Ir e vir,
Subir e descer,
Potência e ato,
Verão e inverno,
Manhã e tarde,
Noite e dia...
Será o universo dialético,
Universo...
Uma direção,
Um sentido...
Qualquer um que seja.
Ir e vir,
Subir e descer,
Potência e ato,
Verão e inverno,
Manhã e tarde,
Noite e dia...
Será o universo dialético,
Universo...
Uma direção,
Um sentido...
Qualquer um que seja.
Vi o sol nascer no horizonte além mar,
Vi a areia alva,
Vi ervas secas, arbustos verdes,
Vi coqueiros,
Vi pessoas,
Pessoa de todas as formas,
Pessoas quadradas,
Pessoas ampulhetas,
Pessoas triangulares,
Pessoas longas...
Vi o dia nascer,
Neto também viu,
Aldo Neto,
Mas a noite. Esta não verá.
Nunca mais... tragédias da vida.
A manhã despertou nublada
E o brilho do sol não apareceu,
Neblinou,
E muita coisa coisa aconteceu...
Coisas maravilhosas,
Coisas boas,
Coisas... Traços,
Classes de coisas.
Algumas ruas estão mais alegres
Com a florada rosa dos jambeiros,
O chão fica rosa de elementos florais,
Estames, rosas formam um tapete
Cor de rosa, rosa azedinho.
Os jambeiros com suas copas majestosas
Me fazem lembrar minha amiga
Amada professora Rita
Pelas vezes que íamos almoçar no Lá gula
Ela estacionava seu honda Fit
numa paralela perto de uma casa cujo jardim era coberto por um imenso jardim.
Sua folhas pareciam sorrir para o sol.
Como as pessoas desaparecem,
O tempo tudo apaga,
Enquanto há memória
A essência parece existir.
Ver o sol através do mar,
Pedalar na praia,
Ir e vir,
Sentir a brisa viva,
Ouvir as ondas quebrarem na praia,
A alva areia,
Verdes salsas com flores rosas,
Numa só manhã.
Os sete chakras são os maiores vórtices de energia no corpo.
Chackra significa roda.
São eles Chackra básico,
Chackra sexual,
Chackra esplénico,
Chackra cardíaco,
Chackra laríngeo,
Chackra frontal
Chackra coronário.
Códigos,
Cores, formas, símbolos, palavras, gestos.
Impressões, pensamentos, percepções, ideias.
Ideologia, fenomenologia, consciência.
O objetivismo
E o subjetivismo do eu,
Poesia ou narrativa?
Qual é a mensagem?
Ainda era escuro,
Madrugada,
Estava desperto
Quando ouvir cantar um rouxinol,
Tão belo aquele canto que despertava a madrugada,
Então Aurora apresenta Apolo
Que pontualmente desperta as cinco horas,
E dá a luz as ruas,
Da forma e cores as coisas,
Pássaros, voando e cantando...
Minhas percepções,
Relacionada a vida,
Folhas em espiral,
Ramos ressurgentes,
Frutos coloridos...
Mudanças acontecem a todo instante,
As coisas estão sempre se metamorfoseando,
As vezes, temos que ganhar um gás para não ficar para trás,
Mas isso é só uma questão de tempo...
A eterna solidão que se aproxima,
Entre dias e noites,
Entre manhãs de chuvas
E tardes de verão,
O canto das aves que sempre nos desperta,
Um galo, um pássaro,
O que mais nos agrada seu canto ou suas cores?
Algumas coisas desejosas alimentam nosso corpo
Como uma manga, um caju, uma banana,
Outras coisas alimentam nossa alma
Como uma composição musical ou uma pintura,
A realidade e uma representação subjetiva desta,
Nossas impressões sobre o mundo,
Nossas percepções criadas,
Nossa consciência a nos nortear,
Buscando sempre está certa,
Tentando se afirmar,
Até que a eterna solidão não chega.
No descompasso da vida,
O tempo passa,
A vida passa,
O que podemos fazer para melhorar,
O que podemos fazer para tomar consciência?
Qual primeiro passo que devo dar?
Qual é a direção a seguir?
Quem sabe...
A tarde caiu ensolarada,
O sol dourado vai caminhando para o poente,
Nuvens azuis,
E eis que uma chuva caiu...
Caiu os pingos...
A brisa soprando na manhã,
O sol brilhando num céu de nuvens frouxas,
O mundo está silencioso!
Bom dia! - Dia...
Hoje ouvi uma metáfora,
O sol está ensolarado...
Ontem, à noite choveu.
Hoje o solo estava molhado,
Úmido e fresco.
Isso é tudo.
A tarde caiu nublada,
O vento soprando frouxo,
Longe canta uma cambacica,
O vizinho ouve música sertaneja,
A gente se sente bem.
Nesta tarde de sábado.
Plantei um vinca no jardim,
Ela cresceu, floresceu e frutificou...
Como ficou tão belo,
Ela envelheceu e morreu,
Mas nasceu outra geração
Que cresceu, floresceu e morreu,
Na segunda geração deu pulgão,
Na terceira geração estou vendo elas florescerem
Tem vincas rosas e alvas,
Aqui posso regá-las todos os dias.
