Garrincha que amar,

Quer uma companheirinha.

Faz o seu ninho

E canta,

Até me encantou seu canto.

Parece um canto encantado.

Água no seio da terra

 A terra seca e dura,

A água da chuva tudo munda.

O cheiro da chuva caindo,

A chuva trazendo frescor...

Tanajuras no céu.

O mundo molhado,

Os troncos e cupins.

A lama escorrida da água da chuva,

Argila vermelha.

Areia escura.

O homem e a terra tratada,

A terra arada, fofa, macia e fria.

A cova cavada,

Semente semeada...

A babugem no campo,

A mata brolhando,

Catingueira se pinta de vinho

Depois se enverdece...

Folha molhada,

Cheiro das plantas.

Agudo espinho de cacto...

Tanque cheio,

Despertar e cantar do sapo.

Tudo isso é felicidade,

Tudo isso é prosperidade,

Trazida pela chuva,

Água fonte de vida,

No Seio da mãe terra.

Seus filhos agradecem.

Tempo

 O silêncio frio da mata

aguardando a água da chuva.

A terra enxombrada,

Mole de tanta água.

Sementes germinando,

Fungos esporulando.

O sol, sobre as nuvens.

O tempo mudado.

08/04/26

Demora

 O sol acenou de manhã,

Mas logo desapareceu,

Choveu, choveu, choveu,

Nuvens escuras, luz branca.


A luz do fogo,

A luz de vela,

A luz...


Em outra forma,

Que não luz do sol.


A chuva,

A água escorrendo,

Cantando em toda calha,

Cantando na bica...


Água fria.


Um chá faz bem.

E o dia escorre,

E o dia molhado,

Demora a secar,

Demora a passar...


Demora

Eons

 Um dia mamãe e papai estaremos juntos.

Não da forma como estivemos.

Não!

Quando estivemos juntos,

Vocês foram os melhores pais do mundo.

Alimentaram-me da melhor maneira,

Educaram-me da melhor forma.

Vocês me ensinaram o essencial para viver em harmonia,

Vocês me deram segurança, amor e paz.

Foi maravilhoso vivermos juntos.

Mas um dia nos encontraremos na eternidade.

Um dia seremos só uma data.

Cairemos no esquecimento...

Será se nos encontramos em vidas passadas?

Não sei!

Sou mamãe você e papai.

Estou tentando ser o que vocês foram para mim.

Para o meu filho.

Tem dias que sinto falta...

Tudo vira essência.

Sabe.

Tudo termina em essência.

Meu peito não queria isso,

mas é egoísmo meu ou orgulho.

Somos eons do criador...


Consciência

 Ontem, estávamos muito cansados. A mãe de Sassá exausta e doente. Bom, parece que sabia, por isso nem deu muito trabalho. Depois do banho dele. Nos deitamos na cama. Acho que dormi ou quase dormi. Então ele me despertou e rezamos o pai nosso e a ave maria e logo em seguida dormimos. Nem sei quem apagou a luz. Ontem foi aquele dia de chuva, frio e tudo molhado. Enfim. Sassá entendeu. 

Despertar de um sonho

 Sonhei que era fim de inverno.

O campo de cajueiro que nosso vizinho plantou

Estava todo florido.

Uma paisagem tão bela.

Então dei por falta de mamãe e papai.

E perguntei quando mamãe e papai

Vão voltar de São Paulo.

Então senti o abismo da realidade.

Eles se foram,

Partiram para eternidade.

Tornaram ao ser.

Concluíram a existência.

07/04/26

A aroeira e o tempo

 Em algum lugar bem distante,

A beira da estrada, um fruto caiu,

Dali, num inverno nasceu uma aroeira,

Os anos foram passando e lentamente,

Bem suavemente ela cresceu.


Continua crescendo.

Um dia ela floresceu,

Um dia frutificou...


No verão caíram as folhas,

Uma a uma ficaram o tronco e os ramos,

Depois cheia de vassorinhas,

Floresceu, frutificou...


Mas veio a chuva e ela regou,

Então de folhas todinha se vestiu.

As aves adoram nela pousar,

As aves adoram nela cantar...


