Sentado na beira do lago,
Sinto o ar úmido.
Docemente a brisa vêm,
Mexe na água, nas folhas das plantas,
Na roupa no quarador,
Nos cabelos da menina.
Sentado na beira do lago,
Sinto enfadado,
Pois não contemplo a beleza que me arrodeia,
Fico preso a mente e aos meus pensamentos, demasiados desejosos.
Não sinto quão fria é a água,
Quão bela são as árvores floridas,
E gostoso seu cheiro,
Não consigo sentir a natureza como algo fora de mim,
Pois acredito ser eterno este senário.
E o tempo passa tão transparente em minha face,
Tão lenta e fielmente como o dia passa,
E o tempo escorre por entre meus dedos como areia seca,
Ah quando vou entender a vida e perceber quão bela é a vida, quando vou me esquecer de desejar,
de buscar o ideal e viver?
Talvez nunca.
Mas posso sentir essa brisa, materializada na música de Mozart.
O tempo passará, mas sempre que essa música soar, serei instantaneamente feliz, completo,
pois tenho a certeza de que o momento me pertence.
07/12/09
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