Lá em papai tem vinca também de flores alvas,
Tinha só uma rosa.
O terreiro de lá fica tão bonito com as vincas.
A vida fica mais bonita com vincas.
As vincas são da família Apocynaceae,
A espécie é Cataranthus roseus.
Essas plantas belas são latecíferas.
Estética e botânica se casam.
Andar por ai vendo a profundidade do mundo,
Vendo o verde e suas tonalidades,
Vendo o campo de profundidade,
Vendo as flores e suas cores,
Sentindo os aromas,
Ouvindo as aves...
Sendo esse ser existencial.
Que poderia nos fazer melhor.
Aos que partiram restam apenas memórias,
Fotografias e toda obra,
Os familiares e amigos,
As relações se esfacelaram no tempo,
Sorte daqueles que ainda tem uma oração e uma vela acesa.
Tudo é tão efêmero, é tão passageiro,
O mundo que ai está continua,
E nós o que somos neste universo.
Saudades de Vó Sinhá e Chiquinha, vô José e Chico,
Os tios Aldo, Raimundo, Jussié e João...
O tempo vai aos poucos consumindo tudo,
Até mesmo nós que ainda lembramos,
Porque sabemos que um dia seremos nós.
Uma semente que germina
Em ótimas condições,
E a planta nasce,
E cresce,
E floresce,
Sob boas condições,
O se resistente for.
Através da janela, vejo o mundo
Vejo a profundidade dos espaços,
As formas geométricas construídas,
Vejo as cores,
Vejo o céu e o tempo,
Vejo movimento das aves,
Dos carros, dos transeuntes,
Através da janela sinto o ar,
Vejo a hora do dia,
Vejo a aurora matinal,
Vejo o segundo crepúsculo,
Tudo isso, através da janela.
A lua crescente crescendo no céu,
Noite após noite por uma semana,
Depois de cheia vai minguando,
Vai minguando,
O frio da noite,
Do pôr ao nascer do sol
Contando o tempo
Pela eternidade.
E as estações acontecem.
O inverno ameniza as plantas,
O verão castiga.
O sol e a lua estão ali,
Observando tudo acontecendo,
E quem ama cuida de aguar a planta
Que agradece florescendo,
E tudo vai se passando.
A tarde se vai quente,
Um gato mia por ai,
Um cão latiu,
Motos roncam nas três ruas,
O barulho de maquita grita não sei onde.
Mais um dia se vai.
Sanhaçus-de-coqueiro cantam,
A luz dourada se desfaz,
Nuvens brancas no céu azul...
Por ai.
E mais um dia se vai,
Sob uma tarde quente,
Na rua cães a latir,
Pardais a piar...
Mais um dia se vai
O que tinha para acontecer,
Aconteceu...
E a esperança de algo melhor acontecer fica para amanhã.
Amanhã ou depois.
É bom ouvir o canto do fim-fim,
Tenho muitas memórias do fim-fim,
Onde nasci chamamos de vêm-vêm.
Lá tinha e tem muitas pinheiras,
E essas árvores costumam ter erva de passarinho,
Que lá é conhecida como incherque.
As ervas-de-passarinho pertencem a um gênero chamado de Phoradendron.
Elas formam um frutinho que fica laranja quando maduro,
E os fim-fim adoram,
Os frutos tem uma mucilagem que gruda no bico dos fim-fim
E é assim que esta espécie de erva-de-passarinho é dispersada.
Então, lembro dos fim-fim cantarem no final da tarde.
Tinha Raimunda dizia que quando os fim-fim cantavam estavam anunciando visitas.
Fim-fim é um Fringilidae com nome científico de Euphonia chlorotica.
As minhas memórias ficam cada vez mais complexas com o tempo.
O céu nublado de domingo,
O sol brilhando e gaviões voando e cantando,
Nas árvores sanhaçus-de-coqueiro cantam.
Através da janela sopra uma brisa fria,
Da cozinha um cheiro de comida e calor chega a mim.
O som do celular no youtube,
O som da faca cortando,
Sobre a mesa uma caneca com a imagem de noites estrelada de Gogh,
Na parede uma moldura de gesso de Mozart,
Um copo vinho com frutos secos e sementes,
Tudo ordenado na busca de um sentido...
A ordem linear,
A ordem reticular.
Amanheceu é outubro de 2020
Sábado.
O silêncio preenche a rua.
Aves cantam,
A luz está tênue.
Eu me dou conta que o tempo não pára.
Cotidianamente se vai mais um pouco
De nós que embriagados com a vida nem percebemos.
E logo vem outra e outra manhã...
O que é o tempo?
Nosso tempo,
Nosso ser,
Nossa existência.
Penso, mas não encontro lógica,
Não encontro direcionamento,
Não sei estou buscando,
Nem sei se encontrarei nada.
Neste momento tudo que me agrada
É essa composição que ouço
Ser tocada no piano.
Grande Frans Lizst.
Amanheceu nublado,
Tempo fresco,
Dia bom!