Às vezes a tarde vai lá o sabiá,

Canta, alumiado pela dourada luz da tarde.

Canta o cabeça-vermelha,

Canta o papa-arroz.


Nela nasce e se põe o sol.

Nela se avista primeiro o dia,

Nela se escurece por último.


A noite esta desaparece...


Milhares de flores e frutos já dispersou.

Oh aroeira.

Como te admiro,

Faça chuva ou faça sol.

Impávida ali está.

Seguimos nossos dias,


Você de lá e eu de cá...

Notas da existência

 A areia seca,

O solo molhado,

Sobre o solo a gitirana 

Cresce se esparramando.

Tão belo seu movimento,

De crescimento,

De vida efêmera.


A Pinheira verdinha.

Senhora Pinheira,

Amiga conhecida

De tantas safras,

Tantas visitas,

Sanhaçus,

Vem-vems...


O fruto verde gerado,

Crescente e maduro.

Do duro ao mole,

Só verde ao branco.


Dia e noite,

Verão e inverno.


Chuva e água.


Ser.


Ali ao lado,

Tantas vezes me sentei.


Tantas vezes me senti.


Sou uma Pinheira.

Que resiste se sequidão.

Que sofre calada,

As ervas daninhas nos meus galhos.


Sofre calada o calor, mas repleta de esperança 

Pelo tempo de bonança que sempre vem.


Para a terra.

O lugar.

A existência...


Sentado ali.

Foi confidente a Pinheira,

Minha de papai e de mamãe.


Quando eles participaram ela estava triste e desgalhada e assim me senti.


Ontem estava plena.


Eu também.

Mas havia um certo vazio no meu peito...

Que nunca vai passar...

É a autoconsciência.


Queria ser uma gitirana espalhando-se pelo chão.


Mas o tempo, a memória me fizeram Pinheira.

Francisco Chagas Neto

 Ontem domingo de páscoa em Serrinha dos Pintos fui à missa e ao sepultamento do padre daquela terra Francisco das Chagas Neto.

A igreja estava repleta de gente. Durante a serimonia da missa choveu. 

Houve o cortejo fúnebre onde encontrei e cumprimentei meus amados professores e amigos.

Luiz Preá, Ledimar, Rivete, Berg, Glicério, Eudes.

Vânia, Herbenia e Francisco meu primo.

Fui ao túmulo de meus pais.

A noite caiu.

Padres cantando e um colega enterrando.

O bispo e Nil o coveiro.

O dia e a noite.

Os últimos Franciscos estão sendo enterrados.

Só sobrarão os evangelistas Lucas, Marcos e Mateus.


É o espírito do tempo.

Notas do eu dois

 Agora fim de páscoa.

Sou o que fui.

Sou o que sou.

Deveio e devir.


Minhas ilusões.

Minhas desilusões.


Estou onde mais estive neste época.


Estou sem quem mais estive.


Ainda sim na balança da existência,

Vivi mas com eles...

É a vez do meu filho.


O tempo escorre.


Sempre escorreu em espiral...


O cheiro do mato,

A brisa fria da tarde.


Algo anormal.


Cadê mamãe.

Cadê papai.


Onde foram?

Onde estão.


Seguirei pela eternidade sem resposta...


Me apoiando em algo que me encanta.


...

Notas do eu

 Sinto minha alma viva.

Sinto intensa presença da eternidade.

Sinto que sou este lugar.

Este lugar sou eu.

O cumaru cultivado por papai,

As Pinheiras, as palmas.

A erva com sua rama

Que pinta tudo de verde e formas,

Formas cordadas,

Formas radiadas,

Formas ternadas.


Ouço fora e em mim o som da passarada...

A Garrincha no oitão,

O sanhaçu nas pinheiras, 

O vem-vem no encheique,

O sabiá na aroeira,

O encanto de ouro no catolé.

O pacum voando,

A rolinha no terreiro comendo.


O cheiro alvo da flor do araçá, do mororó,

Do jasmim.


Esse lugar sou eu,

Minha alma é esse lugar.

Parte da existência, o ser

 Após o café, o caminhar...

A manhã metade ida.

O corpo quer um descanso.

A gente senta na área.