Pássaros cantando,
Coisas acontecendo!
Aqui, ali...
Cada lugar com suas nuances.
Através da janela vejo um pé bagiado de tamarindo.
Folhas peguenas de uma grande árvore.
Através da janela o sol.
O tempo quarando o dia,
Tempo estacionado.
O corpo se curando aqui dentro.
O vento seco da manhã,
A luz do sol rutilante,
As folhas amarelas e secando,
Cana seca,
Galinhas forrageando,
A palma verde,
Folhas de catolés a dançar,
O chiado das folhas
No compasso do tempo
Tempo que passa,
Tempo eterno.
O sol alto
A estrada escura do asfalto
Está ornada de capim seda
Que dança com o sopro
Suave do vento,
A terra solta
A poeira
O verão.
O dia amanhece claro
O sol brilha no céu,
Na calçada crescem as vincas alvas,
Com um balde de água
Distribuo as um pouco de água,
E recebo flores em recompensa,
E a vida vai passando bela.
Bela vida.
Não sabemos o que é o amor até que ele se revele em toda humanidade.
O cuidado com quem se ama é o maior o amor,
Envolve todos os sentimentos de doação e generosidade
E um desejo intenso de eternidade,
Amar certamente é doar-se por inteiro,
De corpo e alma e todo o ser.
Chega parecer que o coração vai explodir ou implodir,
Não sei explicar,
Não sabia explicar,
Mas agora estou aprendendo a duras penas.
Deus é quem é nosso guia e isso é tudo.
É preciso paz,
É preciso amor,
Tudo que está acontecendo,
Tudo que estou vivendo,
É complexo e dissaboroso,
Não existe lugar de paz para um coração perturbado.
Só na fé encontraremos este lugar.
Só assim.
Serotonina que é isso!
Magia,
Felicidade,
Um composto que todos ou tem ou não tem.
Uma droga humana?
Sabe lá.
A dor não é só minha,
Mas nossa em tempos distintos,
O medo, a angustia,
A ansiedade...
E o que nos torna mais humanos
O que pode nos humanizar mais,
O que pode nos fazer despertar para a vida?
Não consigo imaginar algo mais potente,
Nas palavras proferidas por Cristo
Tenho paz...
"Pai nosso que está no céu
Santificado seja o vosso nome...
Se percebemos o óbvio,
Ficamos assustados,
Amedrontados,
Até o vento nos amedronta,
Não sabemos o que acontecerá,
Nem como,
Mas se um sinal aparece,
Morremos por dentro de medo.
Gloria ao pai,
Pai santíssimo,
Pai.
Olhai os jardins floridos,
As flores perfeitas,
Coloridas,
Simétricas,
Perfumadas,
A tarde que cai,
O dia que vai,
A esperança de mais um amanhã.
A tarde caiu novamente,
Tudo está tão diferente,
Tudo tem ficado assim tão diferente,
Talvez seja ansiedade,
Talvez seja algo mais,
Talvez seja, mas se não?
Tenho tentado manter a calma,
Mas não tenho conseguido,
Estou cansado,
Preciso de algo que me dê força e fôlego,
A existência assim não é coisa boa,
Embora as aves piem,
Embora um cachorro lata,
Embora tudo de bom...
A tarde sempre cai depois de um dia que passa,
Mais um dia.
Que sofrido é esse medo que me toma.
Essa sensação de vazio.
Se me perguntassem como mudaria o mundo,
O que faria?
Certamente não teria uma resposta.
Como poderia ser o mundo?
Eterno?
Tudo que tenho são memórias imperfeitas e mau polidas.
Em parto aceito a realidade,
Em parte tenho medo.
Tudo parece está tão frio,
Pela realidade ou pelo medo?
Tenho mais dúvidas que certezas,
Aliás sem certeza alguma.
Sentido,
Ir e vir,
Consciência, subconsciente,
Ser e não ser,
Devir...
Fenomenologia do espírito,
O pânico,
Nem tudo que é aprendido foi apreendido.
Hoje é diferente de ontem...
O mundo,
As impressões,
As ideias,
A dinâmica dos seres entre as coisas,
A ordem e a desordem,
A deriva de uma força superior,
Natural?
O agora!
Em espiral subjetiva,
Em espiral em si.
Existe alguma força reativa?
Nossos medos, nossos maiores medos,
Quando confrontados podem ruir nosso ser,
A falta de fé e de esperança
Pode ser a maior fonte de sofrimento,
Uma dor num corpo sã,
Uma dor psicológica,
Sem poder se dar a reflexão,
Abandonada ao temor e ao medo,
O fim...
Algo que foi vivo sem vida.
Tudo que é é, mas não é eterno,
Fazer de cada dia o eterno...
Esperamos sempre do amanhã...
Sem entender do hoje.
Temor, temor, temor
Sem antes tentar.
Várias vidas numa só,
O mundo da imaginação.
Enche o peito do ar frio da madrugada. Traz em si um cheiro particular, Cheiro das chuvas de abril, Cheiro da mata molhada. O silêncio é su...