Nessa área eterna.

Área que sentei toda a infância.

Área que sentei na adolescência,

Área que papai sentava pela manhã 

E pela tarde.

Área que mamãe despertava 

Após o cochilo vespertino.

Área de recepção,

Área de despedida...

Nunca estava vazia nestes momentos...


Esta área foi testemunha das nossas visitas 

Vovô sinhá,

O amigo Dadá,

Meu tio Aldo,

João de Licor,

João de Lourival...


Quantas vezes Bege, as meninas 

E eu chegamos 

E quantas vezes demos adeus.


Esta área eterna.


Hoje vive vazia,

Tendo um cachorro 

Por companhia.


O sol

E a lua

Alumiaram

E alumiam.


Papai deixou plantado em sua frente 

Um espada de São Jorge,

As vincas,

Mamãe aqui deixou a açucena 

E o jasmim laranjeira...


Área que me ensinou sobre paciência.


Aqui li Gandi,

Machado de Assis,

Aluízio Azevedo...


Encarei a biologia,

A química as ciências naturais.


Aqui esperei o inverno e as chuvas.


Os resultados das provas que fiz.


O triste dia da partida de papai,

De mamãe...


Aqui foi o palco de alegria e tristeza.


Não se sabe,

Não se percebe 

Porque se vive sempre 

No presente...

O passado são memórias 

E o futuro são desejos.


Essas coisas são particulares 

Está cultivada em cada um de nós.


Aqui papai envelheceu, cochilou e partiu.


Mamãe tantas vezes renasceu 

E a morte venceu.


Hoje tudo é só memória,

Parte de uma memória...


Se está área falasse.

Se ao menos existisse,


Porém é apenas um vazio entre três  portas.


Só isso.

Tudo e nada.

Com meu amado filho

 No mês de abril,

Após as grandes chuvas, 

pude no mato andar.

É gostoso sentir 

O perfumado cheiro da flor,

O amarelo doce do cajá provar.


Ver o feijão no campo de espalhando,

Nas hastes longas 

As flores roxas desabrochar.


E o agricultor com a campinadeira,

Dando ordens e o boi obedecendo 

Na carreira subindo e descendo.


A vista cheia de beleza, o cheiro 

Da terra arada,

O canto da passarada.


Andar no meio do mato,

Com cuidado pra uma cobra não encontrar,

Vendo a copa da mata fechada.

O cuidado pra não se estrepar.


Ver o açude de água nova barrenta,

O som da água na pedra escorrendo...


E o peito cheio de alegria...


A alma que é uma poesia...


Essas coisas bonitas 

Que a gente leva pra vida.

Lugar seu

 Às vezes a área estava ensolarada e quente,

Às vezes escura e fria,

O que ele não gostava,

Papai era friorento.

Quanta coisa pensou?

Nesta área...

Por nós aqui rezou.

Rezou até o fim.

E por fim se encantou.

Como Deus quis assim se foi.

Neste lugar eterno, 

No seu tempo eterno...

Papai e o ser

 Aqui tudo é eterno 😍 

Da área onde me sento para onde olho tudo é rico em memórias.


Sentado onde meu pai sentava.

Sentado onde meu pai pensava.

Às vezes sozinho,

Às vezes acompanhado,

Só Deus sabe no que pensava,

Pensava o que vivia,

Pensava o que passava.


Sentia amor,

Pedia proteção

Viver, reviver... eternidade

 Ontem tive o maior presente do criador,

Estando em minha terra natal

E foi como um sonho renovador.

Acordei enquanto chovia

Meu peito cheio de alegria...

Foi um sonho vivido,

Foi um sonho revivido.


Vivi duas coisas numa só.


A natureza eterna e profunda 

Numa face maravilhosa,

Verde, fresca e molhada.


Quantas vivi essa face em minha vida 


Não foram muitas.


As maravilhas divinas sentimos 

E amamos mesmo 

Que seja a primeira vez.


A esperança forte batendo no peito.


E a já sente a eternidade.


A chuva, o verde e a fé que isso é bom 

É verdadeiro e efêmero.


O cantar alegre das aves...

O cantar harmônico das aves.

O cantar feliz das aves

 nos transmite felicidade.


Foi o que senti ainda criança 

E reafirma sempre que ouço...


Tá guardado na memória.


Ver pela janela a fora

Enchendo a vista de forma, de cor, de profundidade...


Sentir o ar fresco,

A brisa fria, o cheiro de mato molhado, o cheiro da terra enxombrada.


Sentir a realidade da ausência de pai e mãe materializada em saúde.


Aí está.

O coqueiro morreu.

A graviola está quase morta.

Foi papai que plantou.


A realidade do tempo que se foi.

A realidade do tempo que é.


Esse posso viver,

Aquele não mais

Em totalidade.


Tenho um filho pra criar,

Um filho pra ensinar como é a vida aqui...

Na ausência de meus manos e meus pais.


Aqui as mesmas sensações terá.


O ontem foi pra isso.


O café aquecendo o frio da manhã.


A manhã de chuva.

O banho de chuva.


O passeio na mata.

O almoço com arroz de leite e peixe frito.


A tarde de chuva...

Chuva a tarde todinha...


A noite escura e fria.

O angu com leite...

O chá.


A vida.

Quinta-feira santa

Hoje foi um dia ímpar. 
Choveu e está chovendo muito.
Pude reviver tanta coisa aqui.
A quanto não acordava aqui em serrinha ao som da chuva.
Ver o dia chovendo como aqui vi tantas vezes.
Reviver,
Rememorar,
Agora como pai.
É muito diferente.
Agora como órfão.
É muito diferente.
Feliz e triste ao mesmo tempo.

Páscoa

 Passamos a páscoa na Serrinha dos Pintos-RN, terra natal do papai e dos avós de Sassá. Lá nós pudemos contemplar como está tudo bonito após as chuvas. A mata toda crescendo, as ervas fechando tudo. Tudo é verde. Uma imensidão de insetos. Teve um dia que choveu o fim da manhã e a tarde e Sassá pode tomar muito banho de chuva. Como ficou feliz. Pulou na caixa dágua e foi muito banho. Saímos para explorar a mata, vendo os insetos e fazendo fotografia. Fomos na mata grande, nos açudes de papai e Dedé. A gente chupou cajá. contamos os porcos. Encontramos uma gata preta que ele seu o nome de beleza negra... A gatinha amou Sassá e ele adorou ela. Ela se enrolava nas pernas dele. Ela foi conosco até os tanques para ver se via sapos. Depois veio conosco para a casa da tia Li. Acredita. Acho que a tia vai adotar beleza negra. Bom, fomos a casa do Davi onde Sassá comeu goiaba no pé. Fomos ainda na casa de seu primo Nicolas. Fomos a missa da páscoa. Corremos muito. Ele já saia da cama atordoado querendo ir para o mato. Teve um dia que fomos com a foice limpar as juremas brancas e o calumbi e as mimosas do terreno. Sassá me ajudou muito. Se divertiu muito. Só não se divertiu mais por causa do tempo. Enfim foi maravilhosa nossa páscoa. 

Insônia

 Ruídos

Minha mente se perde em pensamentos dendromorfos.

A noite fica longa.

O escuro,

O silêncio

A tornam enorme.

A mente se perde numa espiral de pensamentos.

O que ocupa minha mente.

Meus desejos...

A mente é um labirinto,

Um cubo mágico...

Inalcançavel de se contemplar.

Meu corpo precisa dormir.

E essa mente não deixa.

Pensamentos pipocam, purulam...

E os ruidos,

E a luz...

Ainda vão me enlouquecer.


Chuva chovendo

 A chuva choveu a noite inteira,

Desfiava fina, mas incessante e contínua.

Acordei na madrugada

E a chuva não parava.

Trovejou.

E continua chovendo.

O sol nem teve vez.

Está tudo sob sombras.

E a chuva continua chovendo.

Neste sete de abril.

Aqui dizemos que é inverno.

São as chuvas chovendo.

Labirinto temporal

 A tarde surda, Tudo é silêncio, O calor muda A voz da natureza, Numa sombra, Pia um bem-ti-vi. Desperto para essa realidade. E por minha me...

Gogh